DIRIGIMOS O SUV DO PO­LO

Ace­le­ra­mos na eu­ro­pa o VW T-Cross 200 TSI, no­vo SUV da Volks. Me­nor e com câm­bio au­to­ma­ti­za­do, ele dá di­cas de co­mo se­rá a mo­de­lo na­ci­o­nal que che­ga em bre­ve

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En­quan­to a Volks não lan­ça no Bra­sil o T-Cross, seu con­cor­ren­te pa­ra Ford EcoS­port, Hon­da HR-V, Nis­san Kicks e cia., fo­mos à Ale­ma­nha an­dar em um pro­tó­ti­po em de­sen­vol­vi­men­to. Ele es­ta­va ca­mu­fla­do e não ti­nha in­te­ri­or de­fi­ni­ti­vo, mas pu­de­mos ti­rar nos­sas pri­mei­ras im­pres­sões e ob­ser­var (mas não fo­to­gra­far) a ca­bi­ne.

Den­tro, o T-Cross, ao me­nos o eu­ro­peu, se­rá mais fres­co e “vi­vo” do que o Po­lo: pai­nel, con­so­le e vo­lan­te te­rão co­res di­fe­ren­tes pa­ra atrair os jo­vens. Na ins­tru­men­ta­ção, o pai­nel di­gi­tal que se con­sa­grou aqui no Po­lo/Vir­tus e uma cen­tral mul­ti­mí­dia de 8”. A po­si­ção de gui­ar é mais al­ta do que no hat­ch (5 cm), co­mo se es­pe­ra em um SUV. Os ban­cos di­an­tei­ros são gran­des, e atrás dá pa­ra “ne­go­ci­ar” o es­pa­ço gra­ças ao ban­co des­li­zan­te (15 cm, mas co­lo­can­do-os pa­ra a fren­te não ca­bem adul­tos). Já os tra­sei­ros fi­cam mais al­tos do que os di­an­tei­ros pa­ra me­lho­rar a vi­si­bi­li­da­de. Co­mo no Po­lo/Vir­tus, há saí­das de ar atrás e to­ma­das USB. O por­ta-ma­las vai de 385 a 455 li­tros (até o te­to); se­rá um pê­nal­ti do mo­de­lo.

O mo­tor 3 ci­lin­dros 1.0 de en­tra­da (ha­ve­rá tam­bém o 1.4) é po­ten­te (115 cv, aqui te­rá 128), tem for­ça (20,4 kgfm ou 200 Nm) e tra­ba­lha bem des­de re­gi­mes bai­xos. Vi­bra pou­co e vo­cê mal o ou­ve, ex­ce­to ao es­ti­car mar­chas. A com­bi­na­ção com o câm­bio de du­pla em­bre­a­gem (DSG) é qua­se per­fei­ta. Vo­cê co­lo­ca em D e es­que­ce o res­to – há ape­nas al­gu­ma in­cer­te­za ao re­to­mar após de­sa­ce­le­ra­ções (a ele­trô­ni­ca não era de­fi­ni­ti­va). Va­le lem­brar que o T-Cross na­ci­o­nal usa­rá a cai­xa au­to­má­ti­ca con­ven­ci­o­nal, co­mo o res­to da fa­mí­lia por aqui.

O com­por­ta­men­to não traz sur­pre­sas. O T-Cross se mo­ve bem, a ro­la­gem da car­ro­ce­ria é con­ti­da e a di­re­ção, rá­pi­da e pre­ci­sa. O que mais im­pres­si­o­nou foi o con­for­to, qua­se de ca­te­go­ria su­pe­ri­or. Ao pas­sar em pi­sos ruins, o SUV pas­sa uma agra­dá­vel sen­sa­ção de so­li­dez. Res­ta ver co­mo se­rá a ver­são de­fi­ni­ti­va e co­mo fi­ca­rá o mo­de­lo na­ci­o­nal, que che­ga no Sa­lão de São Pau­lo, com en­tre-ei­xos mai­or (do Vir­tus), o que de­ve au­men­tar o com­pri­men­to dos 4,11 m do eu­ro­peu pa­ra cer­ca de 4,19 (mais pró­xi­mo de ri­vais na­ci­o­nais co­mo o Je­ep Re­ne­ga­de, de 4,23 m, e o HR-V, de 4,29 m, mas me­nor que o Ta­rek, que fi­ca­rá en­tre ele e o Ti­guan).

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