O pre­ço de um di­vór­cio

O Estado de S. Paulo - - Internacio­nal -

O mai­or te­mor dos eco­no­mis­tas bri­tâ­ni­cos é que o Reino Uni­do dei­xe a União Eu­ro­peia sem um acor­do co­mer­ci­al. Abrir mão do mer­ca­do co­mum de 500 mi­lhões de con­su­mi­do­res di­mi­nui­ria a capacidade da in­dús­tria britânica. O fe­cha­men­to da fron­tei­ra tam­bém pre­ju­di­ca­ria a im­por­ta­ção de ali­men­tos e de re­mé­di­os – o Reino Uni­do com­pra 65% da co­mi­da que con­so­me.

De acor­do com es­ti­ma­ti­vas de agências do go­ver­no, do Ban­co da In­gla­ter­ra, do FMI e de em­pre­sas de con­sul­to­ria, o PIB do Reino Uni­do se­rá 3,9% me­nor, em 2034, em re­la­ção ao que se­ria se não hou­ves­se Brexit. Em ja­nei­ro, um re­la­tó­rio da con­sul­to­ria Ernst & Young re­ve­lou que ban­cos e fir­mas de in­ves­ti­men­to mo­ve­ram US$ 1 tri­lhão do Reino Uni­do pa­ra a UE. Hon­da, Nis­san, Pa­na­so­nic, Phi­lips, Sony e Toyo­ta es­tão na lis­ta de em­pre­sas que já mo­ve­ram ne­gó­ci­os pa­ra o con­ti­nen­te.

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