Es­co­lher ban­co di­gi­tal tam­bém exi­ge pes­qui­sa

O Estado de S. Paulo - - Economia - PERGUNTE AO FÁ­BIO GALLO. ENVIE SUA PER­GUN­TA. ELAS SE­RÃO PU­BLI­CA­DAS ÀS SEGUNDAS SEUDINHEIRO.ES­TA­[email protected]

Es­tou com di­fi­cul­da­de pa­ra en­con­trar um ban­co que te­nha uma con­ta di­gi­tal pes­soa ju­rí­di­ca pa­ra pe­que­na em­pre­sa com ta­ri­fa ze­ro ou pró­xi­ma a is­so. Vo­cê tem al­gu­ma in­di­ca­ção? Os ban­cos di­gi­tais já es­tão pre­sen­tes no nos­so dia a dia. Vá­ri­as des­sas ins­ti­tui­ções não co­bram ta­ri­fas pa­ra ma­nu­ten­ção de con­ta cor­ren­te. A di­ca é aces­sar es­ses agen­tes e con­sul­tar as con­di­ções pa­ra bus­car a que mais aten­de a seus in­te­res­ses. As pre­o­cu­pa­ções que vo­cê de­ve ter são aque­las usu­ais de con­tra­ta­ção des­se ti­po de ser­vi­ço, co­mo a fa­ci­li­da­de de tra­ba­lho na pla­ta­for­ma e a fun­ci­o­na­li­da­de pro­me­ti­da. O que se es­pe­ra des­sas ins­ti­tui­ções é que elas te­nham co­mu­ni­ca­ção trans­pa­ren­te, o mí­ni­mo de bu­ro­cra­cia, uti­li­za­ção de apli­ca­ti­vos de fá­cil aces­so, rá­pi­dos e se­gu­ros e, ob­vi­a­men­te, cus­tos mais bai­xos que os ban­cos tra­di­ci­o­nais. Os ga­nhos des­ses ban­cos são oriun­dos de uti­li­za­ção de seus car­tões de cré­di­to e o mai­or vo­lu­me de usuá­ri­os. Os cus­tos des­sas or­ga­ni­za­ções são bai­xos por­que não pos­su­em agên­ci­as. Co­mo a pla­ta­for­ma é di­gi­tal, es­ses ban­cos con­tam com a tec­no­lo­gia nas su­as ope­ra­ções, tor­nan­do os pro­ces­sos au­to­ma­ti­za­dos. Na pes­qui­sa dos ban­cos, não dei­xe de bus­car re­cla­ma­ções na in­ter­net e no Ban­co Cen­tral que man­tém um ran­king de re­cla­ma­ções dos ban­cos. Va­le a pe­na, tam­bém, ob­ser­var o ran­king que ava­lia a qua­li­da­de e pra­zo do aten­di­men­to re­a­li­za­do pe­las ou­vi­do­ri­as das ins­ti­tui­ções fi­nan­cei­ras. Ele con­si­de­ra as re­cla­ma­ções re­gis­tra­das pe­los con­su­mi­do­res nas ou­vi­do­ri­as dos ban­cos, co­mo tam­bém a ade­são a fer­ra­men­tas pú­bli­cas de me­di­a­ção de con­fli­tos, co­mo a pla­ta­for­ma con­su­mi­dor.gov.br, do Mi­nis­té­rio da Jus­ti­ça.

Meu fi­lho mo­ra ho­je no ex­te­ri­or. De­vo fa­zer a DSDP e CSDP ou só ele po­de?

To­da pes­soa fí­si­ca que sai do Bra­sil em ca­rá­ter de­fi­ni­ti­vo ou pas­sou à con­di­ção de não re­si­den­te – quan­do dei­xa o País em ca­rá­ter tem­po­rá­rio –, de­ve­rá to­mar três pro­vi­den­ci­as. A pri­mei­ra é fa­zer a Co­mu­ni­ca­ção de Saí­da De­fi­ni­ti­va do País (CSDP), pro­ce­di­men­to que de­ve ser fei­to até o úl­ti­mo dia do mês de fe­ve­rei­ro do ano-ca­len­dá­rio sub­se­quen­te à da­ta de saí­da. É um pro­ce­di­men­to ele­trô­ni­co e po­de ser fei­to por um pro­cu­ra­dor. To­dos os de­ta­lhes po­dem ser en­con­tra­dos nas ori­en­ta­ções ge­rais na pá­gi­na IRPF - Co­mu­ni­ca­ção de Saí­da De­fi­ni­ti­va do País, den­tro do por­tal da Re­cei­ta Fe­de­ral. A se­gun­da pro­vi­dên­cia é a apre­sen­ta­ção da De­cla­ra­ção de Saí­da De­fi­ni­ti­va do País (DSDP), que de­ve ser fei­ta até o úl­ti­mo dia útil do mês de abril do ano-ca­len­dá­rio sub­se­quen­te ao da saí­da de­fi­ni­ti­va ou da ca­rac­te­ri­za­ção da con­di­ção de não re­si­den­te. A ter­cei­ra é re­co­lher em quo­ta úni­ca, até a da­ta pre­vis­ta pa­ra a en­tre­ga das de­cla­ra­ções, o im­pos­to ne­las apu­ra­do e os de­mais cré­di­tos tri­bu­tá­ri­os ain­da não qui­ta­dos. Ca­so ne­ces­sá­rio, de­ve ser tam­bém co­mu­ni­ca­do, por es­cri­to, à fon­te pa­ga­do­ra pa­ra que pro­ce­da à re­ten­ção do im­pos­to sobre a ren­da, na for­ma da le­gis­la­ção em vi­gor. Quan­do re­a­li­za­da a DSDP, é evi­ta­da a tri­bu­ta­ção du­ran­te o pe­río­do de au­sên­cia do País e o con­tri­buin­te es­tá dis­pen­sa­do da de­cla­ra­ção do IR. As pes­so­as fí­si­cas não re­si­den­tes que pos­su­am bens e di­rei­tos no País, co­mo imó­veis, par­ti­ci­pa­ções so­ci­e­tá­ri­as, apli­ca­ções no mer­ca­do fi­nan­cei­ro ou de ca­pi­tais vão pa­gar im­pos­to aqui ou no ex­te­ri­or de­pen­den­do da exis­tên­cia de acor­do tri­bu­tá­rio en­tre os paí­ses. De­ve ser in­for­ma­da a con­di­ção de não re­si­den­te à ins­ti­tui­ção fi­nan­cei­ra no ca­so de in­ves­ti­men­tos. É im­por­tan­te ve­ri­fi­car se há acor­do tri­bu­tá­rio en­tre o Bra­sil e o país em que seu fi­lho vi­ve pa­ra po­der dis­cu­tir as me­lho­res op­ções.

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