In­dús­tria cres­ce no Bra­sil

IBGE. Avan­ço acu­mu­la­do nos pri­mei­ros oi­to me­ses des­te ano é 2,5% mai­or do que no mes­mo pe­río­do de 2017. Já quan­do ana­li­sa­do os úl­ti­mos 12 me­ses, a al­ta é de 3,1%, se­gun­do Ins­ti­tu­to

Metro Brazil (Campinas) - - Foco -

A pro­du­ção in­dus­tri­al bra­si­lei­ra acu­mu­la al­ta de 2,5% de ja­nei­ro a agos­to de 2018 an­te igual pe­río­do de 2017. Os nú­me­ros fo­ram di­vul­ga­dos on­tem pe­lo IBGE ( Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca). Hou­ve al­tas em 11 dos 15 lo­cais pes­qui­sa­dos.

Ama­zo­nas ( 10,9%), Pa­rá ( 9,2%), Per­nam­bu­co ( 5,6%), San­ta Ca­ta­ri­na ( 4,6%), Rio de Ja­nei­ro ( 4,5%), São Pau­lo ( 3,7%) e Rio Gran­de do Sul ( 3,7%) re­gis­tra­ram cres­ci­men­to aci­ma da mé­dia na­ci­o­nal.

Nes­ses lo­cais, o mai­or di­na­mis­mo foi par­ti­cu­lar­men­te in­flu­en­ci­a­do por fa­to­res re­la­ci­o­na­dos à ex­pan­são na fa­bri­ca­ção de bens de ca­pi­tal, bens in­ter­me­diá­ri­os, bens de con­su­mo du­rá­veis e bens de con­su­mo se­mi e não- du­rá­veis.

Os re­cu­os mais ele­va­dos no ín­di­ce acu­mu­la­do no ano fo­ram ob­ser­va­dos em Goiás (- 3,6%) e no Es­pí­ri­to San­to (- 3,4%), pres-

si­o­na­dos, prin­ci­pal­men­te, pe­lo com­por­ta­men­to ne­ga­ti­vo vindo das ati­vi­da­des de pro­du­tos ali­men­tí­ci­os, no pri­mei­ro lo­cal, e de pro­du­tos de mi­ne­rais não- me­tá­li­cos e ce­lu­lo­se, pa­pel e pro­du­tos de pa­pel, no se­gun­do. Mi­nas Ge­rais (- 1,3%) e Ce­a­rá (- 0,1%) tam­bém mos­tra­ram ta­xas ne­ga­ti­vas no acu­mu­la­do des­te ano até agos­to.

12 me­ses

Já o acu­mu­la­do nos úl­ti­mos do­ze me­ses, ao pas­sar de 3,3% em ju­lho pa­ra 3,1% em agos­to de 2018, mos­tra li­gei­ra per­da de rit­mo. Em ter­mos re­gi­o­nais, 13 dos 15 lo­cais pes- qui­sa­dos mos­tra­ram ta­xas po­si­ti­vas em agos­to de 2018, mas oi­to apon­ta­ram me­nor di­na­mis­mo fren­te aos ín­di­ces de ju­lho de 2018. No ge­ral, hou­ve re­cuo de 0,3% de agos­to so­bre ju­lho.

Que­da na oci­o­si­da­de

A ati­vi­da­de in­dus­tri­al de agos­to che­gou a 69% da uti­li­za­ção da ca­pa­ci­da­de ins­ta­la­da, um pon­to per­cen­tu­al a mais que em ju­lho, o que in­di­ca um mo­vi­men­to de que­da na oci­o­si­da­de na in­dús­tria, se­gun­do a CNI ( Con­fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal da In­dús­tria). É o mai­or va­lor pa­ra o mês re­gis­tra­do des­de 2015.

Pa­ra o pre­si­den­te da CNI, Rob­son Bra­ga de An­dra­de, há um de­se­qui­lí­brio fis­cal que im­pe­de a eco­no­mia de cres­cer ain­da mais, de ma­nei­ra sus­ten­ta­da e num rit­mo mais con­di­zen­te com as ne­ces­si­da­des do país.

69% foi a ca­pa­ci­da­de ins­ta­la­da da ati­vi­da­de in­dus­tri­al no mês de agos­to, se­gun­do a Con­fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal da In­dús­tria

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