VES­TI­BU­LAR UNI­CAMP ABRE NA SEGUNDA INS­CRI­ÇÕES EXCLUSIVAS A ALU­NOS DO ENEM

Pes­qui­sa­do­res tes­tam fa­ri­nha também em co­o­ki­es e che­gam na no­va op­ção, ain­da mais sau­dá­vel, mas sem as­pec­to de in­te­gral

Metro Brazil (Campinas) - - Primeira Página -

Uma no­va op­ção de fa­ri­nha pa­ra a fa­bri­ca­ção de pro­du­tos co­mo ma­car­rão, co­o­ki­es e pães es­tá pró­xi­ma de che­gar ao mer­ca­do. Um gru­po de pes­qui­sa­do­res da FEA (Fa­cul­da­de de En­ge­nha­ria de Ali­men­tos) da Uni­camp tes­tou a fa­ri­nha de bam­bu pa­ra ali­men­tos e te­ve su­ces­so, mos­tran­do vá­ri­as van­ta­gens nu­tri­ci­o­nais do pro­du­to.

“Sa­be­mos que há uma pro­cu­ra do se­tor ali­men­tí­cio pa­ra re­du­zir gor­du­ras e açú­car nos ali­men­tos. E es­se é um pro­du­to sau­dá­vel”, co­men­ta Ma­ria Te­re­sa Ma­ria Te­re­sa Pe­dro­sa Cle­ri­ci, co­or­de­na­do­ra da pes­qui­sa.

Pa­ra se ter uma ideia, o in­gre­di­en­te é fei­to à ba­se do col­mo jo­vem do bam­bu e pos­sui ape­nas 24 gra­mas de car­boi­dra­tos, bem abai­xo dos 82 gra­mas da fa­ri­nha de milho. A quan­ti­da­de de fi­bra também é mai­or: são 50 gra­mas en­con­tra­dos contra 1,9 gra­ma na com­po­si­ção da fa­ri­nha de man­di­o­ca.

Se­gun­do Ma­ria Te­re­sa, o pro­du­to tem ou­tros be­ne­fí­ci­os. “Ele não tem agro­tó­xi­cos e tem cus­to de pro­du­ção reduzido. Ou­tro pon­to é com re­la­ção ao as­pec­to. Ele não pos­sui a cor e o aro­ma es­pe­cí­fi­co do pro­du­to in­te­gral, que mui­tas vezes é re­jei­ta­do pe­lo con­su­mi­dor”, co­men­ta.

O bro­to jo­vem do bam­bu, por exem­plo, é uti­li­za­do na cul­tu­ra ori­en­tal por ter bai­xo te­or de gor­du­ra. Ago­ra, na pes­qui­sa, foi des­co­ber­to que o col­mo jo­vem do bam­bu também é co­mes­tí­vel e traz fi­bras de ex­ce­len­te qua­li­da­de pa­ra a ali­men­ta­ção.

Além dis­so, ou­tra boa no­tí­cia é a fa­ci­li­da­de no cul­ti­vo do bam­bu, que po­de ser im­pul­si­o­na­do de­vi­do a co­mer- ci­a­li­za­ção da fa­ri­nha. “Ele re­sis­te até a la­ma. Vai es­ti­mu­lar mui­to a pro­du­ção. Mui­tos po­dem ter a fon­te de ren­da no bam­bu, que não exi­ge um ma­qui­ná­rio tão am­plo co­mo ou­tras plan­ta­ções”, com­ple­ta.

Mer­ca­do

A ideia é que a fa­ri­nha já es­te­ja no mer­ca­do ali­men­tí­cio em um ano. Já há em­pre­sas in­te­res­sa­das na uti­li­za­ção da fa­ri­nha. Po­rém, a pes­qui­sa­do­ra re­for­ça que o pro­du­to tem de ser re­ti­ra­do do bam­bu em uma fa­se cor­re­ta pa­ra ser­vir co­mo ali­men­to, pa­ra se ter o pa­drão de qua­li­da­de. As­sim, a ideia não é uma pro­du­ção “ca­sei­ra”, mas sim pa­ra in­dús­tria e pe­que­nas re­ven­das.

FOTOS: AN­TO­NIO SCARPINETTI/SEC/UNI­CAMP

Ma­car­rão também foi pro­du­zi­do Fa­ri­nha do bam­bu e co­o­ki­es fei­tos do pro­du­to

CAR­LOS GIACOMELI

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