Pas­tor Ge­or­ge­val vai a jú­ri po­pu­lar; mãe é ab­sol­vi­da

Metro Brazil (Espirito Santo) - - FOCO -

A Jus­ti­ça de­ci­diu que o pas­tor Ge­or­ge­val Al­ves vai a jú­ri po­pu­lar pe­los cri­mes de ho­mi­cí­dio du­pla­men­te qua­li­fi­ca­do, tor­tu­ra e es­tu­pro de vul­ne­rá­veis no ca­so dos irmãos Kauã, 6, e Jo­a­quim, 3, mor­tos em abril do ano pas­sa­do, em Li­nha­res. Jo­a­quim era seu fi­lho e Kauã, en­te­a­do.

Na mes­ma de­ci­são, o juiz An­dré Da­dal­to, da 1ª Va­ra Cri­mi­nal de Li­nha­res, de­ci­diu ab­sol­ver a mãe dos me­ni­nos, a pas­to­ra Juliana Sal­les, que ti­nha si­do acu­sa­da dos mes­mos cri­mes - ex­ce­to tor­tu­ra - , mas por omis­são. O pas­tor foi ab­sol­vi­do por frau­de pro­ces­su­al.

No documento pu­bli­ca­do on­tem, o juiz de­ter­mi­nou ain­da que George não pode re­cor­rer em li­ber­da­de. A da­ta do jú­ri po­pu­lar ain­da não foi agen­da­da. A de­ci­são, ain­da, re­ti­rou o si­gi­lo do ca­so.

“De acor­do com as pro­vas pro­du­zi­das nos au­tos, há fortes in­dí­ci­os de que o acu­sa­do Ge­or­ge­val, sem dar qual­quer chan­ce de de­fe­sa às ví­ti­mas, vi­san­do as­cen­são da igre­ja da qual li­de­ra­va e, após tor­tu­rar e abu­sar se­xu­al­men­te das ví­ti­mas cri­an­ças, usou de agen­te ace­le­ra­dor pa­ra in­cen­di­ar o quar­to on­de eles es­ta­vam, cei­fan­do su­as vi­das”, diz o juiz, em sen­ten­ça

So­bre a ab­sol­vi­ção de Juliana, o juiz jus­ti­fi­cou que as pro­vas apre­sen­ta­das con­tra ela não ti­nham in­dí­cio su­fi­ci­en­tes de sua au­to­ria ou par­ti­ci­pa­ção.

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