Ca­pi­tal tem ca­lor de ve­rão e SP emi­te aler­ta

O Estado de S. Paulo - - Metrópole - / AN­DRÉ BOR­GES, J.M.T, PA­LO­MA COTES e RENATA OKUMURA

A Co­or­de­na­do­ria Es­ta­du­al de De­fe­sa Ci­vil emi­tiu on­tem aler­ta pa­ra a for­te on­da de ca­lor que atin­ge o Es­ta­do de São Pau­lo. Ho­je, as tem­pe­ra­tu­ras má­xi­mas de­vem os­ci­lar en­tre 35ºC e 39ºC, em ple­no in­ver­no, nas re­giões de Bau­ru, Bar­re­tos, São Jo­sé do Rio Pre­to, Ri­bei­rão Pre­to e Pre­si­den­te Pru­den­te.

An­te­on­tem, as pre­fei­tu­ras já ha­vi­am si­do aler­ta­das pa­ra re­co­men­dar a sus­pen­são de exer­cí­ci­os ao ar li­vre nos mo­men­tos mais quen­tes do dia, en­tre 11h e 17h. As pes­so­as de­vem fi­car em lo­cais pro­te­gi­dos do sol e evi­tar sair ao ar li­vre sem pro­te­ção so­lar. Há re­co­men­da­ção pa­ra sus­pen­der as au­las se hou­ver ris­co pa­ra alu­nos.

De acor­do com o Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Me­te­o­ro­lo­gia (In­met), a ca­pi­tal pau­lis­ta te­ve on­tem 34,5ºC, a mai­or tem­pe­ra­tu­ra do in­ver­no nes­te ano, e o mai­or re­gis­tro des­de 2 de fe­ve­rei­ro, quan­do foi re­la­ta­do 35,9ºC, em ple­no ve­rão.

O ca­lor foi ta­ma­nho que, con­si­de­ran­do ape­nas me­ses de se­tem­bro, es­ta quar­ta-fei­ra te­ve a mai­or tem­pe­ra­tu­ra des­de 2015. Além do ca­lor, o tem­po tam­bém fi­cou se­co. A umi­da­de re­la­ti­va do ar fi­cou em 25% na ca­pi­tal, se­gun­do me­nor va­lor do ano. O dia mais se­co foi 1.º de fe­ve­rei­ro.

Os pau­lis­ta­nos ado­ta­ram di­ver­sas tá­ti­cas pa­ra dri­blar o ca­lor. A ae­ro­mo­ça Si­mo­ne Fran­co, de 33 anos, te­ve de ir às com­pras pa­ra ga­ran­tir rou­pas mais fres­cas. “Es­tou com mi­nha fi­lha re­cém-nas­ci­da em ca­sa e ti­ve­mos de sair às pres­sas pa­ra com­prar rou­pas mais le­ves. A Ma­ria Cla­ra nas­ceu há 9 di­as. Es­tou dei­xan­do com body e cu­bro com fralda.”

Já a do­na de ca­sa Ra­fa­e­la Gal­vag­ni, de 29 anos, fi­cou in­co­mo­da­da com a mu­dan­ça brus­ca de tem­pe­ra­tu­ra. “É com­pli­ca­do e a saú­de não aguen­ta. Um dia ca­lor, no ou­tro, frio. Em ca­sa, te­mos li­ga­do o ar-con­di­ci­o­na­do e o umi­di­fi­ca­dor, por­que o na­riz tam­bém fi­ca mui­to se­co.”

Dis­tri­to Fe­de­ral. On­tem, Bra­sí­lia ain­da com­ple­tou o cen­té­si­mo dia sem um pin­go de chu­va. A umi­da­de re­la­ti­va do ar tem fi­ca­do na ca­sa dos 12% a 15%, o ní­vel mais bai­xo do ano. Pa­ra sá­ba­do, a pre­vi­são do In­met é de que a umi­da­de mí­ni­ma che­gue a 10%, cli­ma pa­re­ci­do com o de de­ser­to, da­do que a mé­dia re­co­men­da­da é de 60%.

Nes­ta se­ma­na, após su­ces­si­vas que­da na umi­da­de do ar, a Sub­se­cre­ta­ria do Sis­te­ma de De­fe­sa Ci­vil de­cla­rou es­ta­do de emer­gên­cia no Dis­tri­to Fe­de­ral. A Se­cre­ta­ria de Edu­ca­ção do Dis­tri­to Fe­de­ral emi­tiu um co­mu­ni­ca­do pa­ra to­das as es­co­las, com ori­en­ta­ções.

TI­A­GO QU­EI­ROZ / ESTADÃO

Ris­co. No in­te­ri­or, ide­al é evi­tar exer­cí­cio en­tre 11 e 17 ho­ras

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