Bol­so­na­ro pas­sa por ci­rur­gia de emer­gên­cia

Pre­si­den­ciá­vel teve que ser sub­me­ti­do à in­ter­ven­ção na noi­te de on­tem por com­pli­ca­ções no in­tes­ti­no

Metro Brazil (Campinas) - - Primeira Página -

Can­di­da­ta da Re­de à Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca, Ma­ri­na Sil­va afir­mou on­tem em en­tre­vis­ta à rá­dio Ban­dei­ran­tes que a de­fi­ni­ção do PT por Fer­nan­do Had­dad al­te­ra as ba­ses do de­ba­te eleitoral e vai obri­gar o par­ti­do a dar ex­pli­ca­ções sobre os úl­ti­mos go­ver­nos. A pre­si­den­ciá­vel afir­mou que irá pro­por re­for­ma da Pre­vi­dên­cia e que a edu­ca­ção so­fre mais com a cor­rup­ção e a má ges­tão do que com a fal­ta de re­cur­sos. Leia abai­xo tre­chos.

Pes­qui­sas mos­tram Bol­so­na­ro na li­de­ran­ça e de­pois, em­bo­la­dos, a se­nho­ra, Ci­ro Go­mes, Ge­ral­do Alck­min e Fer­nan­do Had­dad. Co­mo che­gar ao se­gun­do tur­no?

Te­mos chão pe­la fren­te. É bom ver que au­men­ta a cons­ci­ên­cia de que não é o di­nhei­ro que de­fi­ne a elei­ção. O que vai de­fi­nir é a cons­ci­ên­cia do po­vo de que aque­les que ti­ve­ram chance no go­ver­no, PT, PSDB, MDB e DEM, em vez de fa­zer o bem, usa­ram a opor­tu­ni­da­de para rou­bar, le­van­do o país para o bu­ra­co.

Se elei­ta, vai au­men­tar o per­cen­tu­al do PIB in­ves­ti­do em edu­ca­ção, ho­je em 6%?

Va­mos usar os re­cur­sos com efi­ci­ên­cia. O Bra­sil tem in­ves­ti­men­to pró­xi­mo de paí­ses de­sen­vol­vi­dos, com re­sul­ta­dos pí­fi­os por­que a mai­o­ria dos pro­fes­so­res não tem pla­no de car­rei­ra e as es­co­las não es­tão equi­pa­das. Boa par­te dos re­cur­sos é dre­na­da pe­la cor­rup­ção e a má ges­tão. Eu sei o que a edu­ca­ção po­de fa­zer na vida de uma pes­soa. Eu fui al­fa­be­ti­za­da aos 16 anos e é por is­so que eu te­nho com­pro­mis­so de usar ca­da cen­ta­vo da me­lhor for­ma.

Quais as di­fe­ren­ças en­tre sua pro­pos­ta de re­for­ma da Pre­vi­dên­cia e a do go­ver­no?

A do atu­al do go­ver­no não tem na­da a ver com o que eu vou fa­zer. Es­sa não com­ba­te pri­vi­lé­gi­os, não foi dis­cu­ti­da com a so­ci­e­da­de, só com em­pre­sá­ri­os. Va­mos fa­zer re­for­ma que não pre­ju­di­que os tra­ba­lha­do­res. É pre­ci­so que se de­fi­na ida­de mí­ni­ma por­que as pes­so­as es­tão vi­ven­do mais. Po­rém, va­mos man­ter a di­fe­ren­ça [de ida­de]. As mulheres con­ti­nu­a­rão se apo­sen­ta­do mais ce­do por­que têm du­pla jor­na­da. En­quan­to ti­ver­mos uma so­ci­e­da­de com vi­são ma­chis­ta, elas se­rão apo­sen­ta­das an­tes.

A se­nho­ra bo­tou ca­rim­bo de cor­rup­to no Lu­la e afir­mou que Had­dad te­rá de ex­pli­car a ra­zão do de­sem­pre­go. Rei­te­ra es­sa po­si­ção?

Sou a úni­ca can­di­da­ta que des­de o iní­cio de­fen­di a La­va Ja­to e dis­se que qu­em tem fi­cha suja não po­de ser can­di­da­to. Rei­te­ro que não de­ve­mos tri­pu­di­ar dos pre- sos, is­so não é ci­vi­li­za­do. Ago­ra, com a de­fi­ni­ção do can­di­da­to Fer­nan­do Had­dad, o PT vai ter que ex­pli­car por que o país do ple­no em­pre­go vi­rou o país dos 13 mi­lhões de de­sem­pre­ga­dos. E por que que­rem ti­rar do ma­pa o pe­río­do do go­ver­no da Dil­ma [Rous­seff] e do [Mi­chel] Te­mer. Foi nes­se pe­río­do que as coi­sas bo­as fo­ram des­cons­truí­das e as coi­sas ruins fo­ram sen­do au­men­ta­das, in­clu­si­ve em fun­ção de uma cam­pa­nha com di­nhei­ro rou­ba­do da Pe­tro­bras, co­mo ates­ta a La­va Ja­to.

O que fa­rá para au­men­tar os re­cur­sos para a saú­de?

Va­mos re­es­tru­tu­rar o sis­te­ma com 400 re­giões. Em ca­da uma ha­ve­rá uma au­to­ri­da­de na­ci­o­nal que tra­ba­lha­rá com os es­ta­dos e municípios para oti­mi­zar­mos os re­cur­sos hu­ma­nos e fi­nan­cei­ros e as es­tru­tu­ras exis­ten­tes.

| JÚNIA GAR­RI­DO/FU­TU­RA PRESS

Ma­ri­na Sil­va em ati­vi­da­de de cam­pa­nha on­tem em MG

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.