In­ves­ti­dor lo­cal fi­ca com 70% de IPO da Vivara

O Estado de S. Paulo - - Economia -

Gran­des fun­dos es­tran­gei­ros, in­cluin­do eu­ro­peus, de­mons­tra­ram um ele­va­do grau de in­te­res­se na ofer­ta ini­ci­al de ações (IPO, na si­gla em in­glês) da re­de de jo­a­lhe­ri­as Vivara, que es­treia nes­ta quin­ta-fei­ra na B3. No en­tan­to, fo­ram os fun­dos bra­si­lei­ros que aca­ba­ram le­van­do a mai­or par­te das ações. Mais agres­si­vos em su­as or­dens, os in­ves­ti­do­res lo­cais ficaram com uma fa­tia en­tre 65% e 70% do vo­lu­me da ofer­ta, que mo­vi­men­tou R$ 2,3 bi­lhões - in­cluin­do de ca­ra até mes­mo a co­lo­ca­ção do lo­te su­ple­men­tar . Uma lei­tu­ra pa­ra o des­fe­cho é de que os es­tran­gei­ros co­lo­cam de­man­das re­ais em su­as or­dens, ao pas­so que os bra­si­lei­ros, es­pe­ran­do um pos­sí­vel ra­teio, in­flam su­as or­dens. A ofer­ta da Vivara te­ve grande di­vul­ga­ção, che­gan­do até mes­mo nas re­des so­ci­ais.

» Joia ra­ra. A ideia, apon­ta­da no pró­prio pros­pec­to do IPO, era de que os in­ves­ti­do­res do va­re­jo, as pes­so­as fí­si­cas, pu­des­sem fi­car com até 20% das ações. No en­tan­to, a fa­tia pa­ra es­se pú­bli­co fi­cou res­tri­ta a 13%. A di­vi­são en­tre es­se gru­po foi 5% sem lock-up (sem res­tri­ção pa­ra a ven­da), 5% com lock-up de 45 di­as e 3% com lock-up de 120 di­as. Es­sa res­tri­ção mai­or foi pa­ra o pú­bli­co do cha­ma­do “pri­va­te”, cu­ja alo­ca­ção na ofer­ta foi en­tre R$ 1 mi­lhão e R$ 10 mi­lhões. Ou se­ja, es­ses in­ves­ti­do­res po­de­rão ven­der su­as ações ape­nas a par­tir de fe­ve­rei­ro do ano que vem. Es­se lock-up exis­te pa­ra evi­tar que mui­tos in­ves­ti­do­res “fli­pem”, uma es­tra­té­gia na qual o com­pra­dor da ação no IPO ven­de o pa­pel lo­go na es­treia em bol­sa, o que ge­ra pres­são no pre­ço da ação. Pro­cu­ra­da, a Vivara não co­men­tou.

» Se­gu­ra. A Pe­tro­brás adi­ou pe­la se­gun­da vez a en­tre­ga de pro­pos­ta de in­te­res­sa­dos em par­ti­ci­par da re­no­va­ção do seu pro­gra­ma bi­li­o­ná­rio de se­gu­ros. O pra­zo que ter­mi­na­ria on­tem foi pos­ter­ga­do pa­ra es­ta quin­ta-fei­ra, dia 10. A no­va ex­ten­são te­ria ocor­ri­do em meio a ques­tões in­ter­nas da Pe­tro­brás.

» Par­ru­do. Em jo­go, es­tão cer­ca de US$ 170 bi­lhões em im­por­tân­cia se­gu­ra­da e prê­mi­os da or­dem de US$ 50 mi­lhões, em um mo­men­to de re­to­ma­da do seg­men­to de pe­tró­leo pa­ra o mer­ca­do de se­gu­ros no Brasil. O seg­men­to con­ta­bi­li­za qua­tro anos de que­da nas con­tra­ta­ções, na es­tei­ra da Ope­ra­ção La­va Ja­to.

» Ar­ro­ja­do. O PicPay, car­tei­ra di­gi­tal con­tro­la­da pe­la J&F Par­ti­ci­pa­ções e o Ban­co Ori­gi­nal, es­pe­ra dar gran­des vo­os no pró­xi­mo ano. Sua me­ta é entregar um cres­ci­men­to de 15 ve­zes no vo­lu­me tran­sa­ci­o­na­do pe­lo apli­ca­ti­vo en­tre 2018 e 2020. Ca­so a pre­vi­são se con­fir­me, po­de­rá atin­gir o re­cor­de de R$ 25 bi­lhões em seu apli­ca­ti­vo no pró­xi­mo ano, an­te R$ 1,7 bi­lhão em 2018.

» Em­pur­rão. Atu­al­men­te, o PicPay tran­sa­ci­o­na men­sal­men­te R$ 500 mi­lhões. Até ju­lho de 2020, com 20 mi­lhões de usuá­ri­os, a ex­pec­ta­ti­va da com­pa­nhia é al­can­çar R$ 2 bi­lhões de tran­sa­ções por mês. Um dos fa­to­res que de­ve dar im­pul­so pa­ra ba­ter tal me­ta é a im­ple­men­ta­ção do sis­te­ma de open ban­king no Brasil, pre­vis­to pa­ra o se­gun­do se­mes­tre de 2020 e que per­mi­ti­rá o com­par­ti­lha­men­to de informaçõe­s dos cli­en­tes no se­tor fi­nan­cei­ro.

» Len­to. O va­re­jo am­pli­a­do, que in­clui ma­te­ri­al de cons­tru­ção e au­to­mó­veis, de­ve re­gis­trar um cres­ci­men­to de 0,30% nas ven­das em ou­tu­bro em re­la­ção ao ob­ser­va­do no mês an­te­ri­or, con­for­me pro­je­ção do Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Exe­cu­ti­vos de Va­re­jo e Mer­ca­do de Con­su­mo (Ibe­var). No com­pa­ra­ti­vo anu­al, o au­men­to, se con­fir­ma­da a pro­je­ção, se­rá de 3,37%. O es­tu­do in­di­cou uma pre­vi­são de de­sem­pe­nho mais sig­ni­fi­ca­ti­vo nos ar­ti­gos pes­so­ais e do­més­ti­cos, além de far­ma­cêu­ti­cos, mé­di­cos, or­to­pé­di­cos, per­fu­ma­ria e cos­mé­ti­cos. Já as ven­das de ma­te­ri­ais de cons­tru­ção de­vem cair 0,02 pon­to por­cen­tu­al, con­for­me o Ibe­var.

» No free lun­ch. A Oi, em re­cu­pe­ra­ção ju­di­ci­al, mon­tou to­da a in­fra­es­tru­tu­ra de in­ter­net du­ran­te o Rock in Rio pa­ra uti­li­zar o even­to co­mo vi­tri­ne pa­ra o de­sen­vol­vi­men­to da fi­bra, o que, ali­a­do à ex­pan­são das re­des mó­veis de 4G, são as prin­ci­pais car­ta­das da te­le pa­ra re­cu­pe­rar cli­en­tes e re­ver­ter a per­da de re­cei­ta vis­ta nos úl­ti­mos tri­mes­tres. A apos­ta deu re­sul­ta­do: as ven­das no si­te do seu ser­vi­ço de TV por as­si­na­tu­ra e ban­da lar­ga via fi­bra óti­ca, cha­ma­do Oi Fi­bra, du­ran­te o pe­río­do do even­to cres­ce­ram 50% - na aná­li­se dos 10 di­as de even­to (27/9 a 6/10) e os dez an­te­ri­o­res.

COM CIRCE BONATELLI

ALEX SIL­VA/ESTADAO

WILTON JU­NI­OR/ES­TA­DÃO-6/10/2019

WILTON JU­NI­OR / ES­TA­DÃO-19/6/2019

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