Exa­me é vis­to com res­sal­vas até pa­ra ava­li­ar cur­sos

O Estado de S. Paulo - - Metrópole - ISA­BE­LA PALHARES

Es­pe­ci­a­lis­tas e re­pre­sen­tan­tes do se­tor do en­si­no su­pe­ri­or ou­vi­dos pe­lo Es­ta­do lem­bra­ram que o Ena­de foi cri­a­do pa­ra ava­li­ar a qua­li­da­de dos cur­sos e não o co­nhe­ci­men­to dos alu­nos. “Há al­guns anos ques­ti­o­na­mos se o for­ma­to e con­teú­dos co­bra­dos são os mais ade­qua­dos”, dis­se Ma­ria He­le­na Gui­ma­rães, do Con­se­lho Na­ci­o­nal de Edu­ca­ção (CNE) e ex-se­cre­tá­ria exe­cu­ti­va do Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção.

Si­mon Schwartz­man, da Co­mis­são Na­ci­o­nal de Ava­li­a­ção da Edu­ca­ção Su­pe­ri­or, dis­se que o Ena­de tem ma­triz cur­ri­cu­lar ge­né­ri­ca, já que ava­lia cur­sos do País to­do. Por is­so, vem sen­do apon­ta­do co­mo in­su­fi­ci­en­te. Um re­la­tó­rio da Or­ga­ni­za­ção pa­ra a Co­o­pe­ra­ção e De­sen­vol­vi­men­to Econô­mi­co (OCDE, na si­gla em por­tu­guês), di­vul­ga­do em de­zem­bro, ava­li­ou que o Ena­de tem ob­je­ti­vos “ir­re­ais”, fa­lha na ta­re­fa de ates­tar a qua­li­da­de das gra­du­a­ções e po­de ini­bir ino­va­ções.

Só­lon Cal­das, di­re­tor exe­cu­ti­vo da As­so­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Man­te­ne­do­ras do En­si­no Su­pe­ri­or (Abmes), lem­brou que o se­tor de­fen­de há anos que es­sa no­ta se­ja in­cluí­da no his­tó­ri­co es­co­lar. "Se­ria uma mo­ti­va­ção", dis­se.

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