A FRONTEIRA FI­NAL

‘Big Bang The­ory’ aca­ba ama­nhã nos EUA e no dia 2 de ju­nho no Bra­sil

Metro Brazil (Espirito Santo) - - PRIMEIRA PÁGINA -

Des­pre­ten­si­o­sa e in­gê­nua, “The Big Bang The­ory” po­de­ria ter si­do ape­nas mais uma das de­ze­nas de sit­coms que nas­cem e mor­rem to­dos os anos na TV ame­ri­ca­na. Sua ca­pa­ci­da­de de cap­tar o si­nal dos tem­pos, no en­tan­to, a trans­for­mou em um fenô­me­no cul­tu­ral que en­cer­ra seu ci­clo ama­nhã com a exi­bi­ção do úl­ti­mo ca­pí­tu­lo da sé­rie nos Es­ta­dos Uni­dos.

Ao lon­go de 12 tem­po­ra­das, a pro­du­ção cri­a­da por Chuck Lor­re e Bill Prady ga­nhou po­pu­la­ri­da­de ao acom­pa­nhar uma mu­dan­ça da per­cep­ção da so­ci­e­da­de em re­la­ção aos nerds, que pas­sa­ram a di­tar os ru­mos da cul­tu­ra pop ao trans­for­mar seus gos­tos em al­go he­gemô­ni­co – vi­de o do­mí­nio dos fil­mes de su­per-he­róis dos qua­dri­nhos no ci­ne­ma.

Ou­tro trun­fo de “The Big Bang The­ory” foi es­ca­lar Jim Par­sons pa­ra o pa­pel do ex­cên­tri­co ci­en­tis­ta Shel­don Co­o­per. Ao mes­mo tem­po ir­ri­tan­te e ca­ris­má­ti­co, o per­so­na­gem lhe ren­deu qua­tro ve­zes o Emmy de me­lhor ator em sé­rie de co­mé­dia, bem co­mo um Glo­bo de Ou­ro.

Es­se com­bo fez com que a pro­du­ção se tor­nas­se a sit­com mais vis­ta nos Es­ta­dos Uni­dos, com 19 mi­lhões de es­pec­ta­do­res por epi­só­dio des­de a sua sex­ta tem­po­ra­da.

O su­ces­so tam­bém é sen­ti­do nas ci­fras: es­ti­ma-se que ca­da um dos se­te ato­res do elen­co prin­ci­pal re­ce­ba em tor­no de US$ 900 mil (R$ 3,5 mi­lhões) por ca­da ca­pí­tu­lo.

O va­lor foi ajus­ta­do em 2017, quan­do o quar­te­to mas­cu­li­no que ini­ci­al­men­te pro­ta­go­ni­za­va a sé­rie so­zi­nho acei­tou di­mi­nuir seu ca­chê pa­ra re­for­çar o pa­ga­men­to do elen­co fe­mi­ni­no, que co­me­çou a ga­nhar pe­so se­me­lhan­te na pro­du­ção. A de­ci­são sin­to­ni­zou com o dis­cur­so em prol da di­ver­si­da­de sus­ten­ta­do pe­la pró­pria tra­ma.

E o que é pos­sí­vel es­pe­rar do der­ra­dei­ro epi­só­dio de “The Big Bang The­ory”?

Ago­ra ca­sa­dos, Shel­don e Amy (Mayim Bi­a­lik) têm a chan­ce de con­quis­tar o Prê­mio No­bel de Fí­si­ca com o qu­al ele so­nha des­de a pri­mei­ra tem­po­ra­da.

Já o ca­sal for­ma­do por Le­o­nard ( Johnny Ga­lec­ki) e Penny (Ka­ley Cu­o­co) de­ci­diu não ter fi­lhos, mas não se­rá sur­pre­sa se o fí­si­co mu­dar de opi­nião após fi­nal­men­te ter se acer­ta­do com a pró­pria mãe.

En­quan­to is­so, Howard (Si­mon Hel­berg) e Ber­na­det­te ( Me­lis­sa Rau­ch) se­guem con­ci­li­an­do a du­pla jor­na­da de ci­en­tis­tas e pais de um ca­sal de be­bês, en­quan­to Raj (Ku­nal Nayyar) po­de en­con­trar, en­fim, um amor, após qua­se ter to­pa­do um ca­sa­men­to ar­ran­ja­do pa­ra não fi­car atrás dos ami­gos.

O pú­bli­co bra­si­lei­ro vai ter que es­pe­rar um pou­qui­nho mais pa­ra dar adeus aos ci­en­tis­tas pop: o epi­só­dio fi­nal, com uma ho­ra de du­ra­ção, vai ao ar por aqui ape­nas no dia 2 de ju­nho, às 22h, no ca­nal pa­go War­ner.

| DI­VUL­GA­ÇÃO

Ato­res prin­ci­pais da sé­rie de co­mé­dia re­ce­bem qua­se US$ 1 mi­lhão por epi­só­dio

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