RR en­fren­ta fal­ta de efe­ti­vo e fac­ções; PE re­ver­te si­tu­a­ção

O Estado de S. Paulo - - Metrópole - / CYNEIDA COR­REIA e IGOR RUANN, ES­PE­CI­AIS PA­RA O ES­TA­DO

A guerra en­tre fac­ções vem trans­for­man­do Ro­rai­ma. O Es­ta­do, que so­fre com a mi­gra­ção ve­ne­zu­e­la­na, viu as ta­xas de ho­mi­cí­dio tri­pli­ca­rem. São ca­sos co­mo o de L.S., de 24 anos. O jo­vem so­bre­vi­veu após qua­se ter si­do de­go­la­do por uma ri­xa de fu­te­bol, en­vol­ven­do um in­te­gran­te de fac­ção cri­mi­no­sa. Ele re­sol­veu sair de Ro­rai­ma após ter si­do ata­ca­do por mais de dez in­te­gran­tes de fac­ção. “Eu achei que era brin­ca­dei­ra e só qu­an­do me gol­pe­a­ram no pes­co­ço e vi o san­gue que per­ce­bi. Con­se­gui sair cor­ren­do.” Con­for­me o de­le­ga­do-ge­ral da Po­lí­cia Ci­vil, Her­bert Amo­rim, a po­lí­cia tem tra­ba­lha­do pa­ra com­ba­ter o au­men­to da vi­o­lên­cia, mas fal­ta efe­ti­vo.

Já An­to­nio de Pá­dua, se­cre­tá­rio de Defesa So­ci­al de Per­nam­bu­co, des­ta­ca a con­tra­ta­ção de 7 mil no­vos agen­tes pa­ra Cor­po de Bom­bei­ros, Po­lí­cia Mi­li­tar, Po­lí­cia Ci­vil e Po­lí­cia Ci­en­tí­fi­ca. Em 2017 o Es­ta­do res­pon­dia por me­ta­de da al­ta de ho­mi­cí­di­os no País. Ho­je são 22 me­ses se­gui­dos de re­du­ção nas es­ta­tís­ti­cas. Washing­ton das Ne­ves, de 36 anos, ilus­tra po­lí­ti­cas pre­ven­ti­vas ado­ta­das, co­mo o Cen­tro Co­mu­ni­tá­rio da Paz. “Vim ju­ra­do de mor­te. Foi pe­las ar­tes mar­ci­ais e pe­lo Cen­tro que me tor­nei ou­tra pes­soa”, diz o ho­je ins­tru­tor de jiu-jít­su.

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