Em­pre­sa adap­ta fo­co pa­ra atin­gir pú­bli­co LGBT

O Estado de S. Paulo - - PME - / M.T.

Além de star­tups que ofe­re­cem ser­vi­ços pa­ra ne­gros, mu­lhe­res e ido­sos, há ain­da aque­las que nas­ce­ram ou mes­mo se adap­ta­ram pa­ra aten­der a po­pu­la­ção LGBT. É o ca­so da Vi­a­je En­tre Iguais, fun­da­da em 2017 co­mo um bra­ço da agên­cia de vi­a­gens MHTour. A pla­ta­for­ma fun­ci­o­na com a pos­si­bi­li­da­de de es­co­lha de ho­téis e pas­sei­os, em di­ver­sos paí­ses, sob a óti­ca da co­mu­ni­da­de gay. Com a cu­ra­do­ria da em­pre­sa, evi­ta es­pa­ços e hos­pe­da­gens ava­li­a­dos co­mo pre­con­cei­tu­o­sos.

O em­pre­sá­rio Mar­ce­lo Mi­chi­e­let­to ex­pli­ca que a Vi­a­je En­tre Iguais nas­ceu após uma vi­a­gem sua aos Es­ta­dos Uni­dos. “Eu vi lá fo­ra que exis­tia um tra­ba­lho mais es­pe­cí­fi­co pa­ra a po­pu­la­ção LGBT. Pri­mei­ro, ten­tei apli­car is­so na MHTour e só de­pois a gen­te par­tiu pa­ra a Vi­a­je.” De acor­do com o em­pre­sá­rio, me­ta­de da re­cei­ta da MHTour ho­je vem do no­vo bra­ço da em­pre­sa. “No pri­mei­ro ano não deu mui­to lu­cro, mas ho­je dá.”

Pa­ra a con­sul­to­ra do Se­brae Ro­ber­ta So­dré, a pro­ba­bi­li­da­de de lu­cro das em­pre­sas por ni­cho é gran­de, já que aten­dem co­mu­ni­da­des es­pe­cí­fi­cas. Se­gun­do a Or­ga­ni­za­ção Mun­di­al do Tu­ris­mo (OMT), a ca­da 10 tu­ris­tas no mun­do, um é LGBT, gru­po que res­pon­de por 15% da mo­vi­men­ta­ção fi­nan­cei­ra tu­rís­ti­ca mun­di­al. No ca­so da co­mu­ni­da­de ne­gra, o Bra­sil é o se­gun­do país do mun­do em po­pu­la­ção afro­des­cen­den­te, sen­do que aqui eles so­mam 54% das pes­so­as, diz o IBGE.

Além do fa­tu­ra­men­to das pró­pri­as star­tups, os usuá­ri­os que hos­pe­dam vi­a­jan­tes em su­as ca­sas tam­bém con­se­guem lu­crar. Ca­das­tra­da co­mo an­fi­triã na Sis­terWa­ve, a en­ge­nhei­ra agrô­no­ma He­le­na Fe­lí­cio con­se­guiu fa­tu­rar mais de R$ 1.200 com du­as hós­pe­des – são R$ 120 ca­da diá­ria. “Eu gos­to de vi­a­jar e quis dis­po­ni­bi­li­zar um qu­ar­to aqui de ca­sa, mas ti­nha me­do de ho­mens. En­tão eu pas­sei a usar es­sa fer­ra­men­ta.”

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