CNA de­ve­rá per­der es­pa­ço após elei­ções

Par­ti­do de Nel­son Man­de­la é pos­to à pro­va nas ur­nas em um país des­con­ten­te com a es­tag­na­ção econô­mi­ca

Metro Brazil (Espirito Santo) - - MUNDO -

O CNA ( Con­gres­so Na­ci­o­nal Afri­ca­no), mai­or par­ti­do político da África do Sul, en­fren­tou on­tem seu tes­te elei­to­ral mais du­ro, quan­do ten­tou re­ver­ter uma per­da de apoio de elei­to­res. O país re­a­li­zou elei­ções par­la­men­ta­res e pro­vin­ci­ais em meio à frus­tra­ção com a falta de pro­gres­so 25 anos de­pois de Nel­son Man­de­la, prin­ci­pal no­me do CNA, che­gar ao go­ver­no ao fi­nal do co­man­do da mai­o­ria bran­ca em 1994.

As fi­las nas zo­nas elei­to­rais es­ti­ve­ram gran­des du­ran­te boa par­te do dia. Al­gu­mas das zo­nas elei­to­rais nos ar­re­do­res de Jo­a­nes­bur­go abri­ram tar­de ou não ti­nham ma­te­ri­al pa­ra a vo­ta­ção. Au­to­ri­da­des dis­se­ram que os re­sul­ta­dos po­dem ser co­nhe­ci­dos ain­da nes­ta se­ma­na.

A elei­ção na­ci­o­nal foi a pri­mei­ra no go­ver­no do pre­si­den­te Cy­ril Ra­mapho­sa, que subs­ti­tuiu Ja­cob Zu­ma (as­so­la­do por es­cân­da­los), co­mo che­fe de es­ta­do em fevereiro de 2018, de­pois de qua­tro anos co­mo seu vi­ce.

As pes­qui­sas de opi­nião in­di­ca­vam que o CNA te­rá a mai­o­ria das 400 ca­dei­ras da As­sem­bleia Na­ci­o­nal, mas ana­lis­tas pre­ve­em que sua mar­gem de vi­tó­ria en­co­lhe­rá.

“Sou mem­bro do CNA, mas não vo­tei ne­les des­ta vez”, dis­se o operário Tha

bo Makhe­ne, de 32 anos, no po­lo co­mer­ci­al de Jo­a­nes­bur­go. “Eles pre­ci­sam que al­guém os des­per­te. A ma­nei­ra co­mo eles ad­mi­nis­tram o es­ta­do, ma­ne­jan­do mal os fun­dos es­ta­tais... Eles per­de­ram mo­ral.”

Os mai­o­res opo­nen­tes do CNA são o prin­ci­pal par­ti­do de opo­si­ção, a DA (Ali­an­ça De­mo­crá­ti­ca), li­be­ral, e o EFF (Com­ba­ten­tes pe­la Li­ber­da­de Econô­mi­ca), de es­quer­da.

Ana­lis­tas atri­buí­ram a per­da de apoio do CNA às ale­ga­ções de cor­rup­ção con­tra au­to­ri­da­des go­ver­na­men­tais, a uma economia de­cli­nan­te, com uma das mai­o­res ta­xas de de­sem­pre­go do mun­do, e às exi­gên­ci­as dos ci­da­dãos ne­gros por uma dis­tri­bui­ção de ter­ras mais igua­li­tá­ria.

Ra­mapho­sa – que se tor­nou lí­der do CNA de­pois de ven­cer por pou­co uma fac­ção ali­a­da a Zu­ma – pro­me­teu me­lho­rar a dis­po­ni­bi­li­da­de dos ser­vi­ços, cri­ar em­pre­gos e com­ba­ter a cor­rup­ção, mas su­as re­for­mas vêm sen­do fre­a­das por di­vi­sões e opo­si­ções de seu pró­prio par­ti­do.

| SUMAYA HISHAM / REU­TERS

Sob imagem de Man­de­la, elei­to­ra vo­ta em Khaye­litsha

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