DA DI­NHEI­RO­FO­BIA À DINHEIROMAGIA

Co­mo an­da sua re­la­ção com o di­nhei­ro? Natha­lia Ar­cu­ri, cri­a­do­ra do Me Pou­pe!, ajuda a iden­ti­fi­car em que es­tá­gio vo­cê es­tá e a apren­der co­mo evo­luir.

Planeta - - OCIEDADE -

NA PINDAÍBA

Di­ag­nós­ti­co: me­do de en­ca­rar o problema. “Quan­do se tem um rom­bo fi­nan­cei­ro mui­to gran­de, a pri­mei­ra al­ter­na­ti­va é ta­par o sol com a pe­nei­ra, dei­xan­do sem­pre pa­ra de­pois”, diz Nath. Evi­tar es­se com­por­ta­men­to e nun­ca pi­o­rar o ta­ma­nho do bu­ra­co é o pri­mei­ro pas­so a to­mar. Po­nha no papel ca­da uma das dí­vi­das e olhe-as co­mo me­tas a cum­prir. Só vai dar pa­ra in­ves­tir de­pois de su­pe­ra­da es­sa eta­pa.

VENCENDO O ANAL­FA­BE­TIS­MO FI­NAN­CEI­RO

Ob­je­ti­vo: ami­gar- se com o di­nhei­ro. Fa­lar de fi­nan­ças em ca­sa é ta­bu e na es­co­la nun­ca apren­de­mos re­la­ções bá­si­cas do mer­ca­do: ju­ros com­pos­tos, cus­to de par­ce­las e pre­ço re­al de um financiamento de lon­go prazo. “Sem­pre se fa­lou so­bre di­nhei­ro em gran­des veí­cu­los, mas no sen­ti­do ma­cro. E de uma for­ma tão ina­ces­sí­vel que pa­re­ce que não é com a gen­te”, co­men­ta. Mas Ta­xa Se­lic, IPCA, IGPM, Te­sou­ro Di­re­to e ou­tros con­cei­tos que pa­re­cem ca­be­lu­dos afe­tam di­re­ta­men­te a vi­da de to­dos, mes­mo de quem pre­fe­re vi­ver co­mo se di­nhei­ro não fos­se problema. É fun­da­men­tal apren­der so­bre tu­do is­so. En­quan­to vo­cê con­ti­nu­ar um anal­fa­be­to fun­ci­o­nal pa­ra as­sun­tos fi­nan­cei­ros, não vai ga­ran­tir uma vi­da me­lhor no pre­sen­te e no fu­tu­ro.

RU­MO à SALUBRIDADE

Se vo­cê já não tem dí­vi­das e apren­deu a vi­ver com me­nos do que ga­nha, é ho­ra de pen­sar em pou­par. Apli­que a re­gra 30/70 que não tem er­ro. Eis a re­cei­ta: 55% da sua ren­da de­ve ir pa­ra o es­sen­ci­al (ca­sa, co­mi­da, saú­de, des­lo­ca­men­tos, etc.), 10% pa­ra sua apo­sen­ta­do­ria, 5% pa­ra educação (li­vros, cur­sos) e 20% pa­ra os ob­je­ti­vos de mé­dio e lon­go prazo (vi­a­gens, car­ro, ca­sa, no­vo ne­gó­cio). Fi­cam li­be­ra­dos 10% pa­ra vo­cê gas­tar co­mo qui­ser. Fun­da­men­tal: de­fi­na me­tas cla­ras e au­tên­ti­cas, se­não será di­fí­cil se man­ter fir­me nos 30.

REI/RAI­NHA DA COCADA PRE­TA

Com pla­ne­ja­men­to e es­for­ço di­ri­gi­do, qual­quer um po­de vi­ver de ren­da. A in­de­pen­dên­cia fi­nan­cei­ra só é atin­gi­da quan­do o di­nhei­ro trabalha a seu fa­vor e é ca­paz de ge­rar ren­da su­fi­ci­en­te pa­ra vo­cê não ter mais de trabalhar. Co­mo che­gar lá? Vo­cê pre­ci­sa acu­mu­lar pa­trimô­nio por meio de in­ves­ti­men­tos, imó­veis, pa­trimô­nio in­ves­ti­do... Tu­do de­pen­de do es­ti­lo de vi­da que pre­ten­de man­ter. De iní­cio, pre­ci­sa de­fi­nir com que va­lor quer vi­ver por mês. “Pa­ra vi­ver de apli­ca­ções, de­ve cal­cu­lar um ren­di­men­to men­sal de 0,3%, o que não é mui­to di­fí­cil de con­se­guir hoje no Bra­sil”, re­ve­la. Por exem­plo: se R$ 3 mil por mês for su­fi­ci­en­te, seu ob­je­ti­vo será atingir, no mí­ni­mo, R$ 1 mi­lhão in­ves­ti­dos. Nath che­gou aí aos 32 anos, sem ajuda de nin­guém. Ago­ra, sua me­ta é che­gar a R$ 5 mi­lhões.

Nath, cri­a­do­ra do Me Pou­pe!: “Meu mi­lhão co­me­çou com R$ 1. Ou se­ja: é pos­sí­vel”

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