Menos eti­que­ta, mais di­ver­são

Nun­ca as­sis­tiu a um con­cer­to ou a uma ópera? Ani­me-se: é bem mais sim­ples do que pa­re­ce

O Estado de S. Paulo - - Música e Música Clássica -

Amú­si­ca clás­si­ca nas­ceu po­pu­lar, ce­le­bra­da por mul­ti­dões. Com o pas­sar do tem­po, po­rém, aca­bou as­so­ci­a­da a um gla­mour ex­ces­si­vo, que afas­tou par­te de seus adep­tos. Ho­je, si­nais apon­tam a re­to­ma­da das ori­gens. E atra­em no­vos in­te­res­sa­dos pe­lo gê­ne­ro. Caí­ram al­gu­mas das te­mi­das re­gras de eti­que­ta das sa­las de con­cer­to. Outras es­tão sen­do adap­ta­das. Não é mais pre­ci­so ves­tir-se de gala pa­ra ir a um con­cer­to, por exem­plo. Um tra­je ca­su­al e con­for­tá­vel re­sol­ve. E cri­an­ças tam­bém são bem-vin­das, es­pe­ci­al­men­te a par­tir dos 7 anos, quan­do já con­se­guem se con­cen­trar me­lhor. Um pon­to que ain­da permanece po­lê­mi­co, no en­tan­to, são os aplau­sos en­tre os mo­vi­men­tos das obras. Tra­di­ci­o­nal­men­te, aplau­dir é con­si­de­ra­do im­pró­prio, pois es­sas pau­sas são par­te da com­po­si­ção, e os mú­si­cos pre­ci­sam man­ter a con­cen­tra­ção. Mas ho­je há um pou­co menos de ri­gi­dez em re­la­ção a is­so. Re­ci­tais e ópe­ras são mais “li­be­rais” nes­se sen­ti­do – dá pa­ra gri­tar ‘bra­vo!’ de­pois de um so­lo sen­sa­ci­o­nal, por exem­plo.

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