Su­pre­mo de­ci­de que terceirização ir­res­tri­ta é lí­ci­ta e cons­ti­tu­ci­o­nal

O Diário do Norte do Paraná - - ECONOMIA - Aman­da Pu­po Agên­cia Es­ta­do

Por se­te vo­tos a qua­tro, mi­nis­tros en­ten­de­ram que em­pre­sas po­dem con­tra­tar fun­ci­o­ná­ri­os pa­ra o de­sem­pe­nho de qual­quer ati­vi­da­de Res­pon­sa­bi­li­da­de sub­si­diá­ria de con­tra­tan­te foi man­ti­da

O Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF) de­cla­rou nes­ta quin­ta­fei­ra, 30, que a terceirização ir­res­tri­ta é lí­ci­ta e cons­ti­tu­ci­o­nal e va­le mes­mo pa­ra pro­ces­sos in­gres­sa­dos an­tes das mu­dan­ças fei­tas na le­gis­la­ção em 2017. Por se­te vo­tos a qua­tro, os mi­nis­tros de­ci­di­ram que em­pre­sas po­dem con­tra­tar tra­ba­lha­do­res ter­cei­ri­za­dos pa­ra de­sem­pe­nhar qual­quer ati­vi­da­de, in­clu­si­ve as cha­ma­das ati­vi­da­des-fim. Fi­ca pre­vis­ta, co­mo na le­gis­la­ção atu­al, a res­pon­sa­bi­li­da­de sub­si­diá­ria da em­pre­sa con­tra­tan­te.

Ao fi­nal do jul­ga­men­to, o mi­nis­tro Luís Ro­ber­to Bar­ro­so es­cla­re­ceu que a de­ci­são do STF não afe­ta os pro­ces­sos que já tran­si­ta­ram em jul­ga­do.

A ques­tão foi ana­li­sa­da atra- vés de du­as ações apre­sen­ta­das à Cor­te an­tes das al­te­ra­ções le­gis­la­ti­vas de 2017, que au­to­ri­zam a terceirização de to­das as ati­vi­da­des. For­ma­ram mai­o­ria os vo­tos dos mi­nis­tros Cel­so de Mel­lo, Cár­men Lú­cia, Gil­mar Men­des, Luís Ro­ber­to Bar­ro­so, Luiz Fux, Ale­xan­dre de Mo­ra­es e Di­as Tof­fo­li. Qua­tro fo­ram con­trá­ri­os, os mi­nis­tros Ro­sa We­ber, Ed­son Fa­chin, Ri­car­do Lewan­dows­ki e Mar­co Au­ré­lio Mel­lo.

Vo­ta­ram nes­ta quin­ta -- 5ª ses­são de­di­ca­da ao te­ma -

os mi­nis­tros Cel­so de Mel­lo e Cár­men Lú­cia. Em seu vo­to, o de­ca­no des­ta­cou que a im­por­tân­cia da pos­si­bi­li­da­de de terceirização ir­res­tri­ta es­tá no po­der da me­di­da “man­ter e am­pli­ar pos­tos de tra­ba­lho”, lis­tan­do uma sé­rie de van­ta­gens que a au­to­ri­za­ção im­pli­ca no mer­ca­do, co­mo a di­mi­nui­ção de cus­tos aos ne­gó­ci­os.

“Se ser­vi­ços e pro­du­tos de em­pre­sas bra­si­lei­ras se tor­nam cus­to­sos de­mais, a ten­dên­cia é que o con­su­mi­dor bus­que os pro­du­tos no mer­ca­do es­tran­gei­ro, o que a mé­dio e lon­go pra­zo afe­ta os ín­di­ces da eco­no­mia e os pos­tos de tra­ba­lho”, as­si­na­lou Cel­so.

Cár­men Lú­cia

A mi­nis­tra Cár­men Lú­cia tam­bém de­fen­deu que não há pre­ca­ri­za­ção na terceirização de to­das as fun­ções: “A terceirização não é a cau­sa da pre­ca­ri­za­ção do tra­ba­lho nem vi­o­la por si a dig­ni­da­de do tra­ba­lho”, afir­mou Cár­men Lú­cia.

Bar­ro­so e Fux, que vo­ta­ram na se­ma­na pas­sa­da, são os re­la­to­res das du­as ações ana­li­sa­das pela Cor­te. Uma de­las, por ter re­per­cus­são ge­ral, irá des­tra­var cer­ca de 4 mil pro­ces­sos tra­ba­lhis­tas que es­ta­vam aguar­dan­do a pa­la­vra do STF.

NEL­SON JR./STF

IGUAL. De­ci­são da Cor­te, nes­ta quin­ta-fei­ra, não al­te­ra pro­ces­sos que tran­si­ta­ram em jul­ga­do

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.