Ca­lor é mai­or em 36 áre­as da Gran­de Vi­tó­ria

Pes­qui­sa mos­tra que nes­ses lo­cais tem­pe­ra­tu­ra é 1,57 grau mais al­ta. Vi­la Ve­lha tem áre­as mais quen­tes

Metro Brazil (Espirito Santo) - - PRIMEIRA PÁGINA -

Mo­ra­do­res dos bair­ros Ari­bi­ri, Ca­va­li­e­ri, Ataí­de e Ga­ro­to, em Vi­la Ve­lha, são os que mais so­frem com o ca­lor na Gran­de Vi­tó­ria em di­as quen­tes. É o que apon­ta um es­tu­do re­a­li­za­do em par­ce­ria en­tre a Uni­camp (Uni­ver­si­da­de Es­ta­du­al de Cam­pi­nas), a USP (Uni­ver­si­da­de de São Pau­lo) e a Uni­fei (Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral de Ita­ju­bá), pu­bli­ca­do na úl­ti­ma se­ma­na na re­vis­ta ci­en­tí­fi­ca “Cli­ma­tic Chan­ge”. O es­tu­do ana­li­sou a vul­ne­ra­bi­li­da­de e o ris­co do ca­lor na re­gião me­tro­po­li­ta­na de seis ca­pi­tais, in­cluin­do Vi­tó­ria.

Das 10 re­giões com mai­or ris­co pa­ra a po­pu­la­ção na Gran­de Vi­tó­ria, se­te es­tão em Vi­la Ve­lha. Em Vi­tó­ria, há uma com al­to ris­co: a que abran­ge os bair­ros Ita­ra­ré, Bair­ro da Pe­nha e Bon­fim. E, em Ca­ri­a­ci­ca, são du­as. De acor­do com o au­tor prin­ci­pal do es­tu­do e pes­qui­sa­dor da Uni­camp, Da­vid La­po­la, es­ses lo­cais são, em mé­dia, 1,57 grau mais quen­te que o res­tan­te da re­gião.

Pa­ra che­gar a es­ses re­sul­ta­dos, os pes­qui­sa­do­res cru­za­ram da­dos so­bre tem­pe­ra­tu­ra e ilhas de ca­lor com a quan­ti­da­de de ido­sos e o IDH (Ín­di­ce de De­sen­vol­vi­men­to Hu­ma­no) dos bair­ros. Em ge­ral, pes­so­as com mais de 65 anos e que vi­vem em re­giões com me­nor IDH são as mais im­pac­ta­das. Mas, na Gran­de Vi­tó­ria, o prin­ci­pal fa­tor que de­fi­niu as áre­as com mai­or ris­co foi a tem­pe­ra­tu­ra, ele ex­pli­ca.

“As po­pu­la­ções em mai­or ris­co na re­gião me­tro­po­li­ta­na de Vi­tó­ria es­tão em áre­as com IDH e po­pu­la­ção ido­sa me­di­a­na, mas em zo­nas de tem­pe­ra­tu­ras mais al­tas, nor­mal­men­te com pou­ca ar­bo­ri­za­ção, mais aden­sa­das e dis­tan­tes do li­to­ral”, diz.

Os pes­qui­sa­do­res tam­bém ana­li­sa­ram as re­giões de São Pau­lo (SP), Na­tal (RN), Ma­naus (AM), Cu­ri­ti­ba (PR) e Por­to Ale­gre (RS), e os re­sul­ta­dos de­vem ser apre­sen­ta­dos aos ges­to­res pú­bli­cos.

“O in­tui­to da pes­qui­sa é con­tri­buir pa­ra a ela­bo­ra­ção de po­lí­ti­cas pú­bli­cas que mi­ni­mi­zem es­ses ris­cos pa­ra a po­pu­la­ção. As pro­pos­tas de in­ter­ven­ção po­dem ir des­de a re­a­dap­ta­ção da ar­qui­te­tu­ra das ci­da­des até so­lu­ções mais sim­ples, co­mo me­lho­ria da ar­bo­ri­za­ção e da co­mu­ni­ca­ção com a po­pu­la­ção des­ses bair­ros pa­ra re­for­ço de cui­da­dos sim­ples em di­as de mai­or ca­lor”, ex­pli­ca La­po­la.

Pre­vi­são do tem­po

Nes­te fi­nal de se­ma­na, as tem­pe­ra­tu­ras de­vem con­ti­nu­ar al­tas em to­do o es­ta­do, e não há pre­vi­são de chu­vas. No sá­ba­do, a má­xi­ma pre­vis­ta é de 33 graus em Vi­tó­ria, de acor­do com o Cli­ma­tem­po.

A par­tir de se­gun­da-fei­ra há pre­vi­são de che­ga­da de uma fren­te fria con­ti­nen­tal ao es­ta­do, o que po­de di­mi­nuir as tem­pe­ra­tu­ras a par­tir de ter­ça-fei­ra e pro­vo­car chu­vas já a par­tir da noi­te de se­gun­da. A mí­ni­ma pre­vis­ta pa­ra ter­ça é de 18 graus.

FON­TE: CLI­MA­TIC CHAN­GE

PRISCILLA THOMP­SON

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