Ban­des re­duz ta­xas pa­ra co­mer­ci­an­tes de área afe­ta­da por la­ma

Em­pre­en­de­do­res de qua­tro mu­ni­cí­pi­os te­rão aces­so ao fun­do que ofe­re­ce ju­ros de 0,59%

Metro Brazil (Espirito Santo) - - PRIMEIRA PÁGINA - LETÍCIA ORLANDI

Em­pre­en­de­do­res de Li­nha­res, Co­la­ti­na, Ma­ri­lân­dia e Bai­xo Gu­an­du, que vi­vem em áre­as afe­ta­das pe­la la­ma de re­jei­tos que atin­giu o rio Do­ce após o rom­pi­men­to da barragem da Sa­mar­co, em Ma­ri­a­na (MG), te­rão aces­so a um fun­do com ta­xa de ju­ros qua­se qua­tro ve­zes me­nor que um fi­nan­ci­a­men­to co­mum: de 0,59% ao mês. O va­lor foi re­du­zi­do em re­la­ção ao que era co­bra­do até o mês pas­sa­do, em tor­no de 0,79% de ju­ros ao mês.

A van­ta­gem é ofe­re­ci­da pe­lo Ban­des (Ban­co de De­sen­vol­vi­men­to do Es­pí­ri­to Santo), por meio do Fun­do De­sen­vol­ve Rio Do­ce, que dis­po­ni­bi­li­za R$ 10 mi­lhões pa­ra es­ti­mu­lar a eco­no­mia nos qua­tro mu­ni­cí­pi­os ca­pi­xa­bas, em par­ce­ria com a Fun­da­ção Re­no­va.

“Por se tra­tar de uma com­pen­sa­ção pe­lo rom­pi­men­to da barragem, con­se­gui­mos que a ta­xa fi­cas­se ain­da mais com­pe­ti­ti­va, com 0,59% de ju­ros ao mês, en­quan­to que em li­nhas de ban­cos co­mer­ci­ais, fi­nan­ci­a­men­tos pa­ra mi­cro e pe­que­nas em­pre­sas fi­cam em 2% ao mês. O be­ne­fí­cio po­de ser so­li­ci­ta­do por qual­quer em­pre­sa com se­de nos mu­ni­cí­pi­os, não pre­ci­sa ter si­do atin­gi­da di­re­ta­men­te”, ex­pli­ca Mau­rí­cio Du­que, di­re­tor-pre­si­den­te do Ban­des.

O em­prés­ti­mo po­de ser de R$ 10 mil a R$ 200 mil. O pro­gra­ma aten­de a mi­cro­em­pre­en­de­do­res in­di­vi­du­ais, mi­cro­em­pre­sas, em­pre­sas de pe­que­no por­te e pes­so­as fí­si­cas, mas os co­mer­ci­an­tes têm a mai­o­ria dos em­prés­ti­mos, com 61% do va­lor des­ti­na­do ao se­tor.

Quem tem es­se per­fil e já tem em­prés­ti­mo no Ban­des po­de so­li­ci­tar a mi­gra­ção pa­ra a no­va ta­xa dis­po­ni­bi­li­za­da pe­lo ban­co. Se­gun­do Du­que, ca­da ca­so se­rá ana­li­sa­do pe­lo Ban­des.

O es­pe­ci­a­lis­ta de eco­no­mia e ino­va­ção da Fun­da­ção Re­no­va, Ro­ber­to Rug­ge­ri, ex­pli­ca que o di­nhei­ro po­de ser usa­do pa­ra ca­pi­tal de gi­ro, pa­ra ad­qui­rir in­su­mos, fa­zer pe­que­nas re­for­mas, cus­te­ar a fo­lha de pa­ga­men­to e com­prar mo­bi­liá­rio, en­tre ou­tros.

“O ob­je­ti­vo é de­sen­vol­ver a eco­no­mia dos mu­ni­cí­pi­os e ge­rar no­vos pos­tos de tra­ba­lho, por is­so ele­ge­mos o mu­ni­cí­pio em ge­ral e não só os atin­gi­dos pa­ra po­der par­ti­ci­par. Tam­bém é uma ação com­pen­sa­tó­ria”, ex­pli­ca Rug­ge­ri.

| CHI­CO GU­E­DES/ARQUIVO ME­TRO ES

Ob­je­ti­vo do Fun­do De­sen­vol­ve Rio Do­ce é im­pul­si­o­nar a eco­no­mia da região

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