Va­re­jo per­de rit­mo em agos­to, mas man­tém ten­dên­cia de recuperaçã­o

Co­mér­cio avan­çou 0,1% em re­la­ção a ju­lho; me­lho­res re­sul­ta­dos fo­ram re­gis­tra­dos na ven­da de itens bá­si­cos

O Estado de S. Paulo - - Economia - Daniela Amo­rim /RIO /CO­LA­BO­ROU CÍCERO CO­TRIM

O co­mér­cio va­re­jis­ta mos­trou per­da de rit­mo em agos­to, mas man­tém a ten­dên­cia de recuperaçã­o len­ta e gra­du­al, cal­ca­da nas ven­das de ati­vi­da­des que co­mer­ci­a­li­zam itens es­sen­ci­ais, co­mo os su­per­mer­ca­dos, in­for­mou o Ins­ti­tu­to Brasileiro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE).

O vo­lu­me ven­di­do fi­cou pra­ti­ca­men­te es­tag­na­do em re­la­ção a ju­lho (0,1%). Nos úl­ti­mos três me­ses de re­sul­ta­dos po­si­ti­vos, o va­re­jo avan­çou 1,2%. Os da­dos são da Pes­qui­sa Men­sal de Co­mér­cio, do IBGE.

“Au­men­tou o nú­me­ro de pes­so­as ocu­pa­das, mas a evo­lu­ção do mer­ca­do de tra­ba­lho vem sen­do re­a­li­za­da com vo­lu­me gran­de de in­for­mais. Os tra­ba­lha­do­res in­for­mais têm ren­da mé­dia in­fe­ri­or ao tra­ba­lha­dor for­mal. Is­so traz li­mi­ta­ção pra ren­da”, jus­ti­fi­ca Isa­bel­la Nu­nes, ge­ren­te da Co­or­de­na­ção de Ser­vi­ços e Co­mér­cio do IBGE.

Um cres­ci­men­to mais vi­go­ro­so de­pen­de da me­lho­ra na qua­li­da­de do em­pre­go ge­ra­do no mer­ca­do de tra­ba­lho, com cres­ci­men­to mai­or de va­gas for­mais, que dei­xem mais ren­da dis­po­ní­vel pa­ra con­su­mo, de­fen­deu Isa­bel­la. “A recuperaçã­o do va­re­jo vem acon­te­cen­do, es­tá em cur­so, de for­ma len­ta e gra­du­al. E mui­to lo­ca­li­za­da em al­gu­mas ati­vi­da­des”, pon­de­rou. “Há con­cen­tra­ção da recuperaçã­o nos itens bá­si­cos, es­sen­ci­ais e con­tí­nu­os, que vo­cê não po­de dei­xar de con­su­mir”,

acres­cen­tou.

De ju­lho pa­ra agos­to, os des­ta­ques vol­ta­ram a ser os seg­men­tos de su­per­mer­ca­dos, com elevação de 0,6%, e ou­tros ar­ti­gos de uso pes­so­al e do­més­ti­co, com al­ta de 0,2% nas ven­das. “Es­sas ati­vi­da­des (su­per­mer­ca­dos e ou­tros ar­ti­gos de uso pes­so­al e do­més­ti­co) há al­guns me­ses vêm sus­ten­tan­do es­se cres­ci­men­to de rit­mo no va­re­jo. O va­re­jo avan­ça, mas em agos­to con­ti­nua avan­çan­do em rit­mo me­nor do que ju­lho e ju­nho.”

As ven­das dos su­per­mer­ca­dos crescem há qua­tro me­ses se­gui­dos, acu­mu­lan­do avan­ço de 3,8% no pe­río­do.

O re­sul­ta­do das ven­das em agos­to foi frus­tran­te, mas os pró­xi­mos me­ses se­rão me­lho­res, pre­viu o eco­no­mis­ta Fa­bio Ben­tes, da Di­vi­são Econô­mi­ca da Con­fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal do Co­mér­cio de Bens, Ser­vi­ços e Tu­ris­mo (CNC).

“As ven­das do Dia das Cri­an­ças, Black Fri­day e Na­tal vi­rão me­lho­res mes­mo. O va­re­jo vai ga­nhar im­pul­so em se­tem­bro, prin­ci­pal­men­te por con­ta dos sa­ques de re­cur­sos do FGTS”, ar­gu­men­tou Ben­tes.

Se­gun­do a CNC, dos cer­ca de R$ 30 bi­lhões que de­ve­rão ser sa­ca­dos do FGTS até o fim do ano, R$ 9,6 bi­lhões se­rão gas­tos pe­los tra­ba­lha­do­res em compras no va­re­jo.

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