Aci­ma da pre­vi­são

Lu­cro do BB cres­ce 33,5% e atin­ge R$ 4,5 bi.

O Estado de S. Paulo - - Economia - Ali­ne Bron­za­ti

O Ban­co do Bra­sil anun­ci­ou on­tem lu­cro lí­qui­do ajus­ta­do de R$ 4,5 bi­lhões no ter­cei­ro tri­mes­tre, al­ta de 33,5% so­bre o mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do, de R$ 3,4 bi­lhões. O re­sul­ta­do do BB foi im­pul­si­o­na­do pe­lo au­men­to dos em­prés­ti­mos ao con­su­mi­dor e das ta­ri­fas.

No acu­mu­la­do do ano, o lu­cro lí­qui­do do ban­co foi a R$ 13,2 bi­lhões, in­cre­men­to de 36,8% an­te mes­mo pe­río­do de 2018. Com o bom de­sem­pe­nho, o BB re­vi­sou pa­ra ci­ma sua pro­je­ção pa­ra es­te ano. Es­pe­ra, com is­so, que seu re­sul­ta­do va­rie de R$ 16,5 bi­lhões a R$ 18,5 bi­lhões – a pre­vi­são an­te­ri­or era de R$ 14,5 bi­lhões a R$ 17,5 bi­lhões.

Já a car­tei­ra de cré­di­to am­pli­a­da fi­cou em R$ 686,7 bi­lhões de ju­lho a se­tem­bro, es­tá­vel em re­la­ção aos três me­ses an­te­ri­o­res, e que­da de 0,7% so­bre o ano pas­sa­do. O des­ta­que foi o seg­men­to de pes­so­as fí­si­cas, com au­men­to de 2,5% no ter­cei­ro tri­mes­tre an­te o se­gun­do e de 10,2% em um ano. O cré­di­to pa­ra em­pre­sas, po­rém, amar­gou que­das de 1,4% e 7,4%, res­pec­ti­va­men­te.

Ban­co de in­ves­ti­men­to. Sob a ges­tão de Ru­bens No­va­es, o ban­co tem ven­di­do ati­vos não es­tra­té­gi­cos, co­mo par­ti­ci­pa­ções na em­pre­sa de ener­gia Ne­o­e­ner­gia e res­se­gu­ra­do­ra IRB Bra­sil Res­se­gu­ros, e es­tá bus­can­do parceiros pa­ra im­pul­si­o­nar al­guns uni­da­des. Na quin­ta-fei­ra, o BB fir­mou um acor­do, em ca­rá­ter vin­cu­lan­te, pa­ra cons­ti­tuir uma joint ven­tu­re em ban­co de in­ves­ti­men­to com o suí­ço UBS.

Ou­tros ne­gó­ci­os tam­bém es­tão em cur­so. No­va­es dis­se que a ins­ti­tui­ção ne­go­cia uma par­ce­ria na área de ges­tão de re­cur­sos

(as­set ma­na­ge­ment), mas que não há anún­cio pre­vis­to pa­ra es­te ano.

O par­cei­ro, se­gun­do No­va­es, se­rá es­tran­gei­ro e de “gran­de vul­to” e tem de ter um per­fil com­ple­men­tar. O fo­co é tra­zer ex­pe­ri­ên­cia in­ter­na­ci­o­nal pa­ra es­sa área e abrir es­pa­ço de dis­tri­bui­ção do BB no mun­do in­tei­ro. Se­gun­do ele, a bus­ca por um par­cei­ro na área de ges­tão de re­cur­sos co­me­çou com gran­de nú­me­ro de pre­ten­den­tes, que ago­ra es­tá mais re­du­zi­do.

O pre­si­den­te do ban­co tam­bém con­fir­mou a re­a­li­za­ção de um es­tu­do pa­ra en­xu­gar a es­tru­tu­ra da ins­ti­tui­ção, con­for­me an­te­ci­pou o Estadão/Bro­ad­cast.

Não há, con­for­me ele, uma meta pa­ra re­du­ção da quan­ti­da­de de vi­ce-pre­si­dên­ci­as e di­re­to­ri­as, mas sim um con­sen­so de que há es­pa­ço pa­ra cor­tes.

“Não tem meta de re­du­ção di­re­to­ri­as. Tem con­ven­ci­men­to de que há es­pa­ço pa­ra en­xu­ga­men­to e fa­zer um me­lhor di­re­ci­o­na­men­to de ta­re­fas en­tre as di­re­to­ri­as e vi­ce-pre­si­dên­ci­as, mas não há na­da de­fi­ni­do”, dis­se.

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