Co­mo em Pom­peia

A erup­ção de ju­nho do Vul­cão de Fo­go, na Gu­a­te­ma­la, foi uma ver­são mo­der­na da tra­gé­dia que des­truiu a ci­da­de ro­ma­na de Pom­peia no ano 79, dei­xan­do “es­tá­tu­as” co­ber­tas de cin­zas na área di­re­ta­men­te atin­gi­da pe­lo fenô­me­no

Planeta - - ERRA TRANSE -

Com 3.763 metros de al­ti­tu­de e in­te­gran­te do Anel de Fo­go que cir­cun­da o Oce­a­no Pa­cí­fi­co, o Vul­cão de Fo­go, no sul da Gu­a­te­ma­la, é um dos mais ati­vos do país e ex­pe­le re­gu­lar­men­te gás e cin­zas. Vez por ou­tra, sua ati­vi­da­de se acen­tua e de­le sa­em gran­des plu­mas de cin­zas, flu­xos de la­va e on­das pi­ro­clás­ti­cas (cor­pos com­pos­tos de gás quen­te, cin­zas e pe­dras) que des­cem por su­as en­cos­tas. No dia 3 de ju­nho, uma de su­as gran­des erup­ções te­ve iní­cio, com cin­zas se ele­van­do a 15 quilô­me­tros de al­tu­ra e uma on­da pi­ro­clás­ti­ca com tem­pe­ra­tu­ra pró­xi­ma a 1.000 graus Cel­sius que des­ceu a mais de 80 quilô­me­tros por ho­ra pe­las en­cos­tas da mon­ta­nha. As cin­zas che­ga­ram à ca­pi­tal do país, a Ci­da­de da Gu­a­te­ma­la, si­tu­a­da a 44 quilô­me­tros a les­te. En­tre as co­mu­ni­da­des pró­xi­mas ao Vul­cão de Fo­go, as que mais so­fre­ram fo­ram El Ro­deo e San Mi­guel Los Lo­tes. Es­ta úl­ti­ma foi so­ter­ra­da pe­los es­com­bros vul­câ­ni­cos. As tes­te­mu­nhas que con­se­gui­ram che­gar ao vi­la­re­jo após o in­ci­den­te re­la­tam que o ce­ná­rio lem­bra­va a ci­da­de ro­ma­na de Pom­peia, des­truí­da por uma erup­ção do Monte Ve­sú­vio em 79 d.c.: ha­via cor­pos tão co­ber­tos de cin­zas que pa­re­ci­am es­tá­tu­as. No dia 5 de ju­nho, uma no­va erup­ção pro­vo­cou mais eva­cu­a­ções de mo­ra­do­res da re­gião e suspensão dos tra­ba­lhos de bus­ca. Até 8 de ju­nho, ha­via mais de 100 pes­so­as mor­tas, 300 fe­ri­das e cer­ca de 200 de­sa­pa­re­ci­das por cau­sa da erup­ção, con­si­de­ra­da a mais mor­tal da Gu­a­te­ma­la des­de 1929.

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