MUI­TO MAIS QUE UMA TUR­BI­NA

Motorshow - - Lançamento -

Os no­vos Fi­re­fly Tur­bo de 3 e 4 ci­lin­dros fo­ram pro­je­ta­dos com me­di­das bá­si­cas (en­tre-ei­xos, di­â­me­tro e cur­so) dos mo­to­res as­pi­ra­dos homô­ni­mos lan­ça­dos no Bra­sil há dois anos, a fim de pro­du­zi-los nas mes­mas li­nhas, mas têm ca­rac­te­rís­ti­cas téc­ni­cas pe­cu­li­a­res, além da so­bre­a­li­men­ta­ção. A dis­tri­bui­ção é mais so­fis­ti­ca­da, pois, além de mul­ti­vál­vu­las, tem o sis­te­ma Mul­tiAir de ter­cei­ra ge­ra­ção – o con­tro­le ele­tro-hi­dráu­li­co das vál­vu­las cri­a­do pe­la Fi­at, que per­mi­te ad­mi­nis­trá-las de for­ma efi­ci­en­te. É pos­sí­vel ajus­tar o tor­que pa­ra me­lho­rar o de­sem­pe­nho em car­gas bai­xas e mé­di­as. Além dis­so, po­de-se ca­li­brar à von­ta­de a re­cir­cu­la­ção in­ter­na dos ga­ses de es­ca­pe pa­ra evi­tar de­to­na­ção (ris­co sem­pre pre­sen­te em mo­to­res tur­bo de al­to de­sem­pe­nho) sem re­cor­rer ao en­ri­que­ci­men­to da mis­tu­ra pa­ra res­fri­ar as câ­ma­ras de com­bus­tão – que im­pli­ca­ria em pi­o­ra no con­su­mo e emis­sões (no Bra­sil ain­da há a com­pli­ca­da ta­re­fa de tor­ná-lo flex em ca­so de na­ci­o­na­li­za­ção).

Com o Mul­tiAir, re­tar­da-se o fe­cha­men­to das vál­vu­las de ad­mis­são e, por­tan­to, se re­duz a ta­xa de com­pres­são efe­ti­va, en­quan­to a es­te­qui­o­mé­tri­ca (10,5:1) é al­ta, pa­ra óti­mo de­sem­pe­nho em car­gas me­no­res. En­tre as par­ti­cu­la­ri­da­des es­tá a cons­tru­ção in­tei­ra­men­te em li­ga le­ve com es­tru­tu­ra adi­ci­o­nal sob a ba­se pa­ra au­men­tar a ri­gi­dez. O tur­bo com vál­vu­la was­te­ga­te e co­man­do elé­tri­co com­bi­na­do ao in­ter­co­o­ler in­te­gra­do no co­le­tor de ad­mis­são e res­fri­a­do a água, de mo­do a au­men­tar a efi­ci­ên­cia e me­lho­rar a res­pos­ta aos co­man­dos do ace­le­ra­dor. Há ain­da in­je­ção di­re­ta e co­man­do li­vre de ma­nu­ten­ção du­ran­te to­da a vi­da do mo­tor. São pro­du­zi­dos na fá­bri­ca po­lo­ne­sa de Bi­els­ko-Bi­a­la e en­vi­a­dos a Mel­fi, on­de o 500X e o Re­ne­ga­de são mon­ta­dos.

O de­sem­pe­nho do no­vo 1.0 fi­ca em li­nha com o do an­ti­go 1.4 Mul­tiAir de 140 cv: o no­vo é me­nos rá­pi­do na ace­le­ra­ção (0-100 km/h em 1s5 a mais), e sur­pre­en­den­ten­te na máxima (190 km/h), mas su­as re­to­ma­das ain­da são um tan­to len­tas. Qu­an­to ao con­su­mo, o 500X 1.0 mar­cou 11,5 km/l na ci­da­de e 14,1 na es­tra­da – nú­me­ros que não im­pres­si­o­nam, pre­ju­di­ca­dos pe­la re­la­ção ci­lin­dra­da/pe­so. Só mais uma pro­va de que o mo­tor mai­or é mais ade­qua­do ao mo­de­lo: o 500X 1.3 gas­tou me­nos na ci­da­de e na es­tra­da (12,5 e 15,2 km/l, res­pec­ti­va­men­te) e ain­da ga­ran­te 0-100 km/h em me­nos de 10 se­gun­dos e re­to­ma­das mais vi­go­ro­sas. Cer­ta­men­te dei­xa o car­ro bem mais equi­li­bra­do. Mas o câm­bio de du­pla em­bre­a­gem, ape­sar de ser ge­ral­men­te flui­do nas tro­cas de mar­cha, so­fre de even­tu­ais in­de­ci­sões que pe­dem uma atu­a­li­za­ção.

Em su­ma, os Fi­re­fly abrem uma no­va era e são mais ade­qua­dos às qu­a­li­da­des do 500X. Se não o tor­nam um SUV es­por­ti­vo, fa­zem de­le um car­ro bri­lhan­te e de­sen­vol­to: ide­al pa­ra si­tu­a­ções co­ti­di­a­nas nas ci­da­des es­bu­ra­ca­das, mas tam­bém pa­ra es­tra­das e vi­a­gens mais lon­gas.

O Fi­re­fly Tur­bo 1.3 mai­or com­par­ti­lha mui­tas par­tes – de pis­tões a bi­e­las, de vál­vu­las a in­je­to­res – com o ir­mão me­nor, já que di­â­me­tro e cur­so da câ­ma­ra de com­bus­tão são idên­ti­cos. Aci­ma do tur­bo, se vê o atu­a­dor elé­tri­co da vál­vu­la de alí­vio (was­te­ga­te)

O no­vo mo­tor 1.0 3 ci­lin­dros é mui­to com­pac­to e le­ve (só 93 kg), gra­ças à ba­se de li­ga le­ve e à in­te­gra­ção dos com­po­nen­tes, co­mo o in­ter­co­o­ler re­fri­ge­ra­do a água in­se­ri­do no co­le­tor de ad­mis­são. Na vis­ta par­ci­al­men­te sec­ci­o­na­da, ob­ser­ve co­mo o co­man­do de dis­tri­bui­ção

POR­TA-MA­LAS A ca­pa­ci­da­de do por­ta-ma­las, de 350 li­tros, não é re­fe­rên­cia na ca­te­go­ria, mas é mai­or do que o do Re­ne­ga­de (320 li­tros) e es­tá em li­nha com o de al­guns dos prin­ci­pais ri­vais, co­mo o Ford EcoS­port e o fu­tu­ro VW T-Cross. É mais que su­fi­ci­en­te pa­ra as ma­las de uma fa­mí­lia de qua­tro pes­so­as. Quan­do os ban­cos bi­par­ti­dos são re­ba­ti­dos a área de car­ga fi­ca to­da pla­na

Fa­róis de LED e ro­das aro 18 são op­ci­o­nais, en­quan­to as lu­zes de cir­cu­la­ção diur­na (de LED) são de sé­rie. A ver­são Cross ver­de, com vi­su­al mais aven­tu­rei­ro, se­ria a mais ade­qua­da pa­ra o Bra­sil

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