Cam­pi­nas: 15% dos cur­sos têm no­ta al­ta

Ena­de. Dos 147 cur­sos de en­si­no su­pe­ri­or na ci­da­de, 22 de­les ti­ve­ram no­ta 5, con­cei­to má­xi­mo

Metro Brazil (Campinas) - - Foco -

En­tre os 147 cur­sos su­pe­ri­o­res de Cam­pi­nas ava­li­a­dos na edi­ção 2017 do Ena­de (Exa­me Na­ci­o­nal de De­sem­pe­nho de Es­tu­dan­tes), 22 de­les ti­ve­ram no­ta 5, con­cei­to má­xi­mo de de­sem­pe­nho de acor­do com a clas­si­fi­ca­ção do exa­me. O nú­me­ro re­pre­sen­ta 15% do to­tal de cur­sos ava­li­a­dos, su­pe­ran­do a mé­dia de êxi­to na­ci­o­nal, que foi de 6%.

Dos 22 cur­sos que ob­ti­ve­ram a mai­or no­ta, 19 per­ten­cem a Uni­camp, um da PUC-Cam­pi­nas, um da Fa­tec e um da Unip.

No país, pou­co mais de 10 mil cur­sos de en­si­no su­pe­ri­or fo­ram ava­li­a­dos. Ape­nas 600, ou 5,9%, fi­ca­ram den­tro da fai­xa 5. Com os re­sul­ta­dos di­vul­ga­dos on­tem pe­lo Inep (Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Es­tu­dos e Pes­qui­sas Edu­ca­ci­o­nais Aní­sio Tei­xei­ra), a pro­va do ano pas­sa­do tes­tou 450.995 es­tu­dan­tes do En­si­no Su­pe­ri­or.

Nes­ta edi­ção, fo­ram ava­li­a­dos cur­sos de ci­ên­ci­as exa­tas (na área de li­cen­ci­a­tu­ra e ba­cha­re­la­do) e con­tro­le e pro­ces­sos in­dus­tri­ais, in­for­ma­ção e co­mu­ni­ca­ção, in­fra­es­tru­tu­ra e pro­du­ção in­dus­tri­al (na área de tec­no­lo­gia).

Na di­vi­são de fai­xas de 1 a 5, a mai­or fa­tia dos cur­sos (39,1%) te­ve ava­li­a­ção in­ter­me­diá­ria, na fai­xa 3. Ape­nas 11% fi­ca­ram nos ex­tre­mos (5,9% na fai­xa 5, a me­lhor, e ou­tros 5% na fai­xa 1).

En­tre os es­ta­dos, ne­nhum con­se­guiu che­gar a ter 10% dos cur­sos ava­li­a­dos na fai­xa 5. O Es­pí­ri­to San­to te­ve o me­lhor de­sem­pe­nho, com 9,75% cur­sos de pon­ta, se­gui­do Mi­nas Ge­rais (8,82%) e Pa­ra­ná (8,36%). Qua­tro es­ta­dos (Acre, Ama­pá, Rondô­nia e To­can­tins) não ti­ve­ram ne­nhum cur­so pre­mi­a­do com con­cei­to má­xi­mo.

O Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção cha­mou aten­ção pa­ra uma dis­cre­pân­cia com re­la­ção à mo­da­li­da­de de en­si­no. En­tre os cur­sos pre­sen­ci­ais, 6,1% al­can­ça­ram a fai­xa 5, con­tra ape­nas 2,4% dos cur­sos de EaD (Edu­ca­ção a Dis­tân­cia). O per­fil dos es­tu­dan­tes mos­tra que os alu­nos de EaD têm, em ge­ral, me­nos tem­po pa­ra se de­di­car aos es­tu­dos.

“Te­mos cla­ra­men­te pú­bli­cos pri­o­ri­ta­ri­a­men­te dis- tin­tos bus­can­do es­sas du­as mo­da­li­da­des. Os mais jo­vens es­tão em mai­or nú­me­ro na edu­ca­ção pre­sen­ci­al – os es­tu­dan­tes sol­tei­ros, lá no iní­cio da vi­da. Já no EaD, é aque­la pes­soa que es­tá mais es­ta­bi­li­za­da, tra­ba­lhan­do e que quer con­ti­nu­ar cres­cen­do na car­rei­ra”, co­men­tou o mi­nis­tro da Edu­ca­ção, Ros­si­e­li So­a­res.

Os nú­me­ros con­fir­mam a ten­dên­cia: en­tre os alu­nos de EaD, 50,9% são ca­sa­dos (con­tra 18,1% no pre­sen­ci­al) e 50,7% sus­ten­tam ou aju­dam a sus­ten­tar a fa­mí­lia (ta­xa que é de 23,6% en­tre os alu­nos do en­si­no pre­sen­ci­al).

RA­FA­EL NE­VES

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