CLÁU­DIO HUM­BER­TO

Metro Brazil (Campinas) - - Brasil - CLAUDIO.HUM­BER­TO @METROJORNAL.COM.BR

PRO­MO­ÇÃO NÃO É AB­SUR­DA; AB­SUR­DO É MAN­TÊ-LA. A pro­mo­ção mais pa­re­ce ter pre­ju­di­ca­do que aju­da­do a car­rei­ra do fi­lho do vi­ce-pre­si­den­te Ha­mil­ton Mou­rão no Ban­co do Bra­sil. Ain­da não es­tá cla­ro se o “up­gra­de” foi pro­du­to de car­tei­ra­da, de pu­xa-sa­quis­mo ou se a ideia era des­gas­tar o no­vo go­ver­no. Ros­sell Mou­rão tra­ba­lha no BB (Ban­co do Bra­sil) há 19 anos. Era as­ses­sor em­pre­sa­ri­al e pu­lou pa­ra as­ses­sor es­pe­ci­al da pre­si­dên­cia do ban­co. A pro­mo­ção não é exa­ta­men­te ab­sur­da. Ab­sur­do é man­tê-la, des­gas­tan­do o go­ver­no. Bol­so­na­ro não foi elei­to pa­ra is­so.

NÃO GOS­TOU. O pre­si­den­te Jair Bol­so­na­ro não gos­tou na­da da no­me­a­ção. E dei­xou cla­ra a sua in­sa­tis­fa­ção no ex­pe­di­en­te da tar­de des­ta ter­ça, no Pla­nal­to.

TO­DOS SA­BI­AM. Nem mes­mo o Pa­lá­cio do Pla­nal­to po­de ale­gar que não sa­bia da pro­mo­ção de Ros­sell: só foi sa­cra­men­ta­da após o “ok” da Ca­sa Ci­vil.

MÃO AMIGA. A pro­mo­ção de Ros­sell Mou­rão foi apro­va­da no con­se­lho di­re­tor do BB, mas sa­cra­men­ta­da pe­lo seu no­vo pre­si­den­te, Ru­bem No­va­es.

CON­TA EM 2018: CAR­TÕES CUSTARAM R$ 52 MI­LHÕES. Os car­tões de pa­ga­men­to do go­ver­no fe­de­ral (CPGF), os fa­mo­sos car­tões cor­po­ra­ti­vos, custaram R$ 52,2 mi­lhões ao con­tri­buin­te brasileiro em 2018. O va­lor es­tá lon­ge do re­cor­de his­tó­ri­co de gas­tos, atin­gi­do pe­lo go­ver­no do pe­tis­ta Lu­la em 2010, com mais de R$ 80 mi­lhões, mas re­pre­sen­ta uma mé­dia de gas­tos anu­al de qua­se R$ 9 mil pa­ra ca­da um dos 5.833 por­ta­do­res de car­tão cor­po­ra­ti­vo do go­ver­no.

TO­TAL DOS CAR­TÕES. No to­tal, os três ti­pos de car­tões de cré­di­to do go­ver­no fe­de­ral custaram mais de R$ 235,2 mi­lhões.

PRI­MEI­RO-MI­NIS­TRO.

O mi­nis­tro Sér­gio Mo­ro ( Jus­ti­ça) che­gou ao Pa­lá­cio do Pla­nal­to nes­ta quar­ta, às 10h32, e foi di­re­to des­pa­char com aque­le que ca­da vez mais as­su­me pa­pel de um pri­mei­ro-mi­nis­tro: Onyx Lo­ren­zo­ni (Ca­sa Ci­vil).

“[A ATU­A­ÇÃO] DE­VE SER RES­GUAR­DA­DA.”

PRE­SI­DEN­TE DO STF, MI­NIS­TRO DI­AS TOF­FO­LI, FUN­DA­MEN­TA A DE­CI­SÃO DE MAN­TER O VO­TO SE­CRE­TO NA ELEI­ÇÃO DA ME­SA DI­RE­TO­RA DA C­MA­RA

| VAL­TER CAMPANATO/AGÊN­CIA BRA­SIL

Sér­gio Mo­ro, mi­nis­tro da Jus­ti­ça

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.