PF pro­je­ta au­men­to de cri­mes elei­to­rais

O Diário do Norte do Paraná - - GERAALL - Alex Ro­dri­gues Agên­cia Bra­sil

His­to­ri­ca­men­te, a se­ma­na que an­te­ce­de o pri­mei­ro tur­no das elei­ções ge­rais no Bra­sil ten­de a re­gis­trar um cres­ci­men­to do nú­me­ro de de­nún­ci­as por cri­mes elei­to­rais. Se­gun­do a Po­lí­cia Fe­de­ral (PF), is­so se de­ve à in­ten­si­fi­ca­ção da dis­pu­ta pe­lo vo­to dos elei­to­res e exi­ge um in­cre­men­to da atu­a­ção da po­lí­cia ju­di­ciá­ria elei­to­ral.

Se­gun­do o de­le­ga­do fe­de­ral Thi­a­go Bo­rel­li, co­or­de­na­dor­ge­ral de De­fe­sa Ins­ti­tu­ci­o­nal da PF, cer­ca de 40% dos 1.660 pro­ce­di­men­tos in­ves­ti­ga­tó­ri­os ins­tau­ra­dos du­ran­te o pe­río­do elei­to­ral das úl­ti­mas elei­ções ge­rais, em 2014, fo­ram ajui­za­dos na se­ma­na que an­te­ce­deu o pri­mei­ro tur­no.

Pa­ra dar mai­or agi­li­da­de e eficácia ao seu tra­ba­lho de Po­lí­cia Ju­di­ciá­ria Elei­to­ral e aper­fei­ço­ar o apoio à Jus­ti­ça Elei­to­ral, a PF cri­ou o Cen­tro Integrado de Co­man­do e Con­tro­le das Elei­ções 2018 (Cicce). O cen­tro atu­a­rá com o apoio de 14 ins­ti­tui­ções e ór­gãos pú­bli­cos fe­de­rais de ho­je (1) ao dia 8 e de 22 a 28. Fun­ci­o­na­rá de for­ma se­me­lhan­te à já ex­pe­ri­men­ta­da du­ran­te os gran­des even­tos ocor­ri­dos no Bra­sil en­tre os anos de 2013 a 2016, mo­ni­to­ran­do si­tu­a­ções sob res­pon­sa­bi­li­da­de da PF em to­do o país.

“O cen­tro reú­ne di­ver­sos par­cei­ros com a fun­ção de ze­lar pa­ra que a von­ta­de do po­vo se­ja res­pei­ta­da”, dis­se o mi­nis­tro da Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca, Raul Jung­mann, des­ta­can­do a im­por­tân­cia de, a par­tir de ho­je (1), os vá­ri­os ór­gãos que cui­dam do “bom trans­cur­so das elei­ções” te­rem um cen­tro de in­for­ma­ções in­te­gra­das. “A de­mo­cra­cia é nos­so bem mai­or e não po­de­mos abrir mão de­la de for­ma al­gu­ma”, acres­cen­tou o mi­nis­tro.

En­tre os cri­mes elei­to­rais mais co­muns às vés­pe­ras do pri­mei­ro tur­no es­tão o Cai­xa 2, ou se­ja, o uso de di­nhei­ro não con­ta­bi­li­za­do na pres­ta­ção de con­tas aos tri­bu­nais elei­to­rais; a bo­ca de ur­na; a pro­pa­gan­da elei­to­ral frau­du­len­ta; o trans­por­te de elei­to­res e os cri­mes con­tra a hon­ra (ca­lú­nia, in­jú­ria e di­fa­ma­ção) de can­di­da­tos. Além des­ses, o pró­prio di­re­tor-ge­ral da PF, Rogério Gal­lo­ro, admite que, em fun­ção do re­cen­te ata­que ao can­di­da­to à pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca Jair Bol­so­na­ro (PSL), es­te ano a PF re­do­brou o grau de aten­ção com a se­gu­ran­ça dos can­di­da­tos. “Es­se plei­to nos traz uma pre­o­cu­pa­ção a mais, que é a se­gu­ran­ça dos can­di­da­tos, já que ti­ve­mos um aten­ta­do con­tra um can­di­da­to”, dis­se Gal­lo­ro ao se re­fe­rir ao epi­só­dio em que Bol­so­na­ro foi es­fa­que­a­do du­ran­te um co­mí­cio em Juiz de Fo­ra (MG), no iní­cio de se­tem­bro. Dos 13 can­di­da­tos que dis­pu­tam a Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca, ape­nas seis pe­di­ram pro­te­ção à PF.

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