Cor­re­ge­do­ria acha gra­na­da, mu­ni­ção e dro­gas no 17º BPM

Es­ta­vam em ar­má­ri­os do alo­ja­men­to. Ins­pe­ção ocor­reu após morte de PM da uni­da­de

O Dia - - RIO DE JANEIRO -

Dro­gas, mu­ni­ção, gra­na­das e lu­ne­tas fo­ram apre­en­di­das em dois ar­má­ri­os dos alo­ja­men­tos de po­li­ci­ais do 17º BPM (Ilha do Go­ver­na­dor), du­ran­te uma ins­pe­ção sur­pre­sa da Cor­re­ge­do­ria da PM, na tar­de on­tem. Os do­nos dos ar­má­ri­os não fo­ram iden­ti­fi­ca­dos. Par­ti­ci­pa­ram da operação as De­le­ga­ci­as de Po­lí­cia Ju­di­ciá­ria Militar (DPJM).

Du­ran­te a ins­pe­ção, a de­ter­mi­na­ção da cor­re­ge­do­ria foi não dei­xar nin­guém sair e nem en­trar na uni­da­de. A Po­lí­cia Militar ne­gou es­ta in­for­ma­ção. Che­gou a ne­gar tam­bém que fo­ram en­con­tra­das ir­re­gu­la­ri­da­des no BPM. Foi ins­tau­ra­do, pe­la Cor­re­ge­do­ria, um Inqué­ri­to Po­li­ci­al Militar (IPM) pa­ra apu­rar o fa­to.

A ins­pe­ção acon­te­ceu dois di­as de­pois do as­sas­si­na­to, em No­va Igua­çu, na Bai­xa­da Flu­mi­nen­se, do ma­jor Alan de Lu­na Freire, que era lo­ta­do na P-2 do 17º BPM. Ele foi mor­to no pri­mei­ro dia de tra­ba­lho após as fé­ri­as.

Se­gun­do a Po­lí­cia Militar, o cri­me te­ria si­do or­de­na­do por Antô­nio Eu­gê­nio de Sou­za, o Ba­to­ré, ho­mem de con­fi­an­ça do tra­fi­can­te e prin­ci­pal ma­ta­dor da qua­dri­lha de Fer­nan­do Go­mes de Frei­tas, o Fer­nan­di­nho Gu­a­ra­bu, que co­man­da o trá­fi­co de dro­gas na Ilha. O che­fão do pó é o ban­di­do mais pro­cu­ra­do do es­ta­do.

De acor­do com o co­man­dan­te do 17º BPM, te­nen­te­co­ro­nel Mar­ce­lo de Me­ne­zes, a ação da cor­re­ge­do­ria ti­nha co­mo ob­je­ti­vo iden­ti­fi­car pos­sí­veis co­ne­xões en­tre po­li­ci­ais do ba­ta­lhão e a qua­dri­lha de tra­fi­can­tes do Mor­ro do Den­dê. “Fo­mos ví­ti­mas de um cri­me ter­rí­vel (a exe­cu­ção do ma­jor). Era um ofi­ci­al da mi­nha con­fi­an­ça e te­mos to­do o in­te­res­se em apu­rar o que acon­te­ceu”.

OCU­PA­ÇÃO NO DEN­DÊ

O co­man­dan­te afir­mou ain­da que a cor­re­ge­do­ria vis­to­ri­ou a uni­da­de e to­dos os ar­má­ri­os. O co­ro­nel Me­ne­zes dis­se que a ação do ór­gão não com­pro­me­teu o fun­ci­o­na­men­to do ba­ta­lhão, que man­tém uma ocu­pa­ção no Mor­ro do Den­dê, no bair­ro.

O co­ro­nel Mar­ce­lo Me­ne­zes tem con­vic­ção de que o as­sas­si­na­to do ma­jor Lu­na Freire es­tá re­la­ci­o­na­do ao tra­ba­lho que ele fa­zia de re­pres­são à or­ga­ni­za­ção cri­mi­no­sa que do­mi­na o trá­fi­co na Ilha. “Es­ta­mos ata­can­do o bra­ço econô­mi­co da qua­dri­lha, que são as vans ir­re­gu­la­res e a con­tra­ven­ção”.

DI­VUL­GA­ÇÃO DA­NI­EL CAS­TE­LO BRAN­CO

Ma­te­ri­al apre­en­di­do es­ta­va em dois ar­má­ri­os não iden­ti­fi­ca­dos

Mo­vi­men­ta­ção em fren­te ao 17º BPM, na Ilha, du­ran­te a ins­pe­ção

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