“Me des­co­bri”

Runner’s World (Brazil) - - PULSAÇÃO TREINO -

“CO­ME­CEI a cor­rer em 2014, com a as­ses­so­ria es­por­ti­va da academia on­de eu ma­lha­va. Era o bo­om da corrida em Te­re­si­na, e ado­rei o es­por­te. Lo­go re­ce­bi con­vi­te pa­ra fa­zer um tri­ath­lon, en­tão pas­sei a trei­nar na­ta­ção e com­prei uma bi­ci­cle­ta. Ape­nas seis me­ses de­pois de co­me­çar a cor­rer, eu fa­zia meu pri­mei­ro tri­ath­lon. No ano se­guin­te, já en­ca­rei um Meio Iron­man, que é uma pro­va com 1.900m de na­ta­ção, 90 km de bi­ke e 21 km de corrida.

Me de­fi­no co­mo uma atle­ta es­for­ça­da, mais do que ta­len­to­sa. Os trei­nos e a di­e­ta são ba­ta­lhas diá­ri­as, que aos pou­cos fo­ram se tor­nan­do um es­ti­lo de vi­da. Um dos meus mai­o­res in­cen­ti­va­do­res é meu na­mo­ra­do, que já foi na­da­dor de eli­te e ho­je tam­bém é tri­a­tle­ta. Ele é um su­per par­cei­ro, que me aju­da e me en­ten­de. Dur­mo em mé­dia seis ho­ras por noi­te, acor­do to­dos os di­as por vol­ta das 5h e trei­no de ma­nhã e tam­bém à noi­te. Al­mo­ço em ca­sa e ti­ro uma so­ne­ca de 20 mi­nu­tos, e só. Pa­ra re­cu­pe­rar e pro­te­ger o cor­po, cos­tu­mo ca­pri­char nos alon­ga­men­tos e fa­ço ses­sões quin­ze­nais de mas­sa­gem. E, nos pés, as­sim que fi­na­li­zo um trei­no, já co­lo­co mi­nhas Ha­vai­a­nas. Te­nho vá­ri­os pa­res! É es­sen­ci­al pa­ra dei­xar meus pés res­pi­ra­rem, des­can­sa­rem e es­ta­rem bem pa­ra a pró­xi­ma ses­são de trei­no.

Me des­co­bri no tri­ath­lon – nun­ca ima­gi­nei que is­so pu­des­se acon­te­cer. Aqui o po­vo até já me co­nhe­ce, me cha­mam de tri­a­tle­ta quan­do me vêem na rua. Fi­co su­per fe­liz com o re­co­nhe­ci­men­to e a tor­ci­da. Sou a úni­ca pes­soa do meu Es­ta­do que foi pa­ra um cam­pe­o­na­to mun­di­al de tri­ath­lon. Já par­ti­ci­pei de dois, um no Ca­na­dá em 2017 e ou­tro na Di­na­mar­ca em 2018, sem­pre na mo­da­li­da­de lon­ga dis­tân­cia, com 3.000 me­tros de na­ta­ção, 120 km de bi­ke e 30 km de corrida. Em 2019 o Mun­di­al se­rá na Es­pa­nha, em abril, e já es­tou me pre­pa­ran­do. Te­nho mui­to or­gu­lho de re­pre­sen­tar Te­re­si­na e o Bra­sil nes­sas com­pe­ti­ções.

No dia da pre­mi­a­ção do Mun­di­al, to­dos os paí­ses se en­con­tram. É tra­di­ção tro­car­mos ca­sa­cos, ca­mi­se­tas. Ano pas­sa­do tro­quei ca­sa­cos com uma tri­a­tle­ta nor­te-ame­ri­ca­na. E já com­bi­nei com ela que no pró­xi­mo Mun­di­al le­va­rei pa­ra ela um par de Ha­vai­a­nas. Não tem na­da mais bra­si­lei­ro – e na­da mais útil pa­ra um tri­a­tle­ta! E ain­da ser­vem pa­ra pas­se­ar pe­la cidade de­pois das com­pe­ti­ções, com os de­di­nhos fe­li­zes por es­ta­rem li­vres pa­ra des­can­sar.”

Ger­ma­na Mo­ra­es, 33 anos, nas­ceu e cres­ceu em Te­re­si­na, no Pi­auí. For­ma­da em ad­mi­nis­tra­ção de em­pre­sas e em agro­no­mia, ela é co­mer­ci­an­te e tra­ba­lha com o pai. Co­me­çou a cor­rer há ape­nas qua­tro anos e des­de en­tão in­cor­po­rou tam­bém a sua ro­ti­na a na­ta­ção e o ci­clis­mo, tor­nan­do-se a pri­mei­ra pes­soa de seu Es­ta­do a re­pre­sen­tar o Bra­sil no Mun­di­al de tri­ath­lon de lon­ga dis­tân­cia. Ger­ma­na con­ci­lia a ro­ti­na su­pe­re­xi­gen­te de trei­nos com o tra­ba­lho e os cui­da­dos com o cor­po e os pés, pa­ra que es­te­jam sem­pre sau­dá­veis e pron­tos pa­ra o es­por­te que es­co­lheu.

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