Di­vi­di­do, PSDB não vai apoi­ar nin­guém

De­ci­são foi anun­ci­a­da por Alck­min. Ex- go­ver­na­dor in­si­nu­ou que te­ria si­do traí­do por Do­ria na cam­pa­nha

Metro Brazil (Campinas) - - Primeira Página -

O mo­des­to quar­to lu­gar na cor­ri­da pre­si­den­ci­al – ape­sar do mai­or tem­po de pro­pa­gan­da elei­to­ral e apoio de no­ve par­ti­dos – acir­rou os âni­mos no PSDB e te­ve co­mo con­sequên­cia uma dis­cus­são en­tre o pre­si­den­ciá­vel der­ro­ta­do Ge­ral­do Alck­min que cha­mou João Do­ria, can­di­da­to ao go­ver­no de São Pau­lo, de “te­me­ris­ta” e in­si­nu­ou que ele era “trai­dor”.

Em reu­nião da Exe­cu­ti­va Na­ci­o­nal on­tem, os tu­ca­nos de­ci­di­ram op­tar pe­la neu­tra­li­da­de no 2º tur­no das elei­ções pre­si­den­ci­ais, não apoi­a­rão nem Jair Bol­so­na­ro (PSL) nem Fer­nan­do Had­dad (PT).

Se­gun­do os pre­sen­tes, o ba­te-bo­ca, a por­tas fe­cha­das, ocor­reu quan­do Do­ria co­brou uma au­to­crí­ti­ca do par­ti­do de­pois das elei­ções e pe­diu mais re­cur­sos pa­ra os can­di­da­tos que ain­da dis­pu­ta­rão as elei­ções pa­ra go­ver­na­dor no se­gun­do tur­no. São seis es­ta­dos: São Pau­lo, Mi­nas Ge­rais, Rio Gran­de do Sul, Ma­to Gros­so do Sul, Rondô­nia e Ro­rai­ma.

Alck­min se ir­ri­tou e in­si­nu­ou que a re­jei­ção ao PSDB foi agra­va­da nas ur­nas em fun­ção da li­ga­ção com o pre­si­den­te Mi­chel Te­mer (MDB). Foi quan­do se di­ri­giu a Do­ria co­mo “Te­me­ris­ta” – ele sem- pre foi con­tra ali­an­ça com o atu­al go­ver­no. De­pois, quan­do Do­ria fa­la­va, Alck­min dis­se: “Trai­dor eu não sou”.

Do­ria de­fen­deu pu­bli­ca­men­te o vo­to em Bol­so­na­ro. “Had­dad é um fan­to­che. To­mei a mi­nha po­si­ção com cla­re­za. Vo­to e apoio Jair Bol­so­na­ro”, de­cla­rou, di­zen­do que as di­ver- gên­ci­as são “par­te de um pro­ces­so di­fí­cil que aba­la emo­ci­o­nal­men­te”.

Ou­tros par­ti­dos

Mais no­ve par­ti­dos de­ci­di­ram on­tem a po­si­ção que ado­ta­rão na dis­pu­ta ao Pla­nal­to. O PTB, e o PSC for­ma­li­za­ram apoio a Bol­so­na­ro.

A exem­plo dos tu­ca­nos, o Pro­gres­sis­tas; o No­vo, de João Amoê­do; o DC, de Ey­ma­el; e o De­mo­cra­tas op­ta­ram pe­la neu­tra­li­da­de.

Had­dad re­ce­beu apoio for­mal do Psol, de Gui­lher­me Bou­los; do PPL, de João Gou­lart Fi­lho; e do PSB, mas li­be­ran­do os fi­li­a­dos que se­guem em plei­tos es­ta­du­ais –Már­cio Fran­ça op­tou por neu­tra­li­da­de (leia so­bre os can­di­da­tos à Pre­si­dên­cia na pág. 6).

“Trai­dor eu não sou. O ‘Te­me­ris­ta’ não era eu não. Vo­cê, vo­cê, vo­cê”

GE­RAL­DO ALCK­MIN, CAN­DI­DA­TO DO PSDB À PRE­SI­DÊN­CIA DA RE­PÚ­BLI­CA DER­RO­TA­DO

“Com­pre­en­do a sua si­tu­a­ção. Te­mos de ter cal­ma e dis­cer­ni­men­to.”

JOÃO DO­RIA, CAN­DI­DA­TO DO PSDB AO GO­VER­NO DE SÃO PAU­LO

MAR­CE­LO FREITAS

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