CNN re­cu­sa anún­ci­os da cam­pa­nha de Trump

Re­de ame­ri­ca­na ci­tou in­for­ma­ções fal­sas con­ti­das em anún­cio; de­ci­são pre­nun­cia tom agres­si­vo de plei­to

O Estado de S. Paulo - - Economia - THE NEW YORK TI­MES

A gu­er­ra dos anún­ci­os po­lí­ti­cos já co­me­çou nos EUA. A re­de de te­le­vi­são CNN re­jei­tou dois anún­ci­os pro­vo­ca­ti­vos do pre­si­den­te ame­ri­ca­no, Do­nald Trump, que já fa­zem parte da cor­ri­da pa­ra as elei­ções de 2020. Os spots de 30 se­gun­dos cri­ti­ca­vam o pro­ces­so de im­pe­a­ch­ment li­de­ra­do pe­los de­mo­cra­tas. Um de­les des­cre­via a in­ves­ti­ga­ção co­mo “na­da me­nos do que um gol­pe”, en­quan­to tam­bém cri­ti­ca­va o tra­ba­lho da im­pren­sa.

É pou­co usu­al, mas não iné­di­to, que uma re­de de te­le­vi­são dos EUA re­jei­te um anún­cio de um can­di­da­to à Pre­si­dên­cia. Às vés­pe­ras da úl­ti­ma elei­ção par­la­men­tar dos EUA, em 2018, vá­ri­os ca­nais de TV – in­cluin­do a Fox News, que cos­tu­ma apoi­ar go­ver­nos con­ser­va­do­res e o Par­ti­do Re­pu­bli­ca­no – ti­ra­ram do ar um anún­cio do ti­me po­lí­ti­co de Trump que re­tra­ta­va imi­gran­tes co­mo uma ame­a­ça à se­gu­ran­ça na­ci­o­nal.

Co­me­çou ce­do. À me­di­da que o plei­to se apro­xi­ma, a pu­bli­ci­da­de po­lí­ti­ca ten­de a fi­car mais agres­si­va. A sur­pre­sa, nes­se ca­so, é o tom de uma cam­pa­nha vei­cu­la­da a 13 me­ses da elei­ção. A de­ci­são da CNN po­de­rá ser o pre­lú­dio pa­ra uma que­da de bra­ço bas­tan­te lon­ga en­tre os con­se­lhei­ros po­lí­ti­cos de Trump e exe­cu­ti­vos de re­des de TV, que são obri­ga­dos a che­car a ve­ra­ci­da­de das in­for­ma­ções re­pas­sa­das a seus es­pec­ta­do­res.

Os anún­ci­os – que a equi­pe de Trump já pu­bli­cou na in­ter­net – cus­ta­ram mi­lhões de dó­la­res. Um de­les faz acu­sa­ções in­fun­da­das de cor­rup­ção em re­la­ção ao ex-vi­ce­pre­si­den­te Joe Bi­den e seu fi­lho, Jo­seph Jr. Bi­den é ho­je o pré-can­di­da­to com mai­o­res chan­ces de ser o in­di­ca­do de­mo­cra­ta à cor­ri­da pre­si­den­ci­al do ano que vem.

Em co­mu­ni­ca­do di­vul­ga­do na úl­ti­ma quin­ta-fei­ra, a CNN dis­se que o co­mer­ci­al es­tá abai­xo dos pa­drões da re­de. “Além de de­pre­ci­ar a CNN e seus jor­na­lis­tas, a pe­ça faz afir­ma­ções que fo­ram pro­va­das fal­sas por di­ver­sas em­pre­sas jor­na­lís­ti­cas, in­cluin­do a CNN.”

TASOS KATOPODIS /EFE

Ver­sões. Anún­cio de Trump usa dados fal­sos, afir­ma CNN

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