4. PONTUAÇÃO

Superguia Enem - Português e Redação - - Sumário -

A pontuação é uti­li­za­da pa­ra re­pro­du­zir, na es­cri­ta, os re­cur­sos da lin­gua­gem fa­la­da. En­tre eles, a pau­sa. Os si­nais de pontuação são: o pon­to ( . ), o pon­to de in­ter­ro­ga­ção ( ? ), o de ex­cla­ma­ção ( ! ), a vír­gu­la ( , ), o pon­to-e-vír­gu­la ( ; ), os dois-pon­tos ( : ), as as­pas ( “), o tra­ves­são ( - ), as re­ti­cên­ci­as ( ... ) e os pa­rên­te­ses ( ( ) ). Ago­ra, va­mos en­ten­der me­lhor ca­da um de­les e ve­ri­fi­car exem­plos do em­pre­go cor­re­to da pontuação.

Pon­to

O pon­to é co­nhe­ci­do por nós co­mo pon­to fi­nal. É cha­ma­do des­sa for­ma por­que en­cer­ra um tex­to. Ele ser­ve pa­ra fi­na­li­zar uma fra­se e in­di­ca uma pau­sa mais lon­ga.

Exem­plo: Es­tá­va­mos mui­to fe­li­zes. Mas de re­pen­te ele cho­rou. Dis­se que era de emo­ção.

Pon­to de in­ter­ro­ga­ção

O pon­to de in­ter­ro­ga­ção é usa­do no fi­nal de fra­ses in­ter­ro­ga­ti­vas di­re­tas, ou se­ja, que in­di­quem uma per­gun­ta.

Exem­plo: Aon­de vo­cê vai?

Pon­to de ex­cla­ma­ção

Es­se pon­to é uti­li­za­do ao fi­nal de fra­ses com en­to­na­ção ex­cla­ma­ti­va, ou ao fi­nal de in­ter­jei­ções. Po­de re­pre­sen­tar dor, ale­gria, es­pan­to e or­dem.

Exem­plos: Fa­ça o que man­dei!

Pon­to-e-vír­gu­la

Mar­ca uma pau­sa mai­or do que a da vír­gu­la e me­nor do que a do pon­to. Ser­ve pa­ra se­pa­rar ora­ções co­or­de­na­das que já venham com vír­gu­las no seu in­te­ri­or, se­pa­rar ora­ções co­or­de­na­das que for­mem an­tí­te­se ou se­pa­rar ora­ções co­or­de­na­das de cer­ta ex­ten­são ou se­pa­rar di­ver­sos itens de uma enu­me­ra­ção. Exem­plos: Os ami­gos gostavam de sua sim­pa­tia; os fi­lhos, da com­pre­en­são; os cli­en­tes, da ho­nes­ti­da­de. As ati­vi­da­des de ho­je se­rão: 1. Alon­gar; 2. Na­dar no rio; 3. Al­mo­çar; 4. Fa­zer ca­mi­nha­das.

Dois-pon­tos

Mar­ca a sus­pen­são de uma fra­se e ser­ve pa­ra dar iní­cio a uma fa­la ou uma ci­ta­ção tex­tu­al e dar iní­cio a uma sequên­cia que ex­pli­ca uma ideia an­te­ri­or. Exem­plos: Mar­ce­la dis­se: – Gos­ta­ria de dor­mir aqui. A ra­zão pe­la qual não pos­so mais fi­car aqui é uma só: a vi­o­lên­cia.

As­pas

As as­pas são em­pre­ga­das pa­ra iso­lar uma ci­ta­ção ou pa­la­vras es­tra­nhas à lín­gua cul­ta, mos­trar que uma pa­la­vra es­tá sen­do uti­li­za­da em um sen­ti­do di­fe­ren­te do ha­bi­tu­al, des­ta­car pa­la­vra ou ex­pres­são.

Exem­plos: Se­gun­do afir­ma Er­na­ni Ter­ra, em sua Mi­ni­gra­má­ti­ca, “co­nhe­cer uma lín­gua, por­tan­to, vai além de ter um vo­ca­bu­lá­rio. Sa­ber uma lín­gua im­pli­ca tam­bém co­nhe­cer sua gra­má­ti­ca”. Es­tou “bo­la­dís­si­mo” com vo­cê. Ela não quis di­zer o “mo­ti­vo” do cri­me.

Tra­ves­são

Ser­ve pa­ra in­di­car o iní­cio da fa­la de um per­so­na­gem, pa­ra mar­car a mu­dan­ça do in­ter­lo­cu­tor. Po­de­mos ain­da uti­li­zar o tra­ves­são du­as ve­zes, pa­ra des­ta­car al­go a que que­re­mos dar ên­fa­se. Exem­plos: – Alô. – Alô, bom dia. Gos­ta­ria de fa­lar com Mer­ce­des. Ela se en­con­tra?

Re­ti­cên­ci­as

Mar­cam uma in­ter­rup­ção na sequên­cia da fra­se. Exem­plos: Eu es­ta­va con­ta­do a his­tó­ria de for­ma cal­ma e pa­ci­en­te, mas qu­an­do seu pai che­gou...

“(...) Es­ta ca­dei­ra foi pre­sen­te de hé­lio Pel­le­gri­no, que tam­bém me acom­pa­nha des­de a in­fân­cia: é gi­ra­tó­ria e de pa­lhi­nha.(...)”. (Fer­nan­do Sa­bi­no, As me­lho­res Crônicas, Rio de Ja­nei­ro, Re­cord, 1986).

Pa­rên­te­ses

Ser­vem pa­ra iso­lar ex­pli­ca­ções, in­di­ca­ções e co­men­tá­ri­os que aju­dem a es­cla­re­cer ou agre­gar co­nhe­ci­men­to a um de­ter­mi­na­do as­sun­to.

Exem­plo: Os subs­tan­ti­vos ser­vem pa­ra dar no­me a to­das as coi­sas (ob­je­tos, pes­so­as, ci­da­des, paí­ses, sen­ti­men­tos, fenô­me­nos na­tu­rais) e são classificados con­for­me su­as ca­rac­te­rís­ti­cas.

Vír­gu­la

A vír­gu­la in­di­ca uma pau­sa bre­ve e é o si­nal que mais cau­sa dú­vi­das na ho­ra de ser apli­ca­do. Por­tan­to, es­tu­de com aten­ção so­bre o uso da vír­gu­la pa­ra fa­ci­li­tar o uso

des­ta na ho­ra da re­da­ção. A vír­gu­la po­de ser uti­li­za­da pa­ra se­pa­rar ter­mos da ora­ção ou, até mes­mo, ora­ções den­tro de um pe­río­do.

De­ve vir en­tre vír­gu­las Vo­ca­ti­vo: Ve­nha, Antô­nia, to­dos es­tão es­pe­ran­do por vo­cê. Apos­to: João Ba­tis­ta, pre­ga­dor da pa­la­vra de Deus, mor­reu nes­te lo­cal.

Ad­jun­tos ad­ver­bi­ais: As mães, na­que­le mo­men­to, pen­sa­ram em de­sis­tir.

Ora­ções in­ter­ca­la­das: Ma­ria, dis­se ma­mãe, vo­cê é mui­to tei­mo­sa.

Ora­ções su­bor­di­na­das ad­je­ti­vas ex­pli­ca­ti­vas: O jo­vem, que tem mais dis­po­si­ção fí­si­ca, pre­ci­sa se es­for­çar.

Ex­pres­sões ex­pli­ca­ti­vas: Pre­ci­so de al­guém, is­to é, al­guém que pos­sa tra­ba­lhar aqui.

Con­jun­ções co­or­de­na­ti­vas ad­ver­sa­ti­vas se fo­rem pos­pos­tas: Veio, en­tre­tan­to, di­zer que não qu­er mais tra­ba­lhar aqui.

De­vem vir pre­ce­di­dos de vír­gu­la Ele­men­tos e ora­ções co­or­de­na­das as­sin­dé­ti­cas: Tra­ba­lhou, es­tu­dou, não se can­sou, con­quis­tou mui­tas coi­sas du­ran­te a vi­da.

Da­tas e en­de­re­ços: Rio de Ja­nei­ro, 2º de fe­ve­rei­ro de 2014.

In­di­ca­ção de elip­se de um ter­mo: Na lo­ja, ape­nas qua­tro pes­so­as. (au­sên­cia do ver­bo ha­ver).

Ora­ções su­bor­di­na­das re­du­zi­das de ge­rún­dio e par­ti­cí­pio: Co­men­do, en­gor­da­rás mui­to.

Ora­ções prin­ci­pais an­te­ce­di­das pe­las su­bor­di­na­das: Em­bo­ra não co­ma, eu en­gor­do.

An­tes de “e” qu­an­do es­te se re­pe­te ou qu­an­do as ora­ções apre­sen­ta­rem su­jei­tos di­fe­ren­tes: Ma­ria la­vou a lou­ça, e Adri­a­no la­vou o ba­nhei­ro.

Não de­ve ha­ver vír­gu­la En­tre o su­jei­to e o ver­bo; En­tre ver­bos e com­ple­men­tos ver­bais; An­tes de “e”, “nem” e “ou” (ex­ce­to nos ca­sos já ci­ta­dos aqui); An­tes de ora­ções su­bor­di­na­das subs­tan­ti­vas.

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