CAPA

As prin­ci­pais re­giões vi­ní­co­las da Fran­ça têm atra­ti­vos que vão des­de o eno­tu­ris­mo até pa­trimô­ni­os cul­tu­rais e mun­di­ais tom­ba­dos pe­la Unes­co, além de unir a gas­tro­no­mia úni­ca do lo­cal com os me­lho­res vi­nhos do país

Qual Viagem - - SUMÁRIO - Por Ca­ro­li­na Ber­la­to

Tal­vez se­ja por con­ta da re­quin­ta­da gas­tro­no­mia, dos vi­nhos e dos con­jun­tos ar­qui­tetô­ni­cos be­lís­si­mos, que car­re­gam mui­ta his­tó­ria e um le­ga­do cul­tu­ral imen­so, que a Fran­ça é um des­ti­no tão que­ri­do e um so­nho de tu­ris­mo de mui­tos. E por lá há mui­to mais além da im­po­nen­te Tor­re Eif­fel e do Pa­lá­cio de Ver­sa­lhes.

Ou­tras re­giões do país da “Li­ber­da­de, Igual­da­de e Fra­ter­ni­da­de” têm si­do ca­da vez mais pro­cu­ra­das pelos tu­ris­tas, a fim de des­co­brir mais ro­tei­ros im­per­dí­veis e, cla­ro, se apai­xo­nar ain­da mais por es­se des­ti­no tão es­pe­ci­al. Quem cur­te atrações cul­tu­rais, al­ta gas­tro­no­mia e eno­tu­ris­mo, tu­do is­so em meio a pai­sa­gens des­lum­bran­tes, não po­de dei­xar de vi­si­tar a Bor­go­nha, Bor­de­aux e Cham­pag­ne.

A Fran­ça é di­vi­di­da ba­si­ca­men­te em re­giões, de­par­ta­men­tos e co­mu­nas. Pa­ra en­ten­der um pou­qui­nho me­lhor, os de­par­ta­men­tos po­dem ser equi­va­len­tes ao que cha­ma­mos de es­ta­dos e as co­mu­nas se­ri­am as ci­da­des e mu­ni­cí­pi­os. As re­giões per­ma­ne­cem na mes­ma.

Bor­go­nha

A enor­me va­ri­e­da­de gas­tronô­mi­ca, a he­ran­ça cul- tu­ral e, é cla­ro, al­guns dos vi­nhos mais fa­mo­sos do mun­do fa­zem jus à ex­pres­são “vi­ver co­mo um ci­da­dão da Bor­go­nha é sinô­ni­mo de sa­ber vi­ver”.

A Bor­go­nha é uma re­gião que faz par­te do gru­po “ha­bi­ta­da por mui­tos”. Por ali, já pas­sa­ram cel­tas, ro­ma­nos e ger­mâ­ni­cos. Lo­ca­li­za­da na par­te ori­en­tal da Fran­ça, fi­ca a me­nos de 300 km de Pa­ris.

CÔTE-D’OR

A Côte-d’or, ou “Cos­ta de Ou­ro” no por­tu­guês, é um de­par­ta­men­to da Fran­ça na re­gião da Bor­go­nha, com mais de 700 co­mu­nas, ten­do co­mo ca­pi­tal a ci­da­de de Di­jon. O de­par­ta­men­to foi for­ma­do du­ran­te a Re­vo­lu­ção Fran­ce­sa, em 1790, e ho­je é re­co­nhe­ci­do pe­las be­lís­si­mas pai­sa­gens com­pos­tas por vi­nhe­dos, va­les, cam­pos, vi­la­re­jos me­di­e­vais e flo­res­tas.

DI­JON

A ca­pi­tal, Di­jon, além de ser por­ta de en­tra­da pa­ra co­nhe­cer os me­lho­res vi­nhos da re­gião, é tam­bém um im­por­tan­te cen­tro his­tó­ri­co e cul­tu­ral do país. Tal va­lor foi re­co­nhe­ci­do em 2008, quan­do ela foi elei­ta a “Ci­da­de da Ar­te e da His­tó­ria” pe­la Com­mis­si­on Na­ti­o­na­le des Vil­les d’art et d’his­to­rie. Tam­bém é co­nhe­ci­da co­mo a Ci­da­de In­ter­na­ci­o­nal da Gas­tro-

no­mia e do Vi­nho, pois é o pri­mei­ro lu­gar a pos­suir um pro­je­to cul­tu­ral em tor­no da re­fei­ção gas­tronô­mi­ca dos fran­ce­ses. Va­le no­tar que, em 2015, os ter­roirs da Bor­go­nha en­tra­ram na lis­ta de Pa­trimô­ni­os Mun­di­ais da UNES­CO.

É pos­sí­vel no­tar a for­te re­la­ção dos fran­ce­ses com a gas­tro­no­mia em ca­da can­ti­nho da ci­da­de, já que há uma enor­me di­ver­si­da­de de bou­lan­ge­ri­es, pâ­tis­se­ri­es, bis­trôs, res­tau­ran­tes, ca­sas e lo­jas es­pe­ci­a­li­za­das em vi­nho e ou­tros lo­cais que ven­dem igua­ri­as de­li­ci­o­sas, co­mo a fa­mo­sa mos­tar­da de Di­jon.

Além dis­so, a ci­da­de pos­sui uma va­ri­e­da­de de cons­tru­ções gó­ti­cas e re­nas­cen­tis­tas que es­tão bem pre­ser­va­das até ho­je, sen­do que mui­tas es­tão aber­tas pa­ra vi­si­ta­ção.

A igre­ja No­tre-da­me de Di­jon é um dos mais an­ti­gos edi­fí­ci­os, que da­ta por vol­ta de 1230 e pos­sui uma das fa­cha­das mais bo­ni­tas e im­pac­tan­tes da ci­da­de. E é ali que mui­tos ci­da­dãos e tu­ris­tas vão pa­ra bus­car sor­te. Em um can­ti­nho da igre­ja, na es­qui­na da Rue de la Chou­et­te, exis­te uma pe­que­ni­na co­ru­ja es­cul­pi­da em pe­dra, que se­gun­do uma tra­di­ção an­ti- ga, os que a to­ca­rem com a mão es­quer­da e fi­ze­rem um pe­di­do com cer­te­za o re­a­li­za­rão.

Não exis­te ne­nhu­ma in­for­ma­ção de quem a fez, mas a co­ru­ji­nha ho­je é o sím­bo­lo não ofi­ci­al da ci­da­de. Os pon­tos tu­rís­ti­cos de Di­jon fo­ram mar­ca­dos com pla­cas de la­tão com o de­se­nho da co­ru­ja e, se vo­cê se­guir o ca­mi­nho in­di­ca­do, po­de en­con­trar uma tri­lha com vá­ri­os lu­ga­res in­te­res­san­tes.

O Pa­lá­cio dos Du­ques de Bor­go­nha é uma das cons­tru­ções mais an­ti­gas e o co­ra­ção do cen­tro de Di­jon. O lo­cal era pon­to de en­con­tro dos du­ques e sím­bo­lo do po­der de­les, que ad­qui­ri­ram di­ver­sas obras de ar­te e ob­je­tos va­li­o­sos ao lon­go dos anos. Ho­je, o Pa­lais des Ducs, as­sim co­mo o Lou­vre, é um pa­lá­cio-mu­seu. O Mu­sée des Be­aux-arts es­tá lo­ca­li­za­do na ala les­te e abri­ga di­ver­sas co­le­ções ar­tís­ti­cas do mun­do in­tei­ro.

A vi­si­ta ao mu­seu é gra­tui­ta, mas, ca­so quei­ra um guia ou áu­dio-guia, é ne­ces­sá­rio pa­gar uma ta­xa. O lo­cal abre to­dos os di­as, ex­ce­to às ter­ças-fei­ras. Du­ran­te ju­nho, ju­lho, agos­to e se­tem­bro, o fun­ci­o­na­men­to é das 10h às 18h30, e de ou­tu­bro a maio, das 9h30 às 18h.

BE­AU­NE

O an­ti­ga ci­da­de­la de Be­au­ne é a ca­pi­tal do vi­nho da Bor­go­nha. Pa­ra os aman­tes do eno­tu­ris­mo, es­se lu­gar é o pa­raí­so. A char­mo­sa e pe­que­ni­na Be­au­ne fi­ca ro­de­a­da por mu­ra­lhas, que à noi­te pro­por­ci­o­nam um be­lís­si­mo show de lu­zes, e to­dos seus lo­cais de in­te­res­se são de fá­cil aces­so, pro­van­do que se en­ga­na quem pen­sa que o in­te­ri­or da Fran­ça não é um óti­mo lu­gar pa­ra vi­si­tar.

O Hô­tel Di­eu – Hos­pi­ces de Be­au­ne foi um im­por­tan­te hos­pi­tal de ca­ri­da­de cri­a­do por Ni­co­las Ro­lin e sua es­po­sa, Gui­go­ne de Sa­lins, du­ran­te a Gu­er­ra dos Cem Anos e a as­so­la­ção da Pes­te Ne­gra no país. Ra­pi­da­men­te a fa­ma do lu­gar se es­pa­lhou e fi­cou co­nhe­ci­do co­mo o “pa­lá­cio dos po­bres”. Mas não pa­rou por aí: os que de­ti­nham po­der tam­bém re­co­nhe­ce­ram sua im­por­tân­cia, e foi as­sim que a pri­mei­ra do­a­ção che­gou pa­ra aju­dar – uma plan­ta­ção de vi­dei­ras.

A con­tri­bui­ção em vi­dei­ras aca­bou vi­ran­do uma tra­di­ção com o pas­sar dos anos, e a pro­du­ção de vi­nhos se tor­nou um dos car­ros-che­fes pa­ra aju­dar no tra­ta­men­to dos en­fer­mos.

Em 1970, o Hos­pi­ces de Be­au­ne pa­rou de aten­der, e ho­je fun­ci­o­na co­mo um mu­seu, que es­tá aber­to pa­ra vi­si­ta­ção. Não dei­xe de ad­mi­rar a be­lís­si­ma ar­qui­te­tu­ra com te­lhas co­lo­ri­das, que fa­zem par­te do es­ti­lo gó­ti­co flam­boyant, mui­to tí­pi­co na re­gião da Bor­go­nha.

Além dis­so, a pro­pri­e­da­de con­ta com cer­ca de 60 hec­ta­res de vi­nhe­dos, on­de são plan­ta­das uvas char­don­nay e pi­not noir. Anu­al­men­te, no mês de no­vem­bro, um lei­lão be­ne­fi­cen­te é fei­to com os vi­nhos pro­du­zi­dos no lo­cal. As ar­re­ca­da­ções vão pa­ra o no­vo hos­pi­tal e aju­dam a pre­ser­var o Hos­pi­ces de Be­au­ne.

O Hos­pi­ces de Be­au­ne abre to­dos os di­as, das 9h às 18h30. Os in­gres­sos cus­tam 7,50 eu­ros pa­ra adul­tos e 5,50 eu­ros pa­ra es­tu­dan­tes. Jo­vens de 10 a 18 anos pa­gam 3 eu­ros e me­no­res de 10 en­tram gra­tui­ta­men­te. Há áu­dio-gui­as em por­tu­guês.

Vi­nhos e mais vi­nhos em um úni­co lu­gar? A res­pos­ta é o Mu­seu de Vi­nho da Bor­go­nha, que tam­bém fi­ca em Be­au­ne. Os enó­fi­los e pes­so­as que que­rem se apro­fun­dar no as­sun­to po­dem sa­ber um pou­co mais so­bre a his­tó­ria e pro­du­ção lo­cal, além de con­fe­rir di­ver­sos re­gis­tros so­bre a cri­a­ção dos vi­nhos, fer­ra­men­tas uti­li­za­das e as pe­cu­li­a­ri­da­des dos vi­nhos de ca­da re­gião fran­ce­sa.

Até se­tem­bro, o mu­seu abre de quar­ta a se­gun­da­fei­ra, das 10h às 13h, e das 14h às 18h. En­tre ou­tu­bro

e no­vem­bro, o fun­ci­o­na­men­to é de quar­ta-fei­ra a do­min­go, das 10h às 13h e das 14h às 17h. Os va­lo­res dos in­gres­sos são de 4,80 eu­ros pa­ra adul­tos, 3,80 eu­ros pa­ra es­tu­dan­tes e gra­tui­to pa­ra cri­an­ças até 11 anos.

A igre­ja ba­sí­li­ca co­le­gi­a­da é um dos edi­fí­ci­os mais im­por­tan­tes da ci­da­de de Be­au­ne, com sua ar­qui­te­tu­ra ro­mâ­ni­ca e gó­ti­ca, cu­ja cons­tru­ção da­ta do sé­cu­lo XII. O lo­cal abri­ga uma co­le­ção de ta­pe­ça­ri­as Tour­nai do sé­cu­lo XV. A igre­ja fi­ca aber­ta to­dos os di­as, das 9h às 19h.

Os fes­ti­vais que acon­te­cem nas ci­da­de­zi­nhas in­te­ri­o­ra­nas são lin­dos e chei­os de atra­ti­vos que con­se­guem agra­dar a to­dos. Em Be­au­ne, a si­tu­a­ção não é di­fe­ren­te! Du­ran­te os me­ses de ju­nho a se­tem­bro, acon­te­ce o Lu­miè­res à Be­au­ne, um es­pe­tá­cu­lo fan­tás­ti­co de pro­je­ção de lu­zes nos se­te mo­nu­men­tos prin­ci­pais da ci­da­de: o Hô­tel Di­eu, o Mu­seu do Vi­nho, a Col­lé­gi­a­le No­tre Da­me Chur­ch, a Ca­pe­la de Saint Stephe, o Cam­pa­ná­rio, a Por­ta Ma­ria de Bor­go­nha e o Rem­part des Da­mes.

To­das as ce­no­gra­fi­as pro­je­ta­das são ba­se­a­das nas his­tó­ri­as lo­cais, e du­ram de três a cin­co mi­nu­tos. E é pos­sí­vel fa­zer um tour pe­la ci­da­de à noi­te, en­quan­to ad­mi­ra o fes­ti­val.

E que tal co­nhe­cer Be­au­ne de ba­lão? Nes­se pas­seio, é pos­sí­vel ver to­da a ci­da­de e os be­lís­si­mos vi­nhe­dos que a ro­dei­am. Os pre­ços po­dem va­ri­ar de 158 a 414 eu­ros.

Ou­tra op­ção pa­ra co­nhe­cer a ci­da­de é com o Vi­sio Train. O tour du­ra cer­ca de 40 mi­nu­tos e pas­sa por pon­tos co­mo o Hos­pi­ces de Be­au­ne, a No­tre-da­me, o Cam­pa­ná­rio, as es­tá­tu­as de Gas­pard Mon­ge e Ju­les Ma­rey, a Pra­ça dos Leões e a Pon­te dos Gan­sos, a ca­sa de Co­lom­bi­er e o vi­nhe­do.

O pas­seio cus­ta 7,50 eu­ros pa­ra adul­tos e 4,50 eu­ros pa­ra cri­an­ças de três a 12 anos. Os bi­lhe­tes po­dem ser ad­qui­ri­dos na sco­o­ter da Vi­si­on Train que fi­ca na rua do Hô­tel Di­eu, de fren­te pa­ra o Hos­pi­ces. Os pas­sei­os acon­te­cem a par­tir das 9h e vão até às 18h.

MONTBARDOIS

Montbardois, ou Mont­bard, é uma co­mu­na fran­ce­sa do de­par­ta­men­to de Côte-d’or, co­nhe­ci­da prin­ci­pal­men­te pe­la fa­mo­sa Aba­dia de Fon­te­nay, mas que ofe­re­ce ou­tros atra­ti­vos que va­lem a vi­si­ta.

O pas­seio co­me­ça pe­lo Par­que Buf­fon, que fi­ca na or­la da ci­da­de. Foi cons­truí­do por Ge­or­ges-louis Le­clerc, o con­de de Buf­fon, um ma­te­má­ti­co, es­cri­tor e na­tu­ra­lis­ta fran­cês que in­flu­en­ci­ou no­mes co­mo La­marck e Darwin. Sua im­por­tân­cia não pa­ra por aí, já que seus fei­tos dei­xa­ram um im­pac­to sig­ni­fi­ca­ti­vo na re­gião que são va­lo­ri­za­dos até ho­je.

O ex­ten­so par­que ofe­re­ce um ce­ná­rio na­tu­ral agra­dá­vel e é bem pre­ser­va­do. Além dis­so, pos­sui em seu en­tor­no di­ver­sos mo­nu­men­tos e edi­fí­ci­os his­tó­ri­cos, co­mo a tor­re de l’au­bes­pin, de on­de é pos­sí­vel con­tem­plar uma das 10h às 12h e das 14h às 18h, de abril a se­tem­bro. De ou­tu­bro a mar­ço, o fun­ci­o­na­men­to é de quar­ta a sex­ta, das 14h às 17h. Sá­ba­dos e do­min­gos, das 10h às 12h e das 14h às 17h.

A Aba­dia de Fon­te­nay fi­ca a cer­ca de 6 km a les­te de Mont­bard. Foi fun­da­da em 1118 por Ber­nar­do de Clair­vaux, um dos san­tos mais im­por­tan­tes no país, e foi um mo­nas­té­rio pa­ra os mon­ges da Or­dem de be­lís­si­ma vi­são pa­no­râ­mi­ca da ci­da­de, a pe­que­na clí­ni­ca on­de Buf­fon re­a­li­za­va seus pro­je­tos e a Oran­ge­rie, on­de es­tá o mu­seu, ro­tu­la­do co­mo “Ca­sa do Ilus­tre”.

O lu­gar é de­di­ca­do ao Con­de de Buf­fon e ao pi­o­nei­ro nos cam­pos da ana­to­mia e pa­le­on­to­lo­gia, o na­tu­ra­lis­ta Louis Je­an-ma­rie Dau­ben­ton. O mu­seu ofe­re­ce uma ex­pe­ri­ên­cia úni­ca atra­vés da ci­ên­cia.

As vi­si­tas gui­a­das ao par­que acon­te­cem de quar­ta­fei­ra a do­min­go, às 11h, 14h ho­ras e 16h30 de abril a se­tem­bro, com va­lor de 5 eu­ros pa­ra adul­tos, 4 eu­ros pa­ra es­tu­dan­tes e gra­tui­to pa­ra me­no­res de 18 anos e pes­so­as com mo­bi­li­da­de re­du­zi­da. Se­gun­da-fei­ra às 15h, em ju­lho e agos­to, os va­lo­res são de 7 eu­ros pa­ra adul­tos e 6 eu­ros pa­ra gru­pos e es­tu­dan­tes.

O tour gui­a­do tem saí­da a par­tir do Mu­seu de Buf­fon, que abre di­a­ri­a­men­te (ex­ce­to às ter­ças-fei­ras), Cis­ter. É um dos lu­ga­res mais mí­ti­cos da Fran­ça, que con­ti­nua mui­to bem pre­ser­va­do e im­pres­si­o­na com seu con­jun­to ar­qui­tetô­ni­co que se es­ten­de por mais de 1.200 hec­ta­res de ter­ra.

Re­co­nhe­ci­da co­mo um dos mo­nu­men­tos his­tó­ri­cos da Fran­ça em 1862, a aba­dia foi de­cla­ra­da co­mo par­te do Pa­trimô­nio Mun­di­al pe­la UNES­CO, em 1981, e es­tá aber­to pa­ra os vi­si­tan­tes com en­tra­da fran­ca.

A Pra­ça da Li­ber­ta­ção fi­ca no cen­tro de Di­jon, on­de es­tá lo­ca­li­za­do o Pa­lais des Ducs

A No­tre-da­me de Di­jon que da­ta cons­tru­ção por vol­ta de 1230, é um dos edí­fi­ci­os mais an­ti­gos da ci­da­de e um sím­bo­lo lo­cal.

A igre­ja ba­sí­li­ca co­le­gi­a­da é um dos edi­fí­ci­os mais im­por­tan­tes da ci­da­de de Be­au­ne, prin­ci­pal­men­te por abri­gar re­lí­qui­as da ta­pe­ça­ria Tour­nai

Os pas­sei­os de ba­lão fei­to pe­las vi­nhas dão uma vi­são pa­no­râ­mi­ca de 360º, pa­ra o tu­ris­ta não per­der na­da do lo­cal

Além de ter si­do um im­por­tan­te mo­nas­té­rio da Or­dem de Cis­ter, ho­je a Aba­dia de Fon­te­nay faz par­te da lis­ta de Pa­trimô­ni­os Mun­di­ais tom­ba­dos pe­la Unes­co

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