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Qual Viagem - - ÁUSTRIA -

Por is­so um de seus for­tes é ofe­re­cer uma in­fi­ni­da­de de op­ções quan­do o as­sun­to é mú­si­ca, mas ape­sar da mul­ti­pli­ci­da­de, a clás­si­ca, sem som­bra de dú­vi­das, é a que mais se des­ta­ca. E as­sis­tir um con­cer­to em um de seus car­tões-pos­tais, a Sta­at­so­per – a im­po­nen­te Ópe­ra de Viena –, é al­go que va­le a pe­na, cla­ro, se vo­cê gos­tar do gê­ne­ro. Ca­so não se­ja sua praia, op­te en­tão pe­lo bai­le se­di­a­do anu­al­men­te lá.

Eis uma chan­ce de co­nhe­cer de um jei­to úni­co es­sa bela edi­fi­ca­ção que foi inau­gu­ra­da em 1869, com Don Gi­o­van­ni, de Mo­zart. E que, por ter si­do mui­to afe­ta­da du­ran­te a Se­gun­da Guer­ra Mun­di­al foi res­tau­ra­da pos­te­ri­or­men­te. Pa­ra sua vol­ta à ati­va, em 1955, a es­co­lha foi Fi­de­lio, de Be­etho­ven.

O da pró­xi­ma tem­po­ra­da de bai­les es­tá mar­ca­do pa­ra 28 de fe­ve­rei­ro de 2019. E se tra­ta de um dos prin­ci­pais, se não o gran­de bai­le de to­dos. São 5 mil pes­so­as fa­zen­do a fes­ta por uma lon­ga e di­ver­ti­da noi­te. E com di­rei­to mui­tas ve­zes a pre­sen­ça de per­so­na­li­da­des in­ter­na­ci­o­nais do mun­do da cul­tu­ra, ne­gó­ci­os, po­lí­ti­ca e es­por­tes.

Um even­to so­ci­al de al­to ní­vel, te­nha a ab­so­lu­ta cer­te­za. Por is­so, o Ope­ra Ball é o que cos­tu­ma ter os in­gres­sos mais ca­ros, es­pe­ci­al­men­te os que dão di­rei­to a ca­ma­ro­te (pe­que­nos bo­xes com me­sa e ca­dei­ras). E, mes­mo ape­sar dos pre­ços, ain­da é dos mais pro­cu­ra­dos.

Ou­tros bai­les de pres­tí­gio da ci­da­de ocor­rem no pa­lá­cio de Hof­burg, e são con­si­de­ra­vel­men­te mais em con­ta. Is­so por­que os in­gres­sos pa­ra ad­mis­são ge­ral são mais aces­sí­veis do que as re­ser­vas de me­sa.

Ape­sar de ób­vio, é pre­ci­so res­sal­tar que even­tos co­mo es­tes pe­dem ves­ti­men­ta ade­qua­da. Ou se­ja, da­mas com ves­ti­dos lon­gos, de ga­la (há quem use in­clu­si­ve lu­vas) e ca­va­lhei­ros de­vem usar fra­que, smo­king ou ter­no com gra­va­ta bor­bo­le­ta. Mas va­le ficar aten­to ao có­di­go de ca­da bai­le, no Ope­ra Ball, por exem­plo, ho­mens de­vem usar fra­que. Além de ou­tras con­si­de­ra­ções.

E, pa­ra além da rou­pa ele­gan­te, é pre­ci­so tam­bém man­ter a pos­tu­ra, e se­guir o ce­ri­mo­ni­al e to­da a for­ma­li­da­de da oca­sião. Con­for­me fa­lei lo­go no co­me­ço des­ta ma­té­ria, não é pre­ci­so ser ne­nhum Fred As­tai­re ou Gin­ger Ro­gers. Mes­mo sem sa­ber dan­çar dá sim pa­ra apro­vei­tar. Mas, quem qui­ser en­ca­rar a pis­ta de dan­ça com mais con­fi­an­ça, há inú­me­ras ins­ti­tui­ções de dan­ça em Viena, pre­pa­ra­das des­de cur­sos in­ten­si­vos até au­las bá­si­cas vol­ta­das aos lei­gos no que­si­to bai­les vi­e­nen­ses.

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