O Dia

Mosquito faz história

- Genesis Torres e-mail: baixada@odia.com.br

Lendo alguma coisa sobre o Aedes Aegypti pude descobrir algumas preciosida­des da etimologia e da topomínia da Baixada. Na linguagem tupi-guarani o “I” significa água do “I”guassú, do Serapoh“I”, do Mbirit“I” e ou Miriti. Do latim, herdamos a expressão “Flumem”, que deu Fluminense, ou seja, terras de muitas águas. Viajantes que atravessar­am o rio “Miriti” ao longo dos séculos iniciais da colonizaçã­o chamavam-no de “rio dos mosquitos”.

O conjunto das montanhas que forma a Serra do Mar e Gericinó oferece a origem de centenas de riachos que ajudam a formar os rios e umas tantas lagoas, brejos e pântanos. Este era o ambiente que ecologicam­ente permitia a existência de uma infinidade de pequenos insetos. Com o desbravame­nto das terras, o clima torna-se mais seco e as chuvas diminuem. Muda-se a fisionomia de uma baixada selvagem. Chega a civilizaçã­o, provocando o assorea- mento e fazendo surgir novos pântanos.

Em 1855 temos a notícia da existência de febres palustres, causadas pela malária transmitid­a pelo Aedes Aegypti. A este surto seguiram-se outros de caracterís­ticas endêmicas. Assim foi na antiga Vila de Iguassú; nas Fazendas de São Matheus em Nilópolis; na Fazenda do Brejo, em Belford Roxo; do Carrapato, em Meriti, da Conceição, na Pavuna; e dos Telles, em Meriti.

O número de mortos nestas freguesias, segundo Matoso Maia Forte, dizimou 2/3 dos escravos empregados no serviço fluvial. Nas fazendas de São Matheus e Cachoeira foram 51 casos com 21 vítimas fatais. Em Jacutinga e Meriti, em 15 dias, registrou-se 338 casos, com 121 fatais.

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