Exer­cí­ci­os

Superguia Enem - Português e Redação - - Sumário -

1) Ler não é de­ci­frar, co­mo num jo­go de adi­vi­nha­ções, o sen­ti­do de um tex­to. E, a par­tir do tex­to, ser ca­paz de atri­buir-lhe sig­ni­fi­ca­do, con­se­guir re­la­ci­o­ná-lo a to­dos os ou­tros tex­tos sig­ni­fi­ca­ti­vos pa­ra ca­da um, re­co­nhe­cer ne­le o ti­po de lei­tu­ra que o seu au­tor pre­ten­dia e, do­no da pró­pria von­ta­de, en­tre­gar-se a es­sa lei­tu­ra, ou re­be­lar-se con­tra ela, pro­pon­do uma ou­tra não pre­vis­ta. LAJOLO, M. Do mun­do da lei­tu­ra pa­ra a lei­tu­ra do

mun­do. São Pau­lo: Áti­ca, 1993. Nes­se tex­to, a au­to­ra apresenta re­fle­xões so­bre o pro­ces­so de pro­du­ção de sen­ti­dos, va­len­do-se da me­ta­lin­gua­gem. Es­sa fun­ção da lin­gua­gem tor­na-se evi­den­te pe­lo fa­to de o tex­to a) res­sal­tar a im­por­tân­cia da in­ter­tex­tu­a­li­da­de. b) pro­por lei­tu­ras di­fe­ren­tes das previsíveis. c) apre­sen­tar o pon­to de vis­ta da au­to­ra. d) dis­cor­rer so­bre o ato de lei­tu­ra. e) fo­car a par­ti­ci­pa­ção do lei­tor.

2) O ho­ax, co­mo é cha­ma­do qual­quer bo­a­to ou far­sa na in­ter­net, po­de es­pa­lhar ví­rus en­tre os seus con­ta­tos. Fal­sos sor­tei­os de ce­lu­la­res ou fra­ses que Cla­ri­ce Lis­pec­tor nun­ca dis­se são exem­plos de ho­ax. Tra­ta-se de bo­a­tos re­ce­bi­dos por e-mail ou com­par­ti­lha­dos em re­des so­ci­ais. Em ge­ral, são men­sa­gens dra­má­ti­cas ou alar­man­tes que acom­pa­nham ima­gens cho­can­tes, fa­lam de cri­an­ças do­en­tes ou avi­sam so­bre fal­sos ví­rus. O ob­je­ti­vo de quem cria es­se ti­po de men­sa­gem po­de ser ape­nas se di­ver­tir com a brin­ca­dei­ra (de mau gos­to), pre­ju­di­car a ima­gem de uma em­pre­sa ou es­pa­lhar uma ide­o­lo­gia po­lí­ti­ca.

Se o ho­ax for do ti­po phishing (de­ri­va­do de fishing, pes­ca­ria, em in­glês) o pro­ble­ma po­de ser mais gra­ve: o usuá­rio que cli­car po­de ter seus da­dos pes­so­ais ou ban­cá­ri­os rou­ba­dos por gol­pis­tas. Por is­so é tão im­por­tan­te fi­car aten­to. VIMERCATE, N. Dis­po­ní­vel em: www.te­ch­tu­do.com.

br. Aces­so em: 1 maio 2013 (adap­ta­do). Ao dis­cor­rer so­bre os ho­a­xes, o tex­to su­ge­re ao lei­tor, co­mo es­tra­té­gia pa­ra evi­tar es­sa ame­a­ça,

a) re­cu­sar con­vi­tes de jo­gos e brin­ca­dei­ras fei­tos pe­la in­ter­net.

b) ana­li­sar a lin­gua­gem uti­li­za­da nas men­sa­gens re­ce­bi­das.

c) clas­si­fi­car os con­ta­tos pre­sen­tes em su­as re­des so­ci­ais.

d) uti­li­zar pro­gra­mas que iden­ti­fi­quem fal­sos ví­rus. e) des­pre­zar men­sa­gens que cau­sem co­mo­ção.

3)

TOZZI. C. Col­cha de re­ta­lhos. Mo­sai­co fi­gu­ra­ti­vo. Es­ta­ção de Me­trô Sé. Dis­po­ní­vel em: www.

ar­te­fo­ra­do­mu­seu.com.br. Aces­so em: 8 mar. 2013. Col­cha de re­ta­lhos re­pre­sen­ta a es­sên­cia do mu­ral e con­vi­da o pú­bli­co a a) apre­ci­ar a es­té­ti­ca do co­ti­di­a­no. b) in­te­ra­gir com os ele­men­tos da com­po­si­ção. c) re­fle­tir so­bre ele­men­tos do in­cons­ci­en­te do ar­tis­ta. d) re­co­nhe­cer a es­té­ti­ca clás­si­ca das for­mas. e) con­tem­plar a obra por meio da mo­vi­men­ta­ção fí­si­ca.

4) PINHÃO sai ao mes­mo tem­po que BENONA en­tra.

BENONA: Eu­ri­co, Eu­do­ro Vi­cen­te es­tá lá fo­ra e qu­er fa­lar com vo­cê.

EURICÃO: Benona, mi­nha ir­mã, eu sei que ele es­tá lá fo­ra, mas não qu­e­ro fa­lar com ele.

BENONA: Mas Eu­ri­co, nós lhe de­ve­mos cer­tas aten­ções. EURICÃO: Vo­cê, que foi noi­va de­le. Eu, não! BENONA: Is­so são coi­sas pas­sa­das. EURICÃO: Pas­sa­das pa­ra vo­cê, mas o pre­juí­zo foi meu. Es­pe­ra­va que Eu­do­ro, com to­do aque­le di­nhei­ro, se tor­nas­se meu cu­nha­do. Era uma bo­ca a

me­nos e um pa­trimô­nio a mais. E o pes­te me traiu. Ago­ra, pa­re­ce que ou­viu di­zer que eu te­nho um te­sou­ro. E vem lou­co atrás de­le, se­den­to, ata­ca­do de ver­da­dei­ra hi­dro­fo­bia. Vi­ve fa­re­jan­do ou­ro, co­mo um ca­chor­ro da mo­lest'a, co­mo um uru­bu, atrás do san­gue dos ou­tros. Mas ele es­tá en­ga­na­do. San­to Antô­nio há de pro­te­ger mi­nha po­bre­za e mi­nha de­vo­ção. SUASSUNA, A. O san­to e a por­ca. Rio de Ja­nei­ro:

Jo­sé Olym­pio, 2013 (frag­men­to). Nes­se tex­to te­a­tral, o em­pre­go das ex­pres­sões “o pes­te” e “ca­chor­ro da mo­lest'a” con­tri­bui pa­ra a) mar­car a clas­se so­ci­al das per­so­na­gens. b) ca­rac­te­ri­zar usos lin­guís­ti­cos de uma re­gião. c) en­fa­ti­zar a re­la­ção fa­mi­li­ar en­tre as per­so­na­gens. d) si­na­li­zar a in­fluên­cia do gê­ne­ro nas es­co­lhas vo­ca­bu­la­res.

e) de­mons­trar o tom au­to­ri­tá­rio da fa­la de uma das per­so­na­gens.

5) So­ne­to VII On­de es­tou? Es­te sí­tio des­co­nhe­ço: Quem fez tão di­fe­ren­te aque­le pra­do? Tu­do ou­tra na­tu­re­za tem to­ma­do; E em con­tem­plá-lo tí­mi­do es­mo­re­ço. Uma fon­te aqui hou­ve; eu não me es­que­ço De es­tar a ela um dia re­cli­na­do: Ali em va­le um mon­te es­tá mu­da­do: Quan­to po­de dos anos o pro­gres­so! Ár­vo­res aqui vi tão flo­res­cen­tes, Que fa­zi­am per­pé­tua a pri­ma­ve­ra: Nem tron­cos ve­jo ago­ra de­ca­den­tes. Eu me en­ga­no: a re­gião es­ta não era; Mas que ve­nho a es­tra­nhar, se es­tão pre­sen­tes Meus ma­les, com que tu­do de­ge­ne­ra! COS­TA, C. M. Po­e­mas. Dis­po­ní­vel em: www. do­mi­ni­o­pu­bli­co.gov.br. Aces­so em: 7 jul. 2012. No so­ne­to de Cláu­dio Ma­nu­el da Cos­ta, a con­tem­pla­ção da pai­sa­gem per­mi­te ao eu lí­ri­co uma re­fle­xão em que trans­pa­re­ce uma a) an­gús­tia pro­vo­ca­da pe­la sen­sa­ção de so­li­dão. b) re­sig­na­ção di­an­te das mu­dan­ças do meio am­bi­en­te.

c) dú­vi­da exis­ten­ci­al em fa­ce do es­pa­ço des­co­nhe­ci­do.

d) in­ten­ção de re­cri­ar o pas­sa­do por meio da pai­sa­gem.

e) em­pa­tia en­tre os so­fri­men­tos do eu e a ago­nia da ter­ra.

6) O sen­so co­mum é que só os se­res hu­ma­nos são ca­pa­zes de rir. Is­so não é ver­da­de?

Não. O ri­so bá­si­co – o da brin­ca­dei­ra, da di­ver­são, da ex­pres­são fí­si­ca do ri­so, do mo­vi­men­to da fa­ce e da vo­ca­li­za­ção – nós com­par­ti­lha­mos com di­ver­sos ani­mais. Em ra­tos, já fo­ram ob­ser­va­das vo­ca­li­za­ções ul­tras­sô­ni­cas – que nós não so­mos ca­pa­zes de per­ce­ber – e que eles emi­tem qu­an­do es­tão brin­can­do de “ro­lar no chão”. Acon­te­cen­do de o ci­en­tis­ta pro­vo­car um da­no em um lo­cal es­pe­cí­fi­co no cé­re­bro, o ra­to dei­xa de fa­zer es­sa vo­ca­li­za­ção e a brin­ca­dei­ra vi­ra bri­ga sé­ria. Sem o ri­so, o ou­tro pen­sa que es­tá sen­do ata­ca­do. O que nos di­fe­ren­cia dos ani­mais é que não te­mos ape­nas es­se me­ca­nis­mo bá­si­co. Te­mos um ou­tro mais evo­luí­do. Os ani­mais têm o sen­so de brin­ca­dei­ra, co­mo nós, mas não têm sen­so de hu­mor. O cór­tex, a par­te su­per­fi­ci­al do cé­re­bro de­les, não é tão evo­luí­do co­mo o nos­so. Te­mos me­ca­nis­mos cor­ti­cais que nos per­mi­tem, por exem­plo, in­ter­pre­tar uma pi­a­da. Dis­po­ní­vel em: http://glo­bo­news.glo­bo.com. Aces­so

em: 31 maio 2012 (adap­ta­do). A co­e­são tex­tu­al é res­pon­sá­vel por es­ta­be­le­cer re­la­ções en­tre as par­tes do tex­to. Ana­li­san­do o tre­cho “Acon­te­cen­do de o ci­en­tis­ta pro­vo­car um da­no em um lo­cal es­pe­cí­fi­co no cé­re­bro”, ve­ri­fi­ca-se que ele es­ta­be­le­ce com a ora­ção se­guin­te uma re­la­ção de

a) fi­na­li­da­de, por­que os da­nos cau­sa­dos ao cé­re­bro têm por fi­na­li­da­de pro­vo­car a fal­ta de vo­ca­li­za­ção dos ra­tos.

b) opo­si­ção, vis­to que o da­no cau­sa­do em um lo­cal es­pe­cí­fi­co no cé­re­bro é con­trá­rio à vo­ca­li­za­ção dos ra­tos.

c) con­di­ção, pois é pre­ci­so que se te­nha le­são es­pe­cí­fi­ca no cé­re­bro pa­ra que não ha­ja vo­ca­li­za­ção dos ra­tos.

d) con­sequên­cia, uma vez que o mo­ti­vo de não ha­ver mais vo­ca­li­za­ção dos ra­tos é o da­no cau­sa­do no cé­re­bro.

e) pro­por­ção, já que a me­di­da que se le­si­o­na o cé­re­bro não é mais pos­sí­vel que ha­ja vo­ca­li­za­ção dos ra­tos.

7) Man­din­ga – Era a de­no­mi­na­ção que, no pe­río­do das gran­des na­ve­ga­ções, os por­tu­gue­ses da­vam à cos­ta oci­den­tal da Áfri­ca. A pa­la­vra se tor­nou sinô­ni­mo de fei­ti­ça­ria por­que os ex­plo­ra­do­res lu­si­ta­nos con­si­de­ra­vam bru­xos os afri­ca­nos que ali ha­bi­ta­vam – é que eles da­vam in­di­ca­ções so­bre a exis­tên­cia de ou­ro na re­gião. Em idi­o­ma na­ti­vo, man­ding de­sig­na­va ter­ra de fei­ti­cei­ros. A pa­la­vra aca­bou vi­ran­do sinô­ni­mo de fei­ti­ço, sor­ti­lé­gio. COTRIM, M. O pu­lo do ga­to 3. São Pau­lo: Ge­ra­ção

Edi­to­ri­al, 2009 (frag­men­to). No tex­to, evi­den­cia-se que a cons­tru­ção do sig­ni­fi­ca­do da pa­la­vra man­din­ga re­sul­ta de um(a) a) con­tex­to só­cio-his­tó­ri­co. b) di­ver­si­da­de ét­ni­ca. c) des­co­ber­ta ge­o­grá­fi­ca. d) apro­pri­a­ção re­li­gi­o­sa. e) con­tras­te cul­tu­ral.

8) TEX­TO I Nes­ta épo­ca do ano, em que com­prar com­pul­si­va­men­te é a prin­ci­pal pre­o­cu­pa­ção de boa par­te da po­pu­la­ção, é im­pres­cin­dí­vel re­fle­tir­mos so­bre a im­por­tân­cia da mí­dia na pro­pa­ga­ção de de­ter­mi­na­dos com­por­ta­men­tos que in­du­zem ao con­su­mis­mo exa­cer­ba­do. No clás­si­co li­vro O ca­pi­tal, Karl Marx apon­ta que no ca­pi­ta­lis­mo os bens ma­te­ri­ais, ao se­rem fe­ti­chi­za­dos, pas­sam a as­su­mir qua­li­da­des que vão além da me­ra ma­te­ri­a­li­da­de. As coi­sas são per­so­ni­fi­ca­das e as pes­so­as são coi­si­fi­ca­das. Em ou­tros ter­mos, um au­to­mó­vel de lu­xo, uma man­são em um bair­ro no­bre ou a os­ten­ta­ção de ob­je­tos de de­ter­mi­na­das mar­cas fa­mo­sas são al­guns dos fa­to­res que con­fe­rem mai­or va­lo­ri­za­ção e vi­si­bi­li­da­de so­ci­al a um in­di­ví­duo.

LA­DEI­RA, F. F. Re­fle­xo­es so­bre o con­su­mis­mo. Dis­po­ní­vel em: http://ob­ser­va­to­ri­o­daim­pren­sa.com.br.

Aces­so em: 18 jan. 2015.

TEX­TO II To­dos os di­as, em al­gum ní­vel, o con­su­mo atin­ge nos­sa vi­da, mo­di­fi­ca nos­sas re­la­ções, ge­ra e re­ge sen­ti­men­tos, en­gen­dra fan­ta­si­as, aci­o­na com­por­ta­men­tos, faz so­frer, faz go­zar. Às ve­zes cons­tran­gen­do-nos em nos­sas ações no mun­do, hu­mi­lhan­do e apri­si­o­nan­do, às ve­zes am­pli­an­do nos­sa ima­gi­na­ção e nos­sa ca­pa­ci­da­de de de­se­jar, con­su­mi­mos e so­mos con­su­mi­dos. Nu­ma épo­ca to­da co­di­fi­ca­da co­mo a nos­sa, o có­di­go da al­ma (o có­di­go do ser) vi­rou có- di­go do con­su­mi­dor! Fas­cí­nio pe­lo con­su­mo, fas­cí­nio do con­su­mo. Fe­li­ci­da­de, lu­xo, be­mes­tar, boa for­ma, la­zer, ele­va­ção es­pi­ri­tu­al, saú­de, tu­ris­mo, se­xo, fa­mí­lia e cor­po são ho­je re­féns da en­gre­na­gem do con­su­mo.

BARCELLOS, G. A al­ma do con­su­mo. Dis­po­ní­vel em: www.di­plo­ma­ti­que.org.br. Aces­so em:

18 jan. 2015. Es­ses tex­tos pro­põem uma re­fle­xão crí­ti­ca so­bre o con­su­mis­mo. Am­bos par­tem do pon­to de vis­ta de que es­se há­bi­to a) des­per­ta o de­se­jo de as­cen­são so­ci­al. b) pro­vo­ca mu­dan­ças nos va­lo­res so­ci­ais. c) ad­vém de ne­ces­si­da­des sus­ci­ta­das pe­la pu­bli­ci­da­de.

d) de­ri­va da ine­ren­te bus­ca por fe­li­ci­da­de pe­lo ser hu­ma­no.

e) re­sul­ta de um ape­lo do mer­ca­do em de­ter­mi­na­das da­tas.

9) Quem pro­cu­ra a es­sên­cia de um con­to no es­pa­ço que fi­ca en­tre a obra e seu au­tor co­me­te um er­ro: é mui­to me­lhor pro­cu­rar não no ter­re­no que fi­ca en­tre o es­cri­tor e sua obra, mas jus­ta­men­te no ter­re­no que fi­ca en­tre o tex­to e seu lei­tor. OZ, A. De amor e tre­vas. São Pau­lo: Cia. das

Le­tras. 2005 (frag­men­to). A pro­gres­são te­má­ti­ca de um tex­to po­de ser es­tru­tu­ra­da por meio de di­fe­ren­tes re­cur­sos co­e­si­vos, en­tre os quais se des­ta­ca a pontuação. Nes­se tex­to, o em­pre­go dos dois pon­tos ca­rac­te­ri­za uma ope­ra­ção tex­tu­al re­a­li­za­da com a fi­na­li­da­de de a) com­pa­rar ele­men­tos opos­tos. b) re­la­ci­o­nar in­for­ma­ções gra­da­ti­vas. c) in­ten­si­fi­car um pro­ble­ma con­cei­tu­al. d) in­tro­du­zir um ar­gu­men­to es­cla­re­ce­dor. e) as­si­na­lar uma con­sequên­cia hi­po­té­ti­ca.

10)

Na­ti­o­nal Ge­o­graphic Bra­sil, n. 151, out. 2012

(adap­ta­do). Nes­sa cam­pa­nha pu­bli­ci­tá­ria, pa­ra es­ti­mu­lar a eco­no­mia de água, o lei­tor é in­ci­ta­do a a) ado­tar prá­ti­cas de con­su­mo cons­ci­en­te. b) al­te­rar há­bi­tos de hi­gi­e­ni­za­ção pes­so­al e re­si­den­ci­al.

c) con­tra­por-se a for­mas in­di­re­tas de ex­por­ta­ção de água.

d) op­tar por ves­tuá­rio pro­du­zi­do com ma­té­ri­a­pri­ma re­ci­clá­vel.

e) cons­ci­en­ti­zar pro­du­to­res ru­rais so­bre os cus­tos de pro­du­ção.

11) Até que pon­to re­pli­car con­teú­do e cri­me? “A in­ter­net e a pi­ra­ta­ria são in­se­pa­rá­veis”, diz o di­re­tor do ins­ti­tu­to de pes­qui­sas ame­ri­ca­no So­ci­al Sci­en­ce Re­se­ar­ch Coun­cil. “Há uma in­fra­es­tru­tu­ra pe­que­na pa­ra con­tro­lar quem é o do­no dos ar­qui­vos que cir­cu­lam na re­de. Is­so aca­bou com o con­tro­le so­bre a pro­pri­e­da­de e tem si­do des­cri­to co­mo pi­ra­ta­ria, mas é ine­ren­te à tec­no­lo­gia”, afir­ma o di­re­tor. O ato de dis­tri­buir có­pi­as de um tra­ba­lho sem a au­to­ri­za­ção dos seus pro­du­to­res po­de, sim, ser con­si­de­ra­do cri­me, mas nem sem­pre es­sa dis­tri­bui­ção gra­tui­ta le­sa os do­nos dos di­rei­tos au­to­rais. Pe­lo con­trá­rio. Ve­ja o ca­so do li­vro O al­qui­mis­ta, do es­cri­tor Pau­lo Co­e­lho. Após pu­bli­car, pa­ra down­lo­ad gratuito, uma ver­são tra­du­zi­da da obra em seu blog, Co­e­lho viu as ven­das do li­vro em pa­pel ex­plo­di­rem. BARRETO, J.; MORAES, M, A in­ter­net exis­te sem

pi­ra­ta­ria? Ve­ja, n. 2 303, 13 fev. 2013 (adap­ta­do). De acor­do com o tex­to, o im­pac­to cau­sa­do pe­la in­ter­net pro­pi­cia a a) ba­na­li­za­ção da pi­ra­ta­ria na re­de. b) ado­ção de me­di­das fa­vo­rá­veis aos edi­to­res. c) im­ple­men­ta­ção de leis con­tra cri­mes ele­trô­ni­cos.

d) re­a­va­li­a­ção do con­cei­to de pro­pri­e­da­de in­te­lec­tu­al.

e) am­pli­a­ção do aces­so a obras de au­to­res re­co­nhe­ci­dos.

12) Em ca­sa, Hi­deo ain­da po­dia se­guir fi­el ao im­pe­ra­dor ja­po­nês e às tra­di­ções que trou­xe­ra no na­vio que apor­ta­ra em San­tos. [...] Por is­so Hi­deo exi­gia que, aos do­min­gos, to­dos es­ti­ves­sem jun­tos du­ran­te o al­mo­ço. Ele se sen­ta­va à ca­be­cei­ra da me­sa; à di­rei­ta fi­ca­va Ha­nashi­ro, que era o pri­mei­ro fi­lho, e Hi­toshi, o se­gun­do, e à es­quer­da, Ha­ruo, de­pois Hi­roshi, que era o mais no­vo. [...] A es­po­sa, que tam­bém era mãe, e as fi­lhas, que tam­bém eram ir­mãs, aguar­da­vam de pé ao re­dor da me­sa [...]. Ha­ruo re­cla­ma­va, não se can­sa­va de re­cla­mar: que se sen­tas­sem tam­bém as mu­lhe­res à me­sa, que era um ab­sur­do aque­le cos­tu­me. Qu­an­do se ca­sas­se, se sen­ta­ri­am à me­sa a es­po­sa e o ma­ri­do, um em fren­te ao ou­tro, por­que não era o ho­mem me­lhor que a mu­lher pa­ra ser o pri­mei­ro [...]. Elas se­gui­am de pé, a mãe um pou­co can­sa­da dos pro­tes­tos do fi­lho, pois o mo­men­to do al­mo­ço era sa­gra­do, não era ho­ra de le­van­tar ban­dei­ras inú­teis [...]. NAKASATO, O. Nihon­jin. São Pau­lo: Ben­vi­rá, 2011

(frag­men­to). Re­fe­rin­do-se a prá­ti­cas cul­tu­rais de ori­gem nipô­ni­ca, o nar­ra­dor re­gis­tra as re­a­ções que elas pro­vo­cam na fa­mí­lia e mos­tra um con­tex­to em que

a) a obe­di­ên­cia ao im­pe­ra­dor le­va ao pres­tí­gio pes­so­al.

b) as no­vas ge­ra­ções aban­do­nam seus an­ti­gos há­bi­tos.

c) a re­fei­ção é o que de­ter­mi­na a agre­ga­ção fa­mi­li­ar.

d) os con­fli­tos de gê­ne­ro ten­dem a ser neu­tra­li­za­dos.

e) o lu­gar à me­sa me­ta­fo­ri­za uma es­tru­tu­ra de po­der.

13) Cen­tro das aten­ções em um pla­ne­ta ca­da vez mais in­ter­co­nec­ta­do, a Flo­res­ta Amazô­ni­ca ex­põe inú­me­ros di­le­mas. Um dos mais can­den­tes diz res­pei­to à ma­dei­ra e sua ex­plo­ra­ção econô­mi­ca, uma sa­ga que en­vol­ve os mui­tos de­sa­fi­os pa­ra a con­ser­va­ção dos re­cur­sos na­tu­rais às ge­ra­ções fu­tu­ras.

Com o olhar jor­na­lís­ti­co, crí­ti­co e ao mes­mo tem­po di­dá­ti­co, aden­tra­mos a Amazô­nia em bus­ca de his­tó­ri­as e su­ti­le­zas que os da­dos nem sem­pre re­ve­lam. La­pi­da­mos es­ta­tís­ti­cas e es­tu­dos ci­en­tí­fi­cos pa­ra cons­truir uma sín­te­se útil a quem di­re­ci­o­na es­for­ços pa­ra con­ser­var a flo­res­ta, se­ja no se­tor pú­bli­co, se­ja no se­tor pri­va­do, se­ja na so­ci­e­da­de ci­vil.

Gui­a­da co­mo uma re­por­ta­gem, ri­ca em in­for­ma­ções ilus­tra­das, a obra Ma­dei­ra de pon­ta a pon­ta re­ve­la a di­ver­si­da­de de frau­des na ca­deia de pro­du­ção, trans­por­te e co­mer­ci­a­li­za­ção da ma­dei­ra, bem co­mo as ini­ci­a­ti­vas de bo­as prá­ti­cas que se dis­se­mi­nam e tra­zem es­pe­ran­ça ru­mo a um mo­de­lo de con­vi­vên­cia en­tre de­sen­vol­vi­men­to e ma­nu­ten­ção da flo­res­ta.

VLLLELA. M.; SPINK, P. In: ADEODATO, S. et al, Ma­dei­ra de pon­ta a pon­ta: o ca­mi­nho des­de a flo­res­ta até

o con­su­mo. São Pau­lo: FGV RAE, 2011 (adap­ta­do). A fim de al­can­çar seus ob­je­ti­vos co­mu­ni­ca­ti­vos, os au­to­res es­cre­ve­ram es­se tex­to pa­ra

a) apre­sen­tar in­for­ma­ções e co­men­tá­ri­os so­bre o li­vro.

b) no­ti­ci­ar as des­co­ber­tas ci­en­tí­fi­cas oriun­das da pes­qui­sa.

c) de­fen­der as prá­ti­cas sus­ten­tá­veis de ma­ne­jo da ma­dei­ra.

d) en­si­nar for­mas de com­ba­te à ex­plo­ra­ção ile­gal de ma­dei­ra.

e) de­mons­trar a im­por­tân­cia de par­ce­ri­as pa­ra a re­a­li­za­ção da pes­qui­sa.

Nes­se tex­to, a com­bi­na­ção de ele­men­tos ver­bais e não ver­bais con­fi­gu­ra-se co­mo es­tra­té­gia ar­gu­men­ta­ti­va pa­ra

a) ma­ni­fes­tar a pre­o­cu­pa­ção do go­ver­no com a se­gu­ran­ça dos pe­des­tres.

b) as­so­ci­ar a uti­li­za­ção do ce­lu­lar às ocor­rên­ci­as de atro­pe­la­men­to de cri­an­ças.

c) ori­en­tar pe­des­tres e mo­to­ris­tas quan­to à uti­li­za­ção res­pon­sá­vel do te­le­fo­ne mó­vel.

d) in­flu­en­ci­ar o com­por­ta­men­to de mo­to­ris­tas em re­la­ção ao uso de ce­lu­lar no trân­si­to.

e) aler­tar a po­pu­la­ção pa­ra os ris­cos da fal­ta de aten­ção no trân­si­to das gran­des ci­da­des.

15) Pé­ro­las ab­so­lu­tas Há, no seio de uma os­tra, um mo­vi­men­to – ain­da que im­per­cep­tí­vel. Qual­quer coi­sa imis­cuiu-se pe­la fis­su­ra, uma par­tí­cu­la qual­quer, di­mi­nu­ta e in­vi­sí­vel. Ven­ceu as pa­re­des la­cra­das, que se fe­cham co­mo a bo­ca que tem me­do de dei­xar es­ca­par um se­gre­do. Ven­ceu. E ago­ra pe­ne­tra o nú­cleo da os­tra, con­ta­mi­nan­do-lhe a pró­pria subs­tân­cia. A os­tra re­a­ge, ime­di­a­ta­men­te. E co­me­ça a se­cre­tar o ná­car. É um me­ca­nis­mo de de­fe­sa, uma ten­ta­ti­va de pu­ri­fi­ca­ção con­tra a par­tí­cu­la in­va­so­ra. Com uma pa­ci­ên­cia de fun­do de mar, a os­tra pro­fa­na­da con­ti­nua seu tra­ba­lho in­can­sá­vel, se­cre­tan­do por anos a fio o ná­car que aos pou­cos se vai so­li­di­fi­can­do. É des­sa so­li­di­fi­ca­ção que nas­cem as pé­ro­las.

As pé­ro­las são, as­sim, o re­sul­ta­do de uma con­ta­mi­na­ção. A ar­te por ve­zes tam­bém. A ar­te é qua­se sem­pre a trans­for­ma­ção da dor. [...] Es­cre­ver é pre­ci­so. É pre­ci­so con­ti­nu­ar se­cre­tan­do o ná­car, for­mar a pé­ro­la que tal­vez se­ja im­per­fei­ta, que tal­vez ja­mais se­ja en­con­tra­da e vi­va pa­ra sem­pre en­cer­ra­da no fun­do do mar. Tal­vez es­tas, as pé­ro­las es­que­ci­das, ja­mais acha­das, as pé­ro­las in­to­ca­das e por is­so ab­so­lu­tas em si mes­mas, guar­dem em si uma par­ce­la fais­can­te da eter­ni­da­de. SEI­XAS, H. Uma ilha cha­ma­da li­vro. Rio de Ja­nei­ro:

Re­cord, 2009 (frag­men­to). Con­si­de­ran­do os as­pec­tos es­té­ti­cos e se­mân­ti­cos pre­sen­tes no tex­to, a ima­gem da pé­ro­la con­fi­gu­ra uma per­cep­ção que

a) re­for­ça o va­lor do so­fri­men­to e do es­que­ci­men­to pa­ra o pro­ces­so cri­a­ti­vo.

b) ilus­tra o con­fli­to en­tre a pro­cu­ra do no­vo e a re­jei­ção ao ele­men­to exó­ti­co.

c) con­ce­be a cri­a­ção li­te­rá­ria co­mo tra­ba­lho pro­gres­si­vo e de au­to­co­nhe­ci­men­to.

d) ex­pres­sa a ideia de ati­vi­da­de poé­ti­ca co­mo ex­pe­ri­ên­cia anô­ni­ma e in­vo­lun­tá­ria.

e) des­ta­ca o efei­to in­tros­pec­ti­vo ge­ra­do pe­lo con­ta­to com o inu­si­ta­do e com o des­co­nhe­ci­do.

16) Qu­e­ri­do diá­rio Ho­je to­pei com al­guns co­nhe­ci­dos meus Me dão bom-dia, chei­os de ca­ri­nho Di­zem pa­ra eu ter mui­ta luz, fi­car com Deus Eles têm pe­na de eu vi­ver so­zi­nho [...] Ho­je o ini­mi­go veio me es­prei­tar Ar­mou to­caia lá na cur­va do rio Trou­xe um por­re­te a mó de me que­brar Mas eu não que­bro por­que sou ma­cio, viu HO­LAN­DA, C. B. Chi­co. Rio de Ja­nei­ro: Bis­coi­to

Fi­no, 2013 (frag­men­to). Uma ca­rac­te­rís­ti­ca do gê­ne­ro diá­rio que apa­re­ce na le­tra da can­ção de Chi­co Bu­ar­que é o(a) a) diá­lo­go com in­ter­lo­cu­to­res pró­xi­mos. b) re­cor­rên­cia de ver­bos no in­fi­ni­ti­vo. c) pre­do­mi­nân­cia de tom poé­ti­co. d) uso de ri­mas na com­po­si­ção. e) nar­ra­ti­va au­tor­re­fle­xi­va.

17) Ga­li­nha ce­ga O do­no cor­reu atrás de sua bran­qui­nha, agar­rou-a, lhe exa­mi­nou os olhos. Es­ta­vam di­rei­ti­nhos, gra­ças a Deus, e mui­to pre­tos. Sol­tou-a no ter­rei­ro e lhe ati­rou mais mi­lho. A ga­li­nha con­ti­nu­ou a bi­car o chão de­so­ri­en­ta­da. Ati­rou ain­da mais, com pa­ci­ên­cia, até que ela se far­tas­se. Mas não con­se­guiu com o gas­to de mi­lho, de que as ou­tras se apro­vei­ta­ram, ati­nar com a ori­gem da­que­la de­so­ri­en­ta­ção. Que é que se­ria aqui­lo, meu Deus do céu? Se fos­se efei­to de uma pe­dra­da na ca­be­ça e se sou­bes­se quem ha­via man­da­do a pe­dra, al­gum mo­le­que da vi­zi­nhan­ça, aí... Nem por som­bra ima­gi­nou que era a ce­guei­ra ir­re­me­diá­vel que prin­ci­pi­a­va.

Tam­bém a ga­li­nha, coi­ta­da, não com­pre­en­dia na­da, ab­so­lu­ta­men­te na­da da­qui­lo. Por que não vi- nham mais os di­as lu­mi­no­sos em que pro­cu­ra­va a som­bra das pi­tan­guei­ras? Sen­tia ain­da o ca­lor do sol, mas tu­do qua­se sem­pre tão es­cu­ro. Qua­se que já não sa­bia on­de é que es­ta­va a luz, on­de é que es­ta­va a som­bra. GUIMARAENS, J. A. Con­tos e no­ve­las. Rio de

Ja­nei­ro: Ima­go, 1976 (frag­men­to). Ao apre­sen­tar uma ce­na em que um me­ni­no ati­ra mi­lho às ga­li­nhas e ob­ser­va com aten­ção uma de­las, o nar­ra­dor ex­plo­ra um re­cur­so que con­duz a uma ex­pres­si­vi­da­de fun­da­men­ta­da na

a) cap­tu­ra de ele­men­tos da vi­da ru­ral, de fei­ções pe­cu­li­a­res.

b) ca­rac­te­ri­za­ção de um quin­tal de sí­tio, es­pa­ço de des­co­ber­tas.

c) con­fu­são in­ten­ci­o­nal da mar­ca­ção do tem­po, cen­tra­do na in­fân­cia.

d) apro­pri­a­ção de di­fe­ren­tes pon­tos de vis­ta, in­cor­po­ra­dos afe­ti­va­men­te.

e) frag­men­ta­ção do con­fli­to ge­ra­dor, dis­ten­di­do co­mo apoio à emo­ti­vi­da­de.

18) O no­me do in­se­to pi­ri­lam­po (va­ga-lu­me) tem uma in­te­res­san­te cer­ti­dão de nas­ci­men­to. De re­pen­te, no fim do sé­cu­lo XVII, os po­e­tas de Lis­boa re­pa­ra­ram que não po­di­am can­tar o in­se­to lu­mi­no­so, ape­sar de ele ser um ma­nan­ci­al de me­tá­fo­ras, pois pos­suía um no­me “in­de­co­ro­so” que não po­dia ser “usa­do em pa­péis sé­ri­os”: ca­ga-lu­me. Foi en­tão que o di­ci­o­na­ris­ta Rapha­el Blu­te­au in­ven­tou a no­va pa­la­vra, pi­ri­lam­po, a par­tir do gre­go pyr, sig­ni­fi­can­do `fo­go', e lam­pas, “can­deia”.

FER­REI­RA, M. B. Ca­mi­nhos do por­tu­guês; ex­po­si­ção co­me­mo­ra­ti­va do Ano Eu­ro­peu das Lín­guas.

Por­tu­gal: Bi­bli­o­te­ca Na­ci­o­nal, 2001 (adap­ta­do). O tex­to des­cre­ve a mu­dan­ça ocor­ri­da na no­me­a­ção do in­se­to, por ques­tões de ta­bu lin­guís­ti­co. Es­se ta­bu diz res­pei­to à a) re­cu­pe­ra­ção his­tó­ri­ca do sig­ni­fi­ca­do. b) am­pli­a­ção do sen­ti­do de uma pa­la­vra. c) pro­du­ção im­pró­pria de po­e­tas por­tu­gue­ses. d) de­no­mi­na­ção ci­en­tí­fi­ca com ba­se em ter­mos gre­gos.

e) res­tri­ção ao uso de um vo­cá­bu­lo pou­co acei­to so­ci­al­men­te.

19) Vo­cê po­de não acre­di­tar Vo­cê po­de não acre­di­tar: mas hou­ve um tem­po em que os lei­tei­ros dei­xa­vam as gar­ra­fi­nhas de lei­te do la­do de fo­ra das ca­sas, se­ja ao pé da por­ta, se­ja na ja­ne­la.

A gen­te ia de uni­for­me azul e bran­co pa­ra o gru­po, de ma­nhã­zi­nha, pas­sa­va pe­las ca­sas e não ocor­ria que al­guém pu­des­se rou­bar aqui­lo.

Vo­cê po­de não acre­di­tar: mas hou­ve um tem­po em que os pa­dei­ros dei­xa­vam o pão na so­lei­ra da por­ta ou na ja­ne­la que da­va pa­ra a rua. A gen­te pas­sa­va e via aqui­lo co­mo uma coi­sa nor­mal.

Vo­cê po­de não acre­di­tar: mas hou­ve um tem­po em que vo­cê saía à noi­te pa­ra na­mo­rar e vol­ta­va an­dan­do pe­las ru­as da ci­da­de, ca­mi­nhan­do dis­pli­cen­te­men­te, sen­tin­do chei­ro de jas­mim e de ale­crim, sem olhar pa­ra trás, sem te­mer as som­bras.

Vo­cê po­de não acre­di­tar: hou­ve um tem­po em que as pes­so­as se vi­si­ta­vam ai­ro­sa­men­te. Che­ga­vam no meio da tar­de ou à noi­te, con­ta­vam ca­sos, to­ma­vam ca­fé, fa­la­vam da saú­de, tri­co­ta­vam so­bre a vi­da alheia e vol­ta­vam de bon­de às su­as ca­sas.

Vo­cê po­de não acre­di­tar: mas hou­ve um tem­po em que o na­mo­ra­do pri­mei­ro fi­ca­va an­dan­do com a mo­ça nu­ma rua per­to da ca­sa de­la, de­pois pas­sa­va a na­mo­rar no por­tão, de­pois ti­nha in­gres­so na sa­la da fa­mí­lia. Era si­nal de que já es­ta­va pra­ti­ca­men­te noi­vo e se­gu­ro. Hou­ve um tem­po em que ha­via tem­po. Hou­ve um tem­po. SANTANNA, A. R. Es­ta­do de Mi­nas, 5 maio 2013

(frag­men­to). Nes­sa crô­ni­ca, a re­pe­ti­ção do tre­cho “Vo­cê po­de não acre­di­tar: mas hou­ve um tem­po em que...” con­fi­gu­ra-se co­mo uma es­tra­té­gia ar­gu­men­ta­ti­va que vi­sa

a) sur­pre­en­dem lei­tor com a des­cri­ção do que as pes­so­as fa­zi­am du­ran­te o seu tem­po li­vre an­ti­ga­men­te.

b) sen­si­bi­li­zar o lei­tor so­bre o mo­do co­mo as pes­so­as se re­la­ci­o­na­vam en­tre si num tem­po mais apra­zí­vel.

c) ad­ver­tir o lei­tor mais jo­vem so­bre o mau uso que se faz do tem­po nos di­as atu­ais.

d) in­cen­ti­var o lei­tor a or­ga­ni­zar me­lhor o seu tem­po sem dei­xar de ser nos­tál­gi­co.

e) con­ven­cer o lei­tor so­bre a ve­ra­ci­da­de de fa­tos re­la­ti­vos à vi­da no pas­sa­do.

20) O li­vro A fór­mu­la se­cre­ta con­ta a his­tó­ria de um epi­só­dio fun­da­men­tal pa­ra o nas­ci­men­to da ma­te­má­ti­ca mo­der­na e re­tra­ta uma das dis­pu­tas mais vi­ru­len­tas da ci­ên­cia re­nas­cen­tis­ta. Fór­mu­las mis­te­ri­o­sas, du­e­los pú­bli­cos, trai­ções, ge­ni­a­li­da­de, am­bi­ção – e ma­te­má­ti­ca! Es­se é o ins­ti­gan­te uni­ver­so apre­sen­ta­do no li­vro, que res­ga­ta a his­tó­ria dos ita­li­a­nos Tar­ta­glia e Car­da­no e da fór­mu­la re­vo­lu­ci­o­ná­ria pa­ra re­so­lu­ção de equa­ções de ter­cei­ro grau. A obra re­cons­ti­tui um epi­só­dio po­lê­mi­co que mar­ca, pa­ra mui­tos, o iní­cio do pe­río­do mo­der­no da ma­te­má­ti­ca.

Em úl­ti­ma ana­li­se, A fór­mu­la se­cre­ta apresenta-se co­mo uma óti­ma op­ção pa­ra co­nhe­cer um pou­co mais so­bre a his­tó­ria da ma­te­má­ti­ca e acom­pa­nhar um dos de­ba­tes ci­en­tí­fi­cos mais in­fla­ma­dos do sé­cu­lo XVI no cam­po. Mais do que is­so, é uma obra de fá­cil lei­tu­ra e uma boa mos­tra de que é pos­sí­vel abor­dar te­mas co­mo ál­ge­bra de for­ma in­te­res­san­te, in­te­li­gen­te e aces­sí­vel ao gran­de pú­bli­co.

GAR­CIA, M. Du­e­los, se­gre­dos e ma­te­ma­ti­ca. Dis­po­ní­vel em: http://ci­en­ci­aho­jeu­ol.com.br. Aces­so

em: 6 out. 2015 (adap­ta­do). Na cons­tru­ção tex­tu­al, o au­tor re­a­li­za es­co­lhas pa­ra cum­prir de­ter­mi­na­dos ob­je­ti­vos. Nes­se sen­ti­do, a fun­ção so­ci­al des­se tex­to é

a) in­ter­pre­tar a obra a par­tir dos acon­te­ci­men­tos da nar­ra­ti­va.

b) apre­sen­tar o re­su­mo do con­teú­do da obra de mo­do im­pes­so­al.

c) fa­zer a apre­ci­a­ção de uma obra a par­tir de uma sín­te­se crí­ti­ca.

d) in­for­mar o lei­tor so­bre a ve­ra­ci­da­de dos fa­tos des­cri­tos na obra.

e) clas­si­fi­car a obra co­mo uma re­fe­rên­cia pa­ra es­tu­di­o­sos da ma­te­má­ti­ca.

21) An­ti­o­de

Po­e­sia, não se­rá es­se

o sen­ti­do em que

ain­da te es­cre­vo:

flor! (Te es­cre­vo:

flor! Não uma

flor, nem aque­la

flor-vir­tu­de – em

dis­far­ça­dos uri­nóis).

Flor é a pa­la­vra

flor; ver­so ins­cri­to

no ver­so, co­mo as

ma­nhãs no tem­po.

Flor é o sal­to

da ave pa­ra o voo:

o sal­to fo­ra do so­no

qu­an­do seu te­ci­do

se rom­pe; é uma ex­plo­são

pos­ta a fun­ci­o­nar,

co­mo uma má­qui­na,

uma jar­ra de flo­res.

ME­LO NETO, J. C. Psi­co­lo­gia da com­po­si­ção. Rio

de Ja­nei­ro: No­va Fron­tei­ra, 1997 (frag­men­to).

A po­e­sia é mar­ca­da pe­la re­cri­a­ção do ob­je­to por meio da lin­gua­gem, sem ne­ces­sa­ri­a­men­te ex­pli­cá-lo. Nes­se frag­men­to de João Ca­bral de Me­lo Neto, po­e­ta da ge­ra­ção de 1945, o su­jei­to lí­ri­co pro­põe a re­cri­a­ção poé­ti­ca de

a) uma pa­la­vra, a par­tir de ima­gens com as quais ela po­de ser com­pa­ra­da, a fim de as­su­mir no­vos sig­ni­fi­ca­dos.

b) um uri­nol, em re­fe­rên­cia às ar­tes vi­su­ais li­ga­das às van­guar­das do iní­cio do sé­cu­lo XX.

c) uma ave, que com­põe, com seus mo­vi­men­tos, uma ima­gem his­to­ri­ca­men­te li­ga­da à pa­la­vra poé­ti­ca.

d) uma má­qui­na, le­van­do em con­si­de­ra­ção a re­le­vân­cia do dis­cur­so téc­ni­co-ci­en­tí­fi­co pós-re­vo­lu­ção Industrial.

e) um te­ci­do, vis­to que sua com­po­si­ção de­pen­de de ele­men­tos in­trín­se­cos ao eu lí­ri­co.

22) Qual é a se­gu­ran­ça do san­gue? Pa­ra que o san­gue es­te­ja dis­po­ní­vel pa­ra aque­les que ne­ces­si­tam, os in­di­ví­du­os sau­dá­veis de­vem cri­ar o há­bi­to de do­ar san­gue e en­co­ra­jar ami­gos e fa­mi­li­a­res sau­dá­veis a pra­ti­ca­rem o mes­mo ato.

A prá­ti­ca de se­le­ci­o­nar cri­te­ri­o­sa­men­te os do­a­do­res, bem co­mo as rí­gi­das nor­mas apli­ca­das pa­ra tes­tar, trans­por­tar, es­to­car e trans­fun­dir o san­gue do­a­do fi­ze­ram de­le um pro­du­to mui­to mais se­gu­ro do que já foi an­te­ri­or­men­te.

Ape­nas pes­so­as sau­dá­veis e que não se­jam de ris- co pa­ra ad­qui­rir do­en­ças in­fec­ci­o­sas trans­mis­sí­veis pe­lo san­gue, co­mo he­pa­ti­tes B e C, HIV, sí­fi­lis e Cha­gas, po­dem do­ar san­gue.

Se vo­cê acha que sua saú­de ou com­por­ta­men­to po­de co­lo­car em ris­co a vi­da de quem for re­ce­ber seu san­gue, ou tem a re­al in­ten­ção de ape­nas re­a­li­zar o tes­te pa­ra o ví­rus HIV, NÃO DOE SAN­GUE.

Cum­pre des­ta­car que ape­sar de o san­gue do­a­do ser tes­ta­do pa­ra as do­en­ças trans­mis­sí­veis co­nhe­ci­das no mo­men­to, exis­te um pe­río­do cha­ma­do de ja­ne­la imu­no­ló­gi­ca em que um do­a­dor con­ta­mi­na­do por um de­ter­mi­na­do ví­rus po­de trans­mi­tir a do­en­ça atra­vés do seu san­gue.

Da sua ho­nes­ti­da­de de­pen­de a vi­da de quem vai re­ce­ber seu san­gue. Dis­po­ní­vel em: www.pro­san­gue.

sp.gov.br. Aces­so em: 24 abr. 2015 (adap­ta­do). Nes­sa cam­pa­nha, as in­for­ma­ções apre­sen­ta­das têm co­mo ob­je­ti­vo prin­ci­pal

a) cons­ci­en­ti­zar o do­a­dor de sua cor­res­pon­sa­bi­li­da­de pe­la qua­li­da­de do san­gue.

b) ga­ran­tir a se­gu­ran­ça de pes­so­as de gru­pos de ris­co du­ran­te a do­a­ção de san­gue.

c) es­cla­re­cer o pú­bli­co so­bre a se­gu­ran­ça do pro­ces­so de cap­ta­ção do san­gue.

d) aler­tar os do­a­do­res so­bre as di­fi­cul­da­des en­fren­ta­das na co­le­ta de san­gue.

e) am­pli­ar o nú­me­ro de do­a­do­res pa­ra man­ter o ban­co de san­gue.

23) TEX­TO I En­tre­vis­ta­do­ra – eu vou con­ver­sar aqui com a pro­fes­so­ra A. D. ... o por­tu­guês en­tão não é uma lín­gua di­fí­cil?

Pro­fes­so­ra – olha se vo­cê par­te do prin­cí­pio... que a lín­gua por­tu­gue­sa não e só re­gras gra­ma­ti­cais... não se vo­cê se apai­xo­na pe­la lín­gua que vo­cê... já do­mi­na que vo­cê já fa­la ao che­gar na es­co­la se o teu pro­fes­sor ca­ti­va vo­cê a ler obras da li­te­ra­tu­ra. ... obras da/dos mei­os de co­mu­ni­ca­ção... se vo­cê tem aces­so a re­vis­tas... é... a li­vros di­dá­ti­cos... a... li­vros de li­te­ra­tu­ra o mais for­mal o e/o di­fí­cil é por­que a es­co­la trans­for­ma co­mo eu já dis­se as au­las de lín­gua por­tu­gue­sa em aná­li­ses gra­ma­ti­cais. TEX­TO II En­tre­vis­ta­do­ra – Vou con­ver­sar com a pro­fes­so­ra A. D. O por­tu­guês e uma lín­gua di­fí­cil?

Pro­fes­so­ra – Não, se vo­cê par­te do prin­cí­pio que

a lín­gua por­tu­gue­sa não é só re­gras gra­ma­ti­cais. Ao che­gar à es­co­la, o alu­no já do­mi­na e fa­la a lín­gua. Se o pro­fes­sor mo­ti­vá-lo a ler obras li­te­rá­ri­as, e se tem aces­so a re­vis­tas, a li­vros di­dá­ti­cos, vo­cê se apai­xo­na pe­la lín­gua. O que tor­na di­fí­cil é que a es­co­la trans­for­ma as au­las de lín­gua por­tu­gue­sa em aná­li­ses gra­ma­ti­cais.

MARCUSCHI, L. A. Da fa­la pa­ra a es­cri­ta: ati­vi­da­des de re­tex­tu­a­li­za­ção. São Pau­lo: Cor­tez, 2001

(adap­ta­do). O Tex­to I é a trans­cri­ção de uma en­tre­vis­ta con­ce­di­da por uma pro­fes­so­ra de por­tu­guês a um pro­gra­ma de rá­dio. O Tex­to II é a adap­ta­ção des­sa en­tre­vis­ta pa­ra a mo­da­li­da­de es­cri­ta. Em co­mum, es­ses tex­tos

a) apre­sen­tam ocor­rên­ci­as de he­si­ta­ções e re­for­mu­la­ções.

b) são mo­de­los de em­pre­go de re­gras gra­ma­ti­cais.

c) são exem­plos de uso não pla­ne­ja­do da lín­gua. d) apre­sen­tam mar­cas da lin­gua­gem li­te­rá­ria. e) são amos­tras do por­tu­guês cul­to ur­ba­no.

24) De do­min­go

– Ou­tros­sim. ..

– O quê?

– O que o quê?

– O que vo­cê dis­se.

– Ou­tros­sim?

– E.

– O que é que tem?

– Na­da. Só achei en­gra­ça­do.

– Não ve­jo a gra­ça.

– Vo­cê vai con­cor­dar que não é uma pa­la­vra

de to­dos

os di­as.

– Ah, não é. Aliás, eu só uso do­min­go.

– Se bem que pa­re­ce mais uma pa­la­vra de se-

gun­da­fei­ra.

– Não. Pa­la­vra de se­gun­da-fei­ra é “óbi­ce”.

– “Ônus”.

– “Ônus” tam­bém. “De­si­de­ra­to”. “Resquí­cio”.

– “Resquí­cio” é de do­min­go.

– Não, não. Se­gun­da. No má­xi­mo ter­ça. – Mas “ou­tros­sim”, fran­ca­men­te...

– Qual o pro­ble­ma?

– Re­ti­ra o “ou­tros­sim”.

– Não re­ti­ro. É uma óti­ma pa­la­vra. Aliás é uma pa­la­vra di­fí­cil de usar. Não é qual­quer um que usa “ou­tros­sim”. VE­RÍS­SI­MO, L. F. Co­me­di­as da vi­da pri­va­da.

Por­to Ale­gre: L&PM, 1996 (frag­men­to). No tex­to, há uma dis­cus­são so­bre o uso de al­gu­mas pa­la­vras da lín­gua por­tu­gue­sa. Es­se uso pro­mo­ve o(a)

a) mar­ca­ção tem­po­ral, evi­den­ci­a­da pe­la pre­sen­ça de pa­la­vras in­di­ca­ti­vas dos di­as da se­ma­na.

b) tom hu­mo­rís­ti­co, oca­si­o­na­do pe­la ocor­rên­cia de pa­la­vras em­pre­ga­das em con­tex­tos for­mais.

c) ca­rac­te­ri­za­ção da iden­ti­da­de lin­guís­ti­ca dos in­ter­lo­cu­to­res, per­ce­bi­da pe­la re­cor­rên­cia de pa­la­vras re­gi­o­nais.

d) dis­tan­ci­a­men­to en­tre os in­ter­lo­cu­to­res, pro­vo­ca­do pe­lo em­pre­go de pa­la­vras com sig­ni­fi­ca­dos pou­co co­nhe­ci­dos.

e) ina­de­qua­ção vo­ca­bu­lar, de­mons­tra­da pe­la se­le­ção de pa­la­vras des­co­nhe­ci­das por par­te de um dos in­ter­lo­cu­to­res do diá­lo­go.

25) Re­cei­ta To­me-se um po­e­ta não can­sa­do, Uma nuvem de so­nho e uma flor, Três go­tas de tris­te­za, um tom dou­ra­do, Uma veia san­gran­do de pa­vor. Qu­an­do a mas­sa já fer­ve e se re­tor­ce Dei­ta-se a luz dum cor­po de mu­lher, Du­ma pi­ta­da de mor­te se re­for­ce, Que um amor de po­e­ta as­sim re­quer. SA­RA­MA­GO, J. Os po­e­mas pos­sí­veis.

Al­fra­gi­de: Ca­mi­nho, 1997. Os gê­ne­ros tex­tu­ais ca­rac­te­ri­zam-se por se­rem re­la­ti­va­men­te es­tá­veis e po­dem re­con­fi­gu­rar-se em fun­ção do pro­pó­si­to co­mu­ni­ca­ti­vo. Es­se tex­to cons­ti­tui uma mes­cla de gê­ne­ros, pois

a) in­tro­duz pro­ce­di­men­tos pres­cri­ti­vos na com­po­si­ção do po­e­ma.

b) ex­pli­ci­ta as eta­pas es­sen­ci­ais à pre­pa­ra­ção de uma re­cei­ta.

c) ex­plo­ra ele­men­tos te­má­ti­cos pre­sen­tes em uma re­cei­ta.

d) apresenta or­ga­ni­za­ção es­tru­tu­ral tí­pi­ca de um po­e­ma.

e) uti­li­za lin­gua­gem fi­gu­ra­da na cons­tru­ção do po­e­ma.

26)

Es­pe­tá­cu­lo Ro­meu e Ju­li­e­ta, Gru­po Gal­pão. GUTO MUNIZ. Dis­po­ní­vel em: www.fo­coin­ce­na.com.br. Aces­so em: 30 maio 2016.

A prin­ci­pal ra­zão pe­la qual se in­fe­re que o es­pe­tá­cu­lo re­tra­ta­do na fo­to­gra­fia é uma ma­ni­fes­ta­ção do te­a­tro de rua é o fa­to de

a) dis­pen­sar o edi­fí­cio te­a­tral pa­ra a sua re­a­li­za­ção. b) uti­li­zar fi­gu­ri­nos com ade­re­ços cô­mi­cos. c) em­pre­gar ele­men­tos cir­cen­ses na atu­a­ção. d) ex­cluir o uso de ce­ná­rio na am­bi­en­ta­ção. e) ne­gar o uso de ilu­mi­na­ção ar­ti­fi­ci­al

27) O fil­me Me­ni­na de ou­ro con­ta a his­tó­ria de Mag­gie Fitz­ge­rald, uma gar­ço­ne­te de 31 anos que vi­ve so­zi­nha em con­di­ções hu­mil­des e so­nha em se tor­nar uma bo­xe­a­do­ra pro­fis­si­o­nal trei­na­da por Fran­kie Dunn.

Em uma ce­na, as­sim que o trei­na­dor atra­ves­sa a por­ta do cor­re­dor on­de ela se en­con­tra, Mag­gie o abor­da e, a ca­mi­nho da saí­da, per­gun­ta a ele se es­tá in­te­res­sa­do em trei­ná-la. Fran­kie res­pon­de: “Eu não trei­no ga­ro­tas”. Após es­sa fa­la, ele vi­ra as cos­tas e vai em­bo­ra. Aqui, per­ce­be­mos, em Fran­kie, um com­por­ta­men­to an­co­ra­do na re­pre­sen­ta­ção de que bo­xe é es­por­te de ho­mem e, em Mag­gie, a su­pe­ra­ção da con­cep­ção de que os rin­gues são tra­di­ci­o­nal­men­te mas­cu­li­nos.

His­to­ri­ca­men­te cons­truí­da, a fe­mi­ni­li­da­de do­mi­nan­te atri­bui a sub­mis­são, a fra­gi­li­da­de e a pas­si­vi­da­de a uma “na­tu­re­za fe­mi­ni­na”. Nu­ma con­cep­ção he­gemô­ni­ca dos gê­ne­ros, fe­mi­ni­li­da­des e mas­cu­li­ni­da­des en­con­tram-se em ex­tre­mi­da­des opos­tas.

No en­tan­to, al­gu­mas mu­lhe­res, in­di­fe­ren­tes as con­ven­ções so­ci­ais, sen­tem-se se­du­zi­das e de­sa­fi­a­das a ade­ri­rem à prá­ti­ca das mo­da­li­da­des con­si­de­ra­das mas­cu­li­nas. É o que ob­ser­va­mos em Mag­gie, que se mos­tra de­ter­mi­na­da e in­sis­te em seu ob­je­ti­vo de ser trei­na­da por Fran­kie. FER­NAN­DES. V; MOU­RÃO. L. Me­ni­na de ou­ro e a re­pre­sen­ta­ção de fe­mi­ni­li­da­des plu­rais.

Mo­vi­men­to, n. 4, out-dez. 2014 (adap­ta­do). A in­ser­ção da per­so­na­gem Mag­gie na prá­ti­ca cor­po­ral do bo­xe in­di­ca a pos­si­bi­li­da­de da cons­tru­ção de uma fe­mi­ni­li­da­de mar­ca­da pe­la

a) ade­qua­ção da mu­lher a uma mo­da­li­da­de es­por­ti­va ali­nha­da a seu gê­ne­ro.

b) va­lo­ri­za­ção de com­por­ta­men­tos e nor­mal­men­te as­so­ci­a­dos à mu­lher.

c) trans­po­si­ção de li­mi­tes im­pos­tos à mu­lher num es­pa­ço de pre­do­mí­nio mas­cu­li­no.

d) acei­ta­ção de pa­drões so­ci­ais acer­ca da par­ti­ci­pa­ção da mu­lher nas lu­tas cor­po­rais.

e) na­tu­ra­li­za­ção de bar­rei­ras so­ci­o­cul­tu­rais res­pon­sá­veis pe­la ex­clu­são da mu­lher no bo­xe.

28) En­tre­vis­ta com Te­re­zi­nha Gui­lher­mi­na

Te­re­zi­nha Gui­lher­mi­na é uma das atle­tas mais pre­mi­a­das da his­tó­ria pa­ra­o­lím­pi­ca do Bra­sil e um dos prin­ci­pais no­mes do atletismo mun­di­al. Es­tá no Guin­ness Bo­ok de 2013/2014 co­mo a “ce­ga” mais rá­pi­da do mun­do.

Ob­ser­va­tó­rio: Quais os de­sa­fi­os vo­cê te­ve que su­pe­rar pa­ra se con­sa­grar co­mo atle­ta pro­fis­si­o­nal?

Te­re­zi­nha Gui­lher­mi­na: Con­si­de­ro a au­sên­cia de re­cur­sos fi­nan­cei­ros, nos três pri­mei­ros anos da mi­nha car­rei­ra, co­mo meu prin­ci­pal de­sa­fio. A fal­ta de um atle­ta­guia, pa­ra me au­xi­li­ar nos trei­na­men­tos, me obri­ga­va a trei­nar so­zi­nha e, por não en­xer­gar bem, aca­ba­va so­fren­do al­guns aci­den­tes co­mo trom­ba­das e que­das.

Ob­ser­va­tó­rio: Co­mo es­tá a pre­pa­ra­ção pa­ra os Jo­gos Pa­ra­o­lím­pi­cos de 2016?

Te­re­zi­nha Gui­lher­mi­na: Es­tou tra­ba­lhan­do in­ten­sa­men­te, com vis­tas a che­gar lá bem me­lhor do que es­ti­ve em Lon­dres. E, por is­so, pos­so me de­di­car a trei­nos diá­ri­os, tra­ba­lhos pre­ven­ti­vos de le­sões e acom­pa­nha - men­to psi­co­ló­gi­co e nu­tri­ci­o­nal da me­lhor qua­li­da­de. Re­vis­ta do Ob­ser­va­tó­rio Bra­sil de Igual­da­de

de Gê­ne­ro, n. 6, dez. 2014 (adap­ta­do). O tex­to per­mi­te re­la­ci­o­nar uma prá­ti­ca cor­po­ral com uma vi­são am­pli­a­da de saú­de. O fa­tor que pos­si­bi­li­ta iden­ti­fi­car es­sa pers­pec­ti­va é o(a) a) as­pec­to nu­tri­ci­o­nal. b) con­di­ção fi­nan­cei­ra. c) pre­ven­ção de le­sões. d) trei­na­men­to es­por­ti­vo. e) acom­pa­nha­men­to psi­co­ló­gi­co.

29) É pos­sí­vel con­si­de­rar as mo­da­li­da­des es­por­ti­vas co­le­ti­vas den­tro de uma mes­ma ló­gi­ca, pois pos­su­em uma es­tru­tu­ra co­mum: seis prin­cí­pi­os ope­ra­ci­o­nais di­vi­di­dos em dois gru­pos, o ata­que e a de­fe­sa. Os três prin­cí­pi­os ope­ra­ci­o­nais de ata­que são: con­ser­va­ção in­di­vi­du­al e co­le­ti­va da bo­la, pro­gres­são da equi­pe com a pos­se da bo­la em di­re­ção ao al­vo ad­ver­sá­rio e fi­na­li­za­ção da jo­ga­da, vi­san­do a ob­ten­ção de pon­to. Os três prin­cí­pi­os ope­ra­ci­o­nais da de­fe­sa são: re­cu­pe­ra­ção da bo­la, im­pe­di­men­to do avan­ço da equi­pe con­trá­ria com a pos­se da bo­la e pro­te­ção do al­vo pa­ra im­pe­dir a fi­na­li­za­ção da equi­pe ad­ver­sá­ria. DAOLIO, J. Jo­gos es­por­ti­vos co­le­ti­vos: dos prin­cí­pi­os ope­ra­ci­o­nais aos ges­tos téc­ni­cos – mo­de­lo pen­du­lar a par­tir das idei­as de Clau­de Bayer. Re­vis­ta Bra­si­lei­ra de Ci­ên­cia e Mo­vi­men­to, out. 2002 (adap­ta­do). Con­si­de­ran­do os prin­cí­pi­os ex­pos­tos no tex­to, o dri­ble no han­de­bol ca­rac­te­ri­za o prin­cí­pio de a) re­cu­pe­ra­ção da bo­la. b) pro­gres­são da equi­pe. c) fi­na­li­za­ção da jo­ga­da. d) pro­te­ção do pró­prio al­vo. e) im­pe­di­men­to do avan­ço ad­ver­sá­rio.

30) BONS DI­AS!

14 de ju­nho de 1889

Ó do­ce, ó lon­ga, ó inex­pri­mí­vel me­lan­co­lia dos jor­nais ve­lhos! Co­nhe­ce-se um ho­mem di­an­te de um de­les. Pes­soa que não sen­tir al­gu­ma coi­sa ao ler fo­lhas de meio sé­cu­lo, bem po­de crer que não te­rá nun­ca uma das mais pro­fun­das sen­sa­ções da vi­da, – igual ou qua­se igual à que dá a vis­ta das ruí­nas de uma ci­vi­li­za­ção. Não é a sau­da­de pi­e­gas, mas a re­com­po­si­ção do ex­tin­to, a re­vi­ves­cên­cia do pas­sa­do. AS­SIS. M. Bons di­as! (Crônicas 1885-1839). Cam­pi­nas

Edi­to­ra da Uni­camp, São Pau­lo: Hu­ci­tec, 1590. O jor­nal im­pres­so é par­te in­te­gran­te do que ho­je se com­pre­en­de por tec­no­lo­gi­as de in­for­ma­ção e co­mu­ni­ca­ção. Nes­se tex­to, o jor­nal é re­co­nhe­ci­do co­mo a) ob­je­to de de­vo­ção pes­so­al. b) ele­men­to de afir­ma­ção da cul­tu­ra. c) ins­tru­men­to de re­cons­tru­ção da me­mó­ria. d) fer­ra­men­ta de in­ves­ti­ga­ção do ser hu­ma­no. e) veí­cu­lo de pro­du­ção de fa­tos da re­a­li­da­de.

TEX­TO II

Te­nho um ros­to la­ce­ra­do por ru­gas se­cas e pro­fun­das, sul­cos na pe­le. Não é um ros­to des­fei­to, co­mo acon­te­ce com pes­so­as de tra­ços de­li­ca­dos, o con­tor­no é o mes­mo mas a ma­té­ria foi des­truí­da. Te­nho um ros­to des­truí­do. DU­RAS, M. O aman­te. Rio de Ja­nei­ro: No­va

Fron­tei­ra. 1985. Na ima­gem e no tex­to do ro­man­ce de Mar­gue­ri­te Du­ras, os dois au­tor­re­tra­tos apon­tam pa­ra o mo­do de re­pre­sen­ta­ção da sub­je­ti­vi­da­de mo­der­na. Na pin­tu­ra e na li­te­ra­tu­ra mo­der­nas, o ros­to hu­ma­no de­for­ma-se, des­trói-se ou frag­men­ta-se em ra­zão

a) da ade­são à es­té­ti­ca do gro­tes­co, her­da­da do ro­man­tis­mo eu­ro­peu, que trou­xe no­vas pos­si­bi­li­da­des de re­pre­sen­ta­ção.

b) das ca­tás­tro­fes que as­so­la­ram o sé­cu­lo XX e da des­co­ber­ta de uma re­a­li­da­de psí­qui­ca pe­la psi­ca­ná­li­se.

c) da op­ção em de­mons­tra­rem opo­si­ção aos li­mi­tes es­té­ti­cos da re­vo­lu­ção per­ma­nen­te tra­zi­da pe­la ar­te mo­der­na.

d) do po­si­ci­o­na­men­to do ar­tis­ta do sé­cu­lo XX con­tra a ne­ga­ção do pas­sa­do, que se tor­na prá­ti­ca do­mi­nan­te na so­ci­e­da­de bur­gue­sa.

e) da in­ten­ção de ga­ran­tir uma for­ma de cri­ar obras de ar­te in­de­pen­den­tes da ma­té­ria pre­sen­te em sua his­tó­ria pes­so­al.

32) Li­ções de mo­tim

DO­NA COTINHA – É cla­ro! Só gos­ta de so­li­dão quem nas­ceu pra ser so­li­tá­rio. Só o so­li­tá­rio gos­ta de so­li­dão. Quem vi­ve só e não gos­ta da so­li­dão não é um so­li­tá­rio, é só um de­sa­com­pa­nha­do. (A re­fle­xão es­cor­re­ga lá pro­fun­do da al­ma.) So­li­dão é vo­ca­ção, bes­ta de quem pen­sa que é si­na. Por is­so, tem de ser va­lo­ri­za­da. E não é qual­quer um que po­de ser so­li­tá­rio, não. Ah, mas não é mes­mo! É pre­ci­so ter com­pe­tên­cia pra is­so. (De sú­bi­to, pe­da­gó­gi­ca, vol­ta-se pa­ra o ho­mem.) É co­mo po­e­sia, sa­be, mo­ço? Tem de ser re­ci­ta­da em voz al­ta, que é pra gen­te sen­tir o gos­to. (FAZ UMA PAU­SA.) Vo­cê gos­ta de po­e­sia? (O HO­MEM TOR­NA A SE DEBATER. A VE­LHA INTERROMPE O DIS­CUR­SO E VOL­TA A LHE DAR AS COS­TAS, CO­MO SEM­PRE, IMPASSÍVEL. O HO­MEM, MAIS UMA VEZ, CAN­SA­DO, DESISTE.) Bem, co­mo eu ia di­zen­do, pra vi­ver bem com a so­li­dão te­mos de ser pro­pri­e­tá­ri­os de­la e não in­qui­li­nos, me en­ten­de? Quem é in­qui­li­no da so­li­dão não pas­sa de um aban­do­na­do. É is­so ai. ZORZETFI, H. Li­co­es de mo­tim. Goi­â­nia: Kelps. 2010 (adap­ta­do).

Nes­se tre­cho, o que ca­rac­te­ri­za Li­ções de mo­tim co­mo tex­to te­a­tral?

a) O tom me­lan­có­li­co pre­sen­te na ce­na. b) As per­gun­tas re­tó­ri­cas da per­so­na­gem. c) A in­ter­fe­rên­cia do nar­ra­dor no des­fe­cho da ce­na.

d) O uso de ru­bri­cas pa­ra cons­truir a ação dra­má­ti­ca.

e) As ana­lo­gi­as so­bre a so­li­dão fei­tas pe­la per­so­na­gem.

33) A obra de Tú­lio Pi­va po­de­ria ser ob­je­to de es­tu­do nos ban­cos es­co­la­res, ao la­do de No­el, Ataul­fo e Lu­pi­cí­nio. Se o criador op­tou por per­ma­ne­cer em sua que­rên­cia — San­ti­a­go, e de­pois Por­to Ale­gre, a obra al­çou vo­os mais al­tos, com pas­sa­gens na Rús­sia, Es­ta­dos Uni­dos e Ve­ne­zu­e­la. Tem que ter mu­la­ta, seu sam­ba mai­or, é coi­sa de cra­que. Um re­tra­to fei­to de rit­mo e po­e­sia, uma ode ao gê­ne­ro que amou des­de sem­pre. E o pa­ra­do­xo: mis­to de gaú­cho e ita­li­a­no, nascido na fron­tei­ra com a Ar­gen­ti­na, fa­lan­do de sam­ba, mor­ro e mu­la­ta, com ca­te­go­ria. E que ca­te­go­ria! Uma ba­ti­da de vi­o­lão que fez his­tó­ria. O tan­go trans­mu­da­do em sam­ba.

RAMIREZ, H.; PI­VA, R. (Org.). Tu­lio Pi­va: pra ser sam­ba bra­si­lei­ro. Por­to Ale­gre: Pro­gra­ma

Pe­tro­bras Cul­tu­ral. 2005 (adap­ta­do).

O tex­to é um tre­cho da crí­ti­ca mu­si­cal so­bre a obra de Tú­lio Pi­va. Pa­ra en­fa­ti­zar a qua­li­da­de do ar­tis­ta, usou-se co­mo re­cur­so ar­gu­men­ta­ti­vo o(a)

a) con­tras­te en­tre o lo­cal de nas­ci­men­to e a es­co­lha pe­lo gê­ne­ro sam­ba.

b) exem­plo de te­má­ti­cas gaú­chas abor­da­das nas le­tras de sam­bas.

c) alu­são a gê­ne­ros mu­si­cais bra­si­lei­ros e ar­gen­ti­nos.

d) com­pa­ra­ção en­tre sam­bis­tas de di­fe­ren­tes re­giões.

e) apro­xi­ma­ção en­tre a cul­tu­ra bra­si­lei­ra e a ar­gen­ti­na.

34) L.J.C.

— 5 ti­ros?

— É.

— Brin­can­do de pe­ga­dor?

— É. O PM pen­sou que...

— Ho­je?

— Ce­di­nho.

CO­E­LHO, M ln: FREIRE, M. (Org). Os cem me­no­res con­tos bra­si­lei­ros do sé­cu­lo. São Pau­lo: Ate­liê

Edi­to­ri­al. 2004.

Os si­nais de pontuação são ele­men­tos com im­por­tan­tes fun­ções pa­ra a pro­gres­são te­má­ti­ca. Nes­se mi­ni­con­to, as re­ti­cên­ci­as fo­ram uti­li­za­das pa­ra in­di­car

a) uma fa­la he­si tan­te.

b) uma in­for­ma­ção im­plí­ci­ta.

c) uma si­tu­a­ção in­co­e­ren­te.

d) a eli­mi­na­ção de uma ideia.

e) a in­ter­rup­ção de uma ação.

(UNESP 2017)

35) Exa­mi­ne a char­ge do car­tu­nis­ta ar­gen­ti­no Qui­no (1932- )

A char­ge ex­plo­ra, so­bre­tu­do, a opo­si­ção

a) ino­cên­cia x ma­lí­cia. b) pú­bli­co x pri­va­do. c) pro­gres­so x es­tag­na­ção. d) na­tu­re­za x ci­da­de. e) li­ber­da­de x re­pres­são.

Leia o so­ne­to “Al­ma mi­nha gen­til, que te par­tis­te”, do po­e­ta por­tu­guês Luís de Ca­mões (1525?1580), pa­ra res­pon­der às ques­tões de 36 a 39. Al­ma mi­nha gen­til, que te par­tis­te tão ce­do des­ta vi­da des­con­ten­te, re­pou­sa lá no Céu eter­na­men­te, e vi­va eu cá na ter­ra sem­pre tris­te. Se lá no as­sen­to eté­reo, on­de su­bis­te, me­mó­ria des­ta vi­da se con­sen­te, não te es­que­ças da­que­le amor ar­den­te que já nos olhos meus tão pu­ro vis­te. E se vi­res que po­de me­re­cer-te al­gu­ma coi­sa a dor que me fi­cou da má­goa, sem re­mé­dio, de per­der-te, ro­ga a Deus, que teus anos en­cur­tou, que tão ce­do de cá me le­ve a ver-te, quão ce­do de meus olhos te le­vou. (So­ne­tos, 2001.)

36)No so­ne­to, o eu lí­ri­co a) su­pli­ca a Deus que su­as me­mó­ri­as afe­ti­vas lhe se­jam sub­traí­das.

b) ex­pres­sa o de­se­jo de que sua ama­da se­ja em bre­ve res­ti­tuí­da à vi­da.

c) ex­pres­sa o de­se­jo de que sua pró­pria vi­da tam­bém se­ja abre­vi­a­da.

d) su­pli­ca a Deus que sua ama­da tam­bém se li­ber­te dos so­fri­men­tos ter­re­nos.

e) la­men­ta que sua pró­pria con­du­ta te­nha an­te­ci­pa­do a mor­te da ama­da.

37)Em­bo­ra pre­do­mi­ne no so­ne­to uma vi­são es­pi­ri­tu­a­li­za­da da mu­lher (em con­for­mi­da­de com o cha­ma­do pla­to­nis­mo), ve­ri­fi­ca-se cer­ta su­ges­tão eró­ti­ca no se­guin­te ver­so:

a) “não te es­que­ças da­que­le amor ar­den­te” (2ª es­tro­fe)

b) “da má­goa, sem re­mé­dio, de per­der-te,” (3ª es­tro­fe) c) “me­mó­ria des­ta vi­da se con­sen­te,” (2ª es­tro­fe) d) “que tão ce­do de cá me le­ve a ver-te,” (4ª es­tro­fe)

e) “e vi­va eu cá na ter­ra sem­pre tris­te.” (1ª es­tro­fe)

38)De mo­do in­di­re­to, o so­ne­to ca­mo­ni­a­no aca­ba tam­bém por ex­plo­rar o te­ma da a) fal­si­da­de hu­ma­na. b) in­di­fe­ren­ça di­vi­na. c) de­su­ma­ni­da­de do mun­do. d) efe­me­ri­da­de da vi­da. e) fa­li­bi­li­da­de da me­mó­ria.

39)“Se lá no as­sen­to eté­reo, on­de su­bis­te, me­mó­ria des­ta vi­da se con­sen­te,” (2a es­tro­fe) Os ter­mos des­ta­ca­dos cons­ti­tu­em a) pro­no­mes. b) con­jun­ções. c) uma con­jun­ção e um ad­vér­bio, res­pec­ti­va­men­te. d) um pro­no­me e uma con­jun­ção, res­pec­ti­va­men­te.

e) uma con­jun­ção e um pro­no­me, res­pec­ti­va­men­te.

(FUVEST 2017) TEX­TO PA­RA AS QUES­TÕES 40 E 41 A ado­ção do car­dá­pio in­dí­ge­na in­tro­du­ziu nas co­zi­nhas e zo­nas de ser­vi­ço das mo­ra­das bra­si­lei­ras equi­pa­men­tos des­co­nhe­ci­dos no Rei­no. Ins­ta­lou nos al­pen­dres ro­cei­ros a pren­sa de es­pre­mer man­di­o­ca ra­la­da pa­ra fa­ri­nha. Nos in­ven­tá­ri­os pau­lis­tas é co­mum a men­ção de tal fa­to. No in­ven­tá­rio de Pe­dro Nu­nes, por exem­plo, efe­tu­a­do em 1623, fa­la-se num sí­tio nas ban­das do Ipi­ran­ga “com seu al­pen­dre e du­as ca­ma­ri­nhas no di­to al­pen­dre com a pren­sa no di­to sí­tio” que de­ve­ria com­pri­mir nos ti­pi­tis to­da a mas­sa pro­ve­ni­en­te do man­di­o­cal tam­bém in­ven­ta­ri­a­do. Mas a fa­ri­nha não exi­gia so­men­te a pren­sa – pe­dia, tam­bém, ra­la­do­res, co­chos de la­va­gem e for­no ou fo­gão. Era nor­mal, en­tão, a ca­sa de fa­zer fa­ri­nha, no quin­tal, ao la­do dos te­lhei­ros e pró­xi­ma à co­zi­nha.

Car­los A. C. Le­mos, Co­zi­nhas, etc.

40)Tra­duz cor­re­ta­men­te uma re­la­ção es­pa­ci­al ex­pres­sa no tex­to o que se en­con­tra em: a) A pren­sa é pa­ra­le­la aos ti­pi­tis. b) A ca­sa de fa­zer fa­ri­nha é ad­ja­cen­te aos te­lhei­ros. c) As du­as ca­ma­ri­nhas são trans­ver­sais à co­zi­nha. d) O al­pen­dre é per­pen­di­cu­lar às zo­nas de ser­vi­ço.

e) O man­di­o­cal e o Ipi­ran­ga são equi­dis­tan­tes do sí­tio.

41)Além de “ti­pi­tis”, cons­ti­tu­em con­tri­bui­ção in­dí­ge­na pa­ra a lín­gua por­tu­gue­sa do Bra­sil as se­guin­tes pa­la­vras em­pre­ga­das no tex­to: a) “car­dá­pio” e “ro­cei­ros”. b) “al­pen­dre” e “fo­gão”. c) “man­di­o­ca” e “Ipi­ran­ga”. d) “sí­tio” e “for­no”. e) “pren­sa” e “quin­tal”.

(UNI­CAMP 2017) 42)

(Fer­nan­do Gon­sa­les, Ní­quel Náu­sea. Dis­po­ní­vel em http://www2.uol.com.br/ni­quel. Aces­sa­do em

15/07/2016.) Na ti­ra aci­ma, o au­tor re­to­ma um cé­le­bre le­ma re­ti­ra­do do Ma­ni­fes­to Co­mu­nis­ta (1848), de Karl Marx e Fri­e­dri­ch En­gels: “Ope­rá­ri­os do mun­do, uni-vos!”.

Con­si­de­ran­do os sen­ti­dos pro­du­zi­dos pe­la ti­ri­nha, é cor­re­to afir­mar que ne­la se lê

a) uma apo­lo­gia ao Ma­ni­fes­to Co­mu­nis­ta, ate­nu­a­da pe­la ono­ma­to­peia que imi­ta o som (“zzzzzz”) das abe­lhas.

b) uma pa­ró­dia do le­ma do Ma­ni­fes­to Co­mu­nis­ta, ba­se­a­da na se­me­lhan­ça fo­né­ti­ca en­tre “uni-vos” e “zu­ni-vos”.

c) uma pa­rá­bo­la pa­ra ex­pli­car o Ma­ni­fes­to Co­mu­nis­ta por meio da se­me­lhan­ça fo­né­ti­ca en­tre “uni­vos” e “zu­ni-vos”.

d) uma fá­bu­la que re­cria o le­ma do Ma­ni­fes­to Co­mu­nis­ta, com ba­se na lin­gua­gem ono­ma­to­pai­ca das abe­lhas (“zzzzzz”).

43)

(Dis­po­ní­vel em https://www.fa­ce­bo­ok.com/ Sig­nos­nor­des­ti­nos/?fref=ts. Aces­sa­do em 26/07/2016.) Do pon­to de vis­ta da nor­ma cul­ta, é cor­re­to afir­mar que “coi­sar” é

a) uma pa­la­vra re­sul­tan­te da atri­bui­ção do sen­ti­do co­no­ta­ti­vo de um ver­bo qual­quer ao subs­tan­ti­vo “coi­sa”.

b) uma pa­la­vra re­sul­tan­te do pro­ces­so de su­fi­xa­ção que trans­for­ma o subs­tan­ti­vo “coi­sa” no ver­bo “coi­sar”.

c) uma pa­la­vra que, gra­ças a seu sen­ti­do uni­ver­sal, po­de ser usa­da em subs­ti­tui­ção a to­do e qual­quer ver­bo não lem­bra­do.

d) uma pa­la­vra que re­sul­ta da trans­for­ma­ção do subs­tan­ti­vo “coi­sa” em ver­bo “coi­sar”, rei­te­ran­do um es­que­ci­men­to.

(CESGRANRIO – Ban­co do Bra­sil – Pro­va Es­cri­tuá­rio - Mi­cror­re­gião 21 DF-TI - ADAP­TA­DA)

É fe­bre. Li­vros lis­tan­do as cem coi­sas que vo­cê de­ve fa­zer an­tes de mor­rer, os cem lu­ga­res que vo­cê de­ve co­nhe­cer an­tes de mor­rer, os cem pra­tos que vo­cê de­ve pro­var an­tes de mor­rer. Pri­mei­ra­men­te, me es­pan­ta o fa­to de to­dos te­rem a cer­te­za ab­so­lu­ta de que vo­cê vai mor­rer. Eu pre­fi­ro en­ca­rar a mor­te co­mo uma hi­pó­te­se. Mas, no ca­so, de acon­te­cer, se­rei obri­ga­da mes­mo a cum­prir to­das es­sas me­tas an­tes? Não dá pra fe­char por cin­quen­ta em vez de cem?

Ou­tro dia es­ta­va as­sis­tin­do a um DVD pro­mo­ci­o­nal que tam­bém mos­tra, co­mo ima­gi­nei, as cem coi­sas que a gen­te pre­ci­sa por­que pre­ci­sa fa­zer an­tes de mor­rer. Me deu uma an­gús­tia, pois, das cem, eu fiz on­ze até ago­ra. Fal­ta mui­to ain­da. Fal­ta di­ri­gir uma Fer­ra­ri, fa­zer um sa­fá­ri, fre­quen­tar uma praia de nu­dis­mo, co­mer al­go exó­ti­co (um bai­a­cu ve­ne­no­so, por exem­plo), vi­si­tar um vul­cão ati­vo, cor­rer uma ma­ra­to­na [...].

Se de­pen­des­se ape­nas da mi­nha von­ta­de, eu já te­ria um pla­no de ação es­que­ma­ti­za­do, mas quem fi­ca com as cri­an­ças? Con­se­gui­rei cin­co fé­ri­as por ano? E quem pa­tro­ci­na es­sa brin­ca­dei­ra?

Ho­je é dia de mais um sor­teio da Me­ga-se­na. O prê­mio es­tá acu­mu­la­do em cin­quen­ta mi­lhões de re­ais. A mai­o­ria das pes­so­as, qu­an­do per­gun­ta­das so­bre o que fa­ri­am com a bo­la­da, res­pon­de: pa­gar dí­vi­das, com­prar um apar­ta­men­to, um car­ro, uma ca­sa na ser­ra, ou­tra na praia, ga­ran­tir a se­gu­ran­ça dos fi­lhos e guar­dar o res­to pa­ra a ve­lhi­ce.

Nor­mal. São de­se­jos uni­ver­sais. Mas fi­ca aqui um con­vi­te pa­ra so­nhar com mais cri­a­ti­vi­da­de. Ar­ran­je uma des­sas lis­tas de cem coi­sas pra fa­zer e pro­cu­re di­ver­tir-se com as op­ções [...]. Não pen­se tan­to em com­prar mas em vi­ver.

Eu, que não apos­tei na Me­ga-se­na, por en­quan­to si­go com a mi­nha lis­ta de cem coi­sas a evi­tar an­tes de mor­rer. É di­ver­ti­do tam­bém, e bem mais fá­cil de re­a­li­zar, nem pre­ci­sa de di­nhei­ro. MEDEIROS, Martha. Doi­das e san­tas. Por­to Ale­gre:

L&PM, 2008, p. 122-123. Adap­ta­do.

44)O em­pre­go do ver­bo ob­ter es­tá ade­qua­do à nor­ma-pa­drão ape­nas em: ob­te­nham

a) Ca­so êxi­to na Me­ga-se­na, os apos­ta­do­res fa­rão as cem coi­sas pos­sí­veis an­tes de mor­rer.

b) A pro­cu­ra das pes­so­as pe­lo en­ri­que­ci­men­to rá­pi­do ob­têm bons re­cur­sos fi­nan­cei­ros pa­ra o país.

c) Se ob­te­rem re­cur­sos, cer­ta­men­te as pes­so­as fa­rão mais de cem coi­sas an­tes de mor­rer.

d) Qu­an­do o pes­so­al ob­ti­ve­rem êxi­to, o gru­po que faz apos­ta co­le­ti­va vai vi­a­jar pe­lo mun­do.

e) Com as apos­tas, ob­tém- se re­cur­sos pa­ra di­ver­sas pes­qui­sas ci­en­tí­fi­cas.

14) Dis­po­ní­vel em: www.pa­ra­da­pe­la­vi­da.com.br. Aces­so em: 15 nov. 2014.

31)

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