3 PER­GUN­TAS PA­RA...

Wel­ber Bar­ral, ex-se­cre­tá­rio de Co­mér­cio Ex­te­ri­or

O Estado de S. Paulo - - E&n Economia & Negócios -

1. Qual o im­pac­to des­sa tré­gua no Bra­sil?

É positivo por­que dá mais es­ta­bi­li­da­de ao co­mér­cio in­ter­na­ci­o­nal, que vem cain­do em gran­de par­te por cau­sa da guer­ra co­mer­ci­al.

2. O fa­to de a Chi­na se com­pro­me­ter a com­prar itens agrí­co­las dos EUA não afe­ta o Bra­sil ne­ga­ti­va­men­te? O prin­ci­pal im­pac­to aí é a so­ja. O Bra­sil es­ta­va ex­por­tan­do mais so­ja com mai­or pre­ço pa­ra a Chi­na por cau­sa da guer­ra. O Bra­sil po­de aca­bar ex­por­tan­do pa­ra ou­tro país no lu­gar da Chi­na, por ser com­mo­dity. Mas po­de ter um efei­to so­bre o pre­ço pa­ra bai­xo.

3. Dá pa­ra di­zer que al­gum país saiu ven­ce­dor?

Con­si­de­ran­do as elei­ções nos EUA no ano que vem, Trump vai di­zer que ga­nhou a guer­ra e co­lo­cou a Chi­na de jo­e­lhos. Mas não vi­mos os ter­mos do acor­do ain­da. O fa­to de a Chi­na con­cor­dar com al­go po­de sig­ni­fi­car uma vi­tó­ria dos Es­ta­dos Uni­dos, mas tem de ana­li­sar os de­ta­lhes do acor­do, aí é que mo­ra o di­a­bo. Mas os ter­mos de­vem ser va­gos, os chineses cos­tu­mam fazer as­sim.

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