Nu­me­ral

Superguia Enem - Português e Redação - - Sumário -

Os nu­me­rais ser­vem pa­ra in­di­car quan­ti­da­de, se­res e or­dem dos se­res. Além dis­so, tam­bém in­di­cam au­men­to e di­mi­nui­ção pro­por­ci­o­nal e di­vi­são ou fra­ção de uma quan­ti­da­de.

Clas­si­fi­ca­ção dos nu­me­rais Car­di­nais: in­di­cam quan­ti­da­de: um, dois, três, etc. Or­di­nais: in­di­cam or­dem ou po­si­ção: pri­mei­ro, se­gun­do, ter­cei­ro, etc. Mul­ti­pli­ca­ti­vos: do­bro, tri­plo, quá­dru­plo, etc. Fra­ci­o­ná­ri­os: in­di­cam di­vi­são ou fra­ção: um ter­ço, me­ta­de, etc.

Di­ca: em cer­tas oca­siões po­de ha­ver dú­vi­das quan­to à clas­si­fi­ca­ção da pa­la­vra “um(a)”, que po­de fun­ci­o­nar co­mo nu­me­ral, co­mo ar­ti­go ou co­mo pro­no­me in­de­fi­ni­do.

“Um” ar­ti­go in­de­fi­ni­do ne­ces­si­ta an­te­ce­der um subs­tan­ti­vo e lhe dar ideia de in­de­ter­mi­na­ção:

Exem­plo: Se pas­sas­se um ôni­bus va­zio se­ria mui­to bom.

“Um” nu­me­ral car­di­nal in­di­ca quan­ti­da­de, pa­ra que is­so acon­te­ça é ne­ces­sá­rio que a fra­se in­di­que ou­tros nu­me­rais ou a im­por­tân­cia de quan­ti­da­de pa­ra a si­tu­a­ção. Exem­plo: Um ôni­bus é me­lhor do que ne­nhum. “Um” pro­no­me in­de­fi­ni­do ge­ral­men­te apa­re­ce acom­pa­nha­do pe­lo pro­no­me in­de­fi­ni­do “ou­tro”.

Exem­plo: Sem­pre pas­sa um atrás do ou­tro.

Fle­xão de gê­ne­ro Os nu­me­rais car­di­nais ad­mi­tem a for­ma fe­mi­ni­na: uma, du­as, du­zen­tas.

Os nu­me­rais or­di­nais tam­bém se fle­xi­o­nam em gê­ne­ro: pri­mei­ra, ter­cei­ra, cen­té­si­ma.

Os nu­me­rais mul­ti­pli­ca­ti­vos se fle­xi­o­nam de acor­do com o subs­tan­ti­vo a que se re­fe­rem.

Exem­plo: As mu­lhe­res en­fren­tam du­pla jor­na­da de tra­ba­lho.

Os nu­me­rais fra­ci­o­ná­ri­os con­cor­dam com o subs­tan­ti­vo a que se re­fe­rem. Exem­plos: En­trei meia ho­ra de­pois do iní­cio da au­la. Che­guei, ao lo­cal da pro­va, com meio pal­mo de lín­gua pa­ra fo­ra.

Fle­xão de nú­me­ro Os nu­me­rais car­di­nais se fle­xi­o­nam em nú­me­ro. Exem­plo: Tre­zen­tas mil pes­so­as com­pa­re­ce­ram à ma­ni­fes­ta­ção. Os or­di­nais tam­bém va­ri­am em gê­ne­ro. Exem­plo: “Os úl­ti­mos se­rão os pri­mei­ros”. Os mul­ti­pli­ca­ti­vos se fle­xi­o­nam de acor­do com o subs­tan­ti­vo a que se re­fe­rem.

Exem­plo: As mu­lhe­res en­fren­tam du­plas jor­na­das de tra­ba­lho.

Os fra­ci­o­ná­ri­os con­cor­dam com o car­di­nal que o an­te­ce­de.

Exem­plos: Re­ce­beu um ter­ço do pa­ga­men­to pe­lo ser­vi­ço .

Re­ce­beu dois ter­ços do pa­ga­men­to pe­lo ser­vi­ço.

Di­cas: na in­di­ca­ção de reis, pa­pas, sé­cu­los e ca­pí­tu­los o uso dos nu­me­rais têm re­gras par­ti­cu­la­res.

Qu­an­do vi­er de­pois do subs­tan­ti­vo, usa-se nú­me­ros or­di­nais até o dé­ci­mo, de­pois os car­di­nais.

Exem­plos: sé­cu­lo X (dé­ci­mo), Pa­pa João Pau­lo II (se­gun­do), ca­pí­tu­lo XVI (de­zes­seis).

Mas se o nu­me­ral vi­er na fren­te do subs­tan­ti­vo usa-se os or­di­nais.

Exem­plos: pri­mei­ro ca­pí­tu­lo, vi­gé­si­mo ca­pí­tu­lo, tri­gé­si­mo sé­cu­lo.

Al­guns subs­tan­ti­vos se as­se­me­lham aos nu­me­rais por ex­pri­mi­rem ideia de quan­ti­da­de, mas são subs­tan­ti­vos

co­le­ti­vos nu­me­rais. Exem­plos: mi­lê­nio, dú­zia, quar­te­to, sé­cu­lo, se­mes­tre. Is­so tam­bém po­de ocor­rer com al­guns ad­je­ti­vos, por exem­plo: úl­ti­mo.

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