Ce­mi­té­rio de obras

O Estado de S. Paulo - - Espaço aberto -

São cen­te­nas as obras pa­ra­das, nas es­fe­ras fe­de­ral, es­ta­du­al e mu­ni­ci­pal, dei­xan­do um ras­tro de in­com­pe­tên­cia e cor­rup­ção nos res­pec­ti­vos go­ver­nos. As ale­ga­ções pa­ra não se­rem fi­na­li­za­das são, na mai­o­ria dos ca­sos, fal­ta de di­nhei­ro ou im­pe­di­men­tos do Ju­di­ciá­rio. Mui­tas de­las ti­ve­ram iní­cio por vai­da­de dos ges­to­res ou de­se­jo de au­fe­rir ga­nhos po­lí­ti­cos. Mas é pre­ci­so con­cluí-las, por­que o pre­juí­zo se­rá mai­or se fi­ca­rem pa­ra­das e se de­te­ri­o­ran­do. Ti­ran­te as punições a car­go da Jus­ti­ça, ca­be aos po­de­res cons­ti­tuí­dos for­çar a re­to­ma­da de ações pa­ra fi­na­li­zá­las, até com au­xí­lio da iniciativa pri­va­da, me­di­an­te con­tra­tos de par­ce­ria pú­bli­co-pri­va­da, por exem­plo. O que não po­de é con­ti­nu­ar es­se ver­da­dei­ro ce­mi­té­rio de obras inú­teis pa­ra os con­tri­buin­tes bra­si­lei­ros.

JO­SÉ CAR­LOS DE C. CAR­NEI­RO car­nei­[email protected] Rio Cla­ro

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