3. ECO­LO­GIA

Superguia Enem - Química e Biologia - - Biologia -

Até o momento, vi­mos co­mo é a or­ga­ni­za­ção dos se­res vi­vos, su­as ca­rac­te­rís­ti­cas e sua clas­si­fi­ca­ção. A par­tir de ago­ra, es­tu­da­re­mos co­mo é a re­la­ção en­tre os se­res vi­vos e o am­bi­en­te em que vi­vem, de on­de vem a de­fi­ni­ção pa­ra a pa­la­vra “eco­lo­gia”, que de­ri­va do gre­go. Oi­kos sig­ni­fi­ca ca­sa e lo­gos, es­tu­do. Es­tá ba­se­a­da em um ní­vel de or­ga­ni­za­ção en­tre o in­di­ví­duo e o am­bi­en­te, obe­de­cen­do a uma re­de de re­la­ções: to­da ma­té­ria é for­ma­da por áto­mos, a jun­ção de dois ou mais áto­mos da­rá ori­gem às mo­lé­cu­las, a jun­ção des­tas mo­lé­cu­las ori­gi­na as grâ­nu­los, os grâ­nu­los jun­tos da­rão ori­gem aos or­gâ­nu­los, que são com­po­nen­tes das cé­lu­las.

Du­as ou mais cé­lu­las com ca­rac­te­rís­ti­cas iguais ori­gi­nam os te­ci­dos que, jun­tos, ca­rac­te­ri­zam os sis­te­mas. Um or­ga­nis­mo, ou es­pé­cie, é for­ma­do por uma re­de com­ple­xa de sis­te­mas. Ao con­jun­to de es­pé­ci­es dá-se o no­me de “po­pu­la­ção”. Uma ou mais po­pu­la­ções re­ce­be a de­no­mi­na­ção de “co­mu­ni­da­de”. A re­la­ção de co­mu­ni­da­de com o meio am­bi­en­te é o ecos­sis­te­ma e seu con­jun­to é a bi­os­fe­ra.

3.1. Prin­ci­pais con­cei­tos

ES­PÉ­CIE (sp/spp): con­jun­to de se­res vi­vos que apre­sen­tam as mes­mas ca­rac­te­rís­ti­cas. O ter­mo de­ri­va do la­tim, em que spe­ci­es sig­ni­fi­ca ti­po ou apa­rên­cia. Um úni­co in­di­ví­duo de uma es­pé­cie é cha­ma­do de “es­pé­ci­me”.

PO­PU­LA­ÇÃO: or­ga­nis­mos de uma mes­ma es­pé­cie ha­bi­tam um de­ter­mi­na­do es­pa­ço ao mes­mo tem­po (ha­bi­tat). Ca­rac­te­ri­za­da pe­la den­si­da­de po­pu­la­ci­o­nal e in­flu­en­ci­a­da pe­la ta­xa de mor­ta­li­da­de e na­ta­li­da­de.

CO­MU­NI­DA­DE: con­jun­to de po­pu­la­ções.

ECOS­SIS­TE­MA: con­jun­to de se­res vi­vos e do seu meio fí­si­co, in­cluin­do su­as re­la­ções en­tre si. Por exem­plo: la­goa, rio, ilha. In­ti­ma­men­te re­la­ci­o­na­do aos ele­men­tos abió­ti­cos (ma­té­ria inor­gâ­ni­ca ou sem vi­da) e aos ele­men­tos bió­ti­cos (se­res vi­vos).

NI­CHO ECOLÓGICO: fun­ção da es­pé­cie den­tro do ecos­sis­te­ma e su­as re­la­ções com as de­mais.

SUCESSÃO ECOLÓGICA: o de­sen­vol­vi­men­to de um ecos­sis­te­ma ini­cia-se com a pre­sen­ça de co­mu­ni­da­des pi­o­nei­ras, que são as pri­mei­ras a se ins­ta­la­rem em um meio am­bi­en­te ad­ver­so e che­ga ao seu to­tal de­sen­vol­vi­men­to com as co­mu­ni­da­des clí­max.

3.1.1. Bi­o­ma

Dá-se o no­me de bi­o­ma ao con­jun­to di­ver­si­fi­ca­do de ecos­sis­te­mas po­den­do ser clas­si­fi­ca­dos em bi­o­mas aquá­ti­cos e ter­res­tres, gran­des sub­di­vi­sões do pla­ne­ta Ter­ra. Ao con­jun­to de bi­o­mas dá-se o no­me de bi­os­fe­ra. Va­mos ver quais são os bi­o­mas aquá­ti­cos e os bi­o­mas ter­res­tres.

I. Bi­o­mas aquá­ti­cos são sub­di­vi­di­dos em dois bi­o­ci­clos: o ta­las­so­ci­clo e o lim­no­ci­clo. Ve­ja­mos.

1. Ta­las­so­ci­clo: for­ma­do por oce­a­nos e ma­res, é o mai­or bi­o­ci­clo do pla­ne­ta, pos­sui gran­de bi­o­di­ver­si­da­de. O ta­las­so­ci­clo é for­ma­do por se­te gru­pos.

a) Plânc­ton, con­jun­to de se­res flu­tu­an­tes clas­si­fi­ca­dos em: I) fi­to­plânc­ton, se­res au­tó­tro­fos, ou se­ja, con­se­guem fa­bri­car seu pró­prio ali­men­to, re­pre­sen­ta­dos pe­las al­gas uni­ce­lu­la­res; II) zo­o­plânc­ton, se­res he­te­ró­tro­fos, ou se­ja, in­ca­pa­zes de pro­du­zir seu pró­prio ali­men­to, re­pre­sen­ta­dos pe­las di­a­to­má­ce­as; III) néc­ton, se­res que pos­sui mo­vi­men­tos pró­pri­os, re­pre­sen­ta­dos pe­los pei­xes e ma­mí­fe­ros ma­ri­nhos; IV) ben­ton, ou bentô­ni­cos, se­res que ar­ras­tam-se pe­lo so­lo ou fi­cam sés­seis, que por sua vez são di­vi­di­dos em equi­no­der­mos (es­tre­la do mar), cni­dá­ri­os (anê­mo­nas), crus­tá­ce­os (ca­ran­gue­jos) e mo­lus­cos (pol­vo).

Na re­gião de ta­las­so­ci­clo, a luz po­de in­flu­en­ci­ar, sen­do um dos fa­to­res essenciais pa­ra a vi­da e sua dis­tri­bui­ção e, por is­so, po­de ser dividida em três zo­nas con­for­me a in­ter­fe­rên­cia des­ta luz.

b) Zo­na fó­ti­ca: re­gião ilu­mi­na­da do ta­las­so­ci­lo; di­vi­de-se em du­as sub­zo­nas. I) Zo­na eu­fó­ti­ca, com até 100m de pro­fun­di­da­de, é bem ilu­mi­na­da e é on­de se con­cen­tra a mai­o­ria das es­pé­ci­es ve­ge­tais (al­gas) e ani­mais. II) Zo­na dis­fó­ti­ca, com pro­fun­di­da­de en­tre 100

e 200m, são en­con­tra­das es­pé­ci­es he­te­ró­tro­fas.

c) Zo­na afó­ti­ca: abai­xo de 200m, com pou­ca ou ne­nhu­ma in­ci­dên­cia de luz, on­de são en­con­tra­das es­pé­ci­es de pei­xes car­ní­vo­ros.

Ain­da na re­gião de ta­las­so­ci­clo, a pro­fun­di­da­de tam­bém po­de in­flu­en­ci­ar na vi­da das es­pé­ci­es.

d) Zo­na li­to­râ­nea: re­gião que so­fre ação das ma­rés e há gran­de bi­o­di­ver­si­da­de de fau­na e flo­ra.

e) Zo­na ne­rí­ti­ca: re­gião de gran­de im­por­tân­cia econô­mi­ca de­vi­do ao gran­de nú­me­ro de es­pé­ci­es au­tó­tro­fas e he­te­ró­tro­fas.

f ) Zo­na ba­ti­al: re­gião sem luz, pro­fun­di­da­de de 200 à 2000m.

g) Zo­na abis­sal: re­gião que so­fre com a al­ta pres­são hi­dros­tá­ti­ca e bai­xas tem­pe­ra­tu­ras. É qua­se sem luz e on­de se en­con­tram prin­ci­pal­men­te es­pé­ci­es car­ní­vo­ras.

2. Lim­no­ci­clo: bi­o­ci­clo de águas do­ces, for­ma­do pe­los ri­os, la­gos, la­go­as, pân­ta­nos, bre­jos, etc. É clas­si­fi­ca­do con­for­me a cor­ren­te­za da água.

a) Águas lên­ti­cas: água pa­ra­da, que é a ba­se da ca­deia ali­men­tar nes­te bi­o­ci­clo ri­co em fi­to­plânc­ton. Equi­va­le aos la­gos, bre­jos e la­go­as.

b) Águas ló­ti­cas: água com cor­ren­te­za, po­bre em fi­to­plânc­ton. São os ri­os, cas­ca­tas e ri­a­chos. Os ri­os ain­da po­dem ser di­vi­di­dos em nas­cen­te, cur­so mé­dio e foz.

II. Bi­o­mas ter­res­tres são os epi­no­ci­clos, on­de os fa­to­res cli­má­ti­cos, la­ti­tu­de e al­ti­tu­de são res­pon­sá­veis por su­as ca­rac­te­rís­ti­cas. Ve­ja­mos quais são es­ses ambientes.

a) Tun­dra: bi­o­ma pre­do­mi­nan­te no nor­te do pla­ne­ta (Cír­cu­lo Po­lar Ár­ti­co), ca­rac­te­ri­za­do pe­la al­ta la­ti­tu­de e es­cas­sez de luz, que tem so­men­te dois me­ses de ve­rão e o res­tan­te de in­ver­no in­ten­so. O sub­so­lo es­tá sem­pre con­ge­la­do. A flo­ra se ca­rac­te­ri­za por ve­ge­ta­ção ras­tei­ra (li­quens, mus­gos, pe­que­nos ar­bus­tos) e a fau­na, por ani­mais de pe­los lon­gos, gros­sa ca­ma­da de gor­du­ra e mi­me­tis­mo ho­mo­cro­má­ti­co (ur­so po­lar e, no ve­rão, aves ma­ri­nhas, lo­bos, ra­po­sas e en­xa­mes de mos­cas e mos­qui­tos).

b) Tai­ga: lo­ca­li­za­da ao sul da Tun­dra, ao nor­te do pla­ne­ta, ca­rac­te­ri­za-se pe­las es­ta­ções bem de­fi­ni­das, tam­bém cha­ma­da de Flo­res­ta de Co­ní­fe­ras. A flo­ra é re­pre­sen­ta­da pe­las gim­nos­per­mas (co­ní­fe­ras, pi­nhei­ros) adap­ta­das pa­ra so­bre­vi­ver na ne­ve. A fau- na é re­pre­sen­ta­da por ani­mais de pe­que­no, mé­dio e gran­de por­te, tais co­mo ur­sos, re­nas, lin­ces, es­qui­los e le­bres.

c) Flo­res­ta tem­pe­ra­da: lo­ca­li­za­da no he­mis­fé­rio nor­te, as es­ta­ções são bem ní­ti­das. A flo­ra é com­pos­ta por flo­res­tas de­ci­du­ais, que per­dem as fo­lhas no in­ver­no, e a fau­na é ri­ca em con­su­mi­do­res pri­má­ri­os e pre­da­do­res, e ca­rac­te­ri­za-se pe­la mi­gra­ção ou hi­ber­na­ção no in­ver­no.

d) Flo­res­ta tro­pi­cal: lo­ca­li­za-se nos tró­pi­cos, com su­pri­men­tos abun­dan­tes e chu­vas re­gu­la­res. A flo­ra se ca­rac­te­ri­za pe­la es­tra­ti­fi­ca­ção (ca­ma­das) e a fau­na é for­ma­da por in­ver­te­bra­dos, an­fí­bi­os, rép­teis, ma­mí­fe­ros e aves.

e) Cam­po: es­te bi­o­ma po­de ser en­con­tra­do em re­giões tem­pe­ra­das (es­te­pes, pra­da­ri­as, pam­pas) e tro­pi­cais (cer­ra­dos, sa­va­nas). É uma re­gião de pou­ca umi­da­de. Du­ran­te o dia, a tem­pe­ra­tu­ra é ele­va­da e à noi­te, a tem­pe­ra­tu­ra é bai­xa. A flo­ra é ca­rac­te­ri­za­da por um úni­co ex­tra­to de ve­ge­ta­ção for­ma­da por her­bá­ce­as e gra­mí­ne­as e a fau­na é di­ver­si­fi­ca­da.

f ) De­ser­to: re­gião com bai­xo ín­di­ce de chu­va, com lo­ca­li­za­ção va­ri­a­da. A flo­ra é es­par­sa, re­pre­sen­ta­da pe­los cac­tos e al­gu­mas es­pé­ci­es de pal­mei­ras. A fau­na é re­du­zi­da. O mai­or de­ser­to que se tem co­nhe­ci­men­to é o De­ser­to do Sa­a­ra.

3.1.1.1. Bi­o­mas bra­si­lei­ros

O Bra­sil pos­sui enor­me ex­ten­são ter­ri­to­ri­al e apre­sen­ta cli­mas e so­los mui­to va­ri­a­dos. Por is­so, há uma di­ver­si­da­de de bi­o­mas de­fi­ni­dos, so­bre­tu­do pe­lo ti­po de co­ber­tu­ra ve­ge­tal.

Cer­ra­do: é o bi­o­ma mais an­ti­go e ocu­pa 23,92% do ter­ri­tó­rio bra­si­lei­ro, co­brin­do o Dis­tri­to Fe­de­ral e par­te ou to­ta­li­da­de de mais 11 es­ta­dos. A hi­dro­gra­fia que for­ma o Pla­nal­to Cen­tral é res­pon­sá­vel pe­la ma­nu­ten­ção do Rio São Fran­cis­co. A ve­ge­ta­ção é si­mi­lar às sa­va­nas.

Ca­a­tin­ga: pre­sen­te em 9,92% do ter­ri­tó­rio bra­si­lei­ro e em 10 es­ta­dos. Ca­rac­te­ri­za-se por cli­ma se­co, ve­ge­ta­ção adap­ta­da, so­lo fér­til e o pe­río­do de oi­to me­ses sem chu­vas. Ri­ca em bi­o­di­ver­si­da­de.

Flo­res­ta Amazô­ni­ca: co­bre 49,29% do ter­ri­tó­rio bra­si­lei­ro e no­ve es­ta­dos. Pos­sui a mai­or di­ver­si­da­de bi­o­ló­gi­ca. Di­vi­de-se em: ma­ta de ter­ra fir­me (flo­ra com­pos­ta por gran­des ár­vo­res e não so­fre ala­ga­men­to nas épo­cas de chu­vas); ma­ta de vár­zea (lo­ca­li­za­da en­tre ter­ra fir­me e iga­pós) e ve­ge­ta­ção de por­te mé­dio.

Ma­ta Atlân­ti­ca: co­bre 13,04% do ter­ri­tó­rio bra­si­lei­ro em 15 es­ta­dos, des­de o Rio Gran­de do Nor­te ao Rio Gran­de do Sul. É um dos bi­o­mas mais ri­cos do mun­do, de­vi­do ao so­lo ri­co em nu­tri­en­tes, flo­ra e fau­na di­ver­si­fi­ca­das. Ca­rac­te­ri­za-se por di­ver­sos ecos­sis­te­mas: ma­ta das arau­cá­ri­as, de cli­ma tem­pe­ra­do; res­tin­ga, de ve­ge­ta­ção li­to­râ­nea com fun­ção de fi­xar as du­nas (mon­ta­nhas de areia for­ma­das à par­tir da ação do ven­to, po­dem ser es­ta­ci­o­ná­ri­as ou mi­gra­tó­ri­as) e es­ta­bi­li­zar os man­gue­zais (re­gião de tran­si­ção en­tre o am­bi­en­te ter­res­tre e o ma­ri­nho).

Pam­pas: dis­tri­bui-se em 2,07% do ter­ri­tó­rio, ao sul do Bra­sil, no es­ta­do do Rio Gran­de do Sul. A fau­na é com­pos­ta por ro­e­do­res e a flo­ra pre­do­mi­na­da por gra­mí­ne­as.

Pan­ta­nal: co­bre 1,76% do ter­ri­tó­rio bra­si­lei­ro, sen­do pre­sen­te nos es­ta­dos do Ma­to Gros­so e Ma­to Gros­so do Sul. Ri­co em fau­na e flo­ra, de­vi­do ao so­lo fér­til. É a mai­or pla­ní­cie inun­dá­vel do mun­do, sen­do o Rio Pa­ra­guai o prin­ci­pal da re­gião.

3.2. Re­la­ções eco­ló­gi­cas

Às re­la­ções que os se­res vi­vos man­têm en­tre si e com o meio am­bi­en­te dá-se o no­me de re­la­ções eco­ló­gi­cas. São clas­si­fi­ca­das em harmô­ni­cas, quan­do não cau­sam da­nos ao ser vi­vo; ou de­sarmô­ni­cas, quan­do cau­sam da­nos ao ser vi­vo (re­la­ção ne­ga­ti­va). Po­dem ser di­vi­di­das em in­tra­es­pe­cí­fi­cas ou in­te­res­pe­cí­fi­cas.

3.2.1. Re­la­ções in­tra­es­pe­cí­fi­cas

Re­la­ções in­tra­es­pe­cí­fi­cas são as que en­vol­vem in­di­ví­du­os da mes­ma es­pé­cie. Elas são di­vi­di­das em harmô­ni­cas e de­sarmô­ni­cas.

1. Harmô­ni­cas ou po­si­ti­vas. Clas­si­fi­ca­das em: a) colô­ni­as, gru­pos de or­ga­nis­mos da mes­ma es­pé­cie que pos­su­em de­pen­dên­cia fí­si­ca. Por sua vez, são di­vi­di­das em ho­mo­mor­fas (or­ga­nis­mos iguais, que não têm di­vi­são de tra­ba­lho, por exem­plo, os co­rais); he­te­ro­mor­fas (que têm di­vi­são de tra­ba­lho, for­ma­das por in­di­ví­du­os de mor­fo­lo­gia di­fe­ren­te, por exem­plo, as ca­ra­ve­las); b) so­ci­e­da­de, união per­ma­nen­te en­tre in­di­ví­du­os em que há di­vi­são do tra­ba­lho, não pos­su­em de­pen­dên­cia fí­si­ca e são di­vi­di­das em ho­mo­mor­fas ou iso­mor­fas (so­ci­e­da­des ins­tá­veis em que os in­di­ví­du­os têm a mes­ma mor­fo­lo­gia, por exem­plo, a so­ci­e­da­de hu­ma­na) e he­te­ro­mor­fas (for­ma­da por in­di­ví­du­os com mor­fo­lo­gia di­fe­ren­te, po­rém, com fun­ções es­pe­cí­fi­cas, por exem­plo, as abe­lhas).

2. De­sarmô­ni­cas ou ne­ga­ti­vas. Clas­si­fi­ca­das em: a) com­pe­ti­ção, que ocor­re en­tre in­di­ví­du­os da mes­ma es­pé­cie quan­do há pro­ble­mas com es­pa­ço, ali­men­to e re­pro­du­ção, por exem­plo, os fi­lho­tes de tu­ba­rão an­tes de nas­cer; b) ca­ni­ba­lis­mo, que ocor­re quan­do um in­di­ví­duo da mes­ma es­pé­cie ma­ta o ou­tro pa­ra ali­men­tar-se. Aju­da no equi­lí­brio da po­pu­la­ção, por exem­plo, al­gu­mas es­pé­ci­es de ara­nhas e o lou­va-a-deus.

3.2.2. Re­la­ções in­te­res­pe­cí­fi­cas

As re­la­ções in­te­res­pe­cí­fi­cas en­vol­vem in­di­ví­du­os de es­pé­ci­es di­fe­ren­tes. Tam­bém são di­vi­di­das em harmô­ni­cas e de­sarmô­ni­cas.

1. Harmô­ni­cas ou po­si­ti­vas. Clas­si­fi­ca­das em: a) in­qui­li­nis­mo, quan­do um in­di­ví­duo ob­tém abri­go ou su­por­te de ou­tro in­di­ví­duo, por exem­plo, a re­la­ção en­tre a rê­mo­ra e o tu­ba­rão; b) co­men­sa­lis­mo, quan­do um in­di­ví­duo apro­vei­ta os res­tos de ali­men­to do ou­tro, sem pre­ju­di­cá-lo, por exem­plo, ho­mem vs uru­bu; c) pro­to­co­o­pe­ra­ção, uma re­la­ção fa­cul­ta­ti­va, na qual am­bos se be­ne­fi­ci­am, por exem­plo, cro­co­di­lo afri­ca­no vs ave pa­li­to; d) mu­tu­a­lis­mo, uma re­la­ção obri­ga­tó­ria on­de am­bos in­di­ví­du­os se be­ne­fi­ci­am, por exem­plo, lí­quen (al­gas + fun­gos); e) sim­bi­o­se, re­la­ção em que am­bos são be­ne­fi­ci­a­dos, por exem­plo, os ru­mi­nan­tes e bac­té­ri­as pre­sen­tes no seu estô­ma­go.

2. De­sarmô­ni­cas ou ne­ga­ti­vas. Dividida em: a) amen­sa­lis­mo, uma re­la­ção em que in­di­ví­du­os de uma es­pé­cie pro­du­zem to­xi­nas que ini­bem ou im­pe­dem o de­sen­vol­vi­men­to de ou­tras, por exem­plo, ve­ne­no de co­bra vs ho­mem; b) com­pe­ti­ção, ou dis­pu­ta por re­cur­sos es­cas­sos, por exem­plo, a rê­mo­ra e o pei­xe-pi­lo­to, que com­pe­tem pe­los res­tos de co­mi­da dos tu­ba­rões; c) pre­da­tis­mo, quan­do um ani­mal cap­tu­ra e ma­ta in­di­ví­du­os de ou­tra es­pé­cie pa­ra se ali­men­tar, por exem­plo, ra­to e co­bra; d) pa­ra­si­tis­mo, quan­do in­di­ví­du­os de uma es­pé­cie vi­vem no cor­po de ou­tro pa­ra se ali­men­tar, por exem­plo, lom­bri­ga e ho­mem; e) sin­fi­lia ou es­cla­va­gis­mo: quan­do um in­di­ví­duo man­tém em ca­ti­vei­ro in­di­ví­du­os de ou­tra es­pé­cie, por exem­plo, for­mi­ga ver­sus pul­gões.

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