Ga­so­li­na re­cu­pe­ra pre­ço de an­tes de pa­ra­li­sa­ção

Após al­ta ocor­ri­da em maio de 2018 em vir­tu­de das rei­vin­di­ca­ções do se­tor e da fal­ta de en­tre­ga do pro­du­to, com­bus­tí­vel re­tor­nou a pa­ta­ma­res de 8 me­ses atrás, em Cam­pi­nas. Que­da do dó­lar e re­to­ma­da da Pe­tro­bras in­flu­en­ci­a­ram, se­gun­do Re­cap

Metro Brazil (Campinas) - - Primeira Página -

O pre­ço da ga­so­li­na nos pos­tos de Cam­pi­nas é o me­nor des­de a gre­ve dos ca­mi­nho­nei­ros que pa­rou o país em maio do ano pas­sa­do e afe­tou a dis­tri­bui­ção de com­bus­tí­vel e pro­du­tos em to­do o Bra­sil.

Se­gun­do o le­van­ta­men­to se­ma­nal re­a­li­za­do pe­la ANP (Agên­cia Na­ci­o­nal do Pe­tró­leo), o pre­ço mé­dio da ga­so­li­na nos pos­tos de do mu­ni­cí­pio atu­al­men­te é de R$ 4,086. O le­van­ta­men­to apon­ta que o me­nor pre­ço re­gis­tra­do no pe­río­do de 30 de de­zem­bro a 5 de ja­nei­ro foi de R$ 3,958, e o mai­or, R$ 4,199. O Me­tro Jor­nal, no en­tan­to, en­con­trou es­ta­be­le­ci­men­tos com a ga­so­li­na sen­do ven­di­da a R$ 3,89.

Os pre­ços do eta­nol tam­bém es­tão em que­da. Ho­je, o li­tro do de­ri­va­do da ca- na é ven­di­do, em mé­dia, a R$ 2,612 e em al­guns pos­tos é pos­sí­vel en­con­trar por até R$ 2,489. A que­da do pre- ço dos com­bus­tí­veis tem du­as ex­pli­ca­ções, se­gun­do Flá­vio Cam­pos, pre­si­den­te do Re­cap (Sin­di­ca­to dos Tra­ba­lha­do­res Sin­di­ca­to do Co­mér­cio Va­re­jis­ta de De­ri­va­dos de Pe­tró­leo de Cam­pi­nas), que re­pre­sen­ta 1,5 mil pos­tos em 90 ci­da- des da RMC: “A di­mi­nui­ção do pre­ço na bo­ba se de­veu a fa­to­res ex­ter­nos, co­mo a que­da do dó­lar, e in­ter­nos, co­mo a re­du­ção do va­lor da ga­so­li­na nas re­fi­na­ri­as, além da me­lhor go­ver­na­bi­li­da­de da Pe­tro­bras”, acre­di­ta o di­ri­gen­te.

Re­for­ma tri­bu­tá­ria

Ele diz não ser pos­sí­vel ga­ran­tir que o pre­ço vá con­ti­nu­ar cain­do, nem se vai es­ta­bi­li­zar no atu­al pa­ta­mar. “É um mer­ca­do mui­to sen­sí­vel. O Trump (Do­nald Trump, pre­si­den­te dos Es­ta­dos Uni­dos) acor­da de mau hu­mor, o dó­lar so­be. Se es­tá de bom hu­mor, o dó­lar des­ce. O que po­de­mos di­zer é que vi­ve­mos o me­lhor ce­ná­rio des­de a gre­ve dos ca­mi­nho­nei­ros, em maio do ano pas­sa­do, qu­an­do a ga­so­li­na ba­teu os R$ 4,70 pa­ra o con­su­mi­dor. Vi­ve­mos um pe­río­do de tran­qui­li­da­de, mas ain­da de­pen­de­mos mui­to de uma re­for­ma tri­bu­tá­ria”, dis­se.

In­fluên­cia

Cam­pos ex­pli­ca que a ga­so­li­na in­flu­en­cia na al­ta e que­da de pre­ço de ou­tros pro­du­tos: “Se a ta­xa de cam­bio cair ain­da mais, vai ser mui­to bom pa­ra o mer­ca­do, bom pa­ra to­do mun­do não só pa­ra o nos­so se­tor. Mas, o com­bus­tí­vel é um in­de­xa­dor in­fla­ci­o­ná­rio. A que­da de­ve in­flu­en­ci­ar ou­tras bai­xas de pre­ço e es­sa é a ex­pec­ta­ti­va, que o ca­ra ti­re o car­ro da ga­ra­gem, que vol­te a con­su­mir e que a eco­no­mia vol­te a an­dar a pas­sos mais lar­gos com a cri­a­ção de em­pre­gos”, com­ple­tou.

| LUCIANO CLAUDINO/CÓDIGO19

Pos­to de com­bus­tí­veis com pre­ços abai­xo de R$ 4,00

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