3. MODOS DE PRO­DU­ÇÃO: TAYLORISMO, FORDISMO E TOYOTISMO

Superguia Enem - Sociologia e Filosofia - - Sumário -

Taylorismo, fordismo e toyotismo são mo­de­los de or­ga­ni­za­ção do tra­ba­lho in­dus­tri­al. No iní­cio do sé­cu­lo XX, o taylorismo e o fordismo re­vo­lu­ci­o­na­ram a pro­du­ção in­dus­tri­al e in­tro­du­zi­ram a ra­ci­o­na­li­za­ção má­xi­ma da pro­du­ção, o que le­vou à ma­xi­mi­za­ção da pro­du­ção e ao lu­cro.

• Taylorismo: a pro­du­ção é con­ce­bi­da me­di­an­te um mé­to­do ci­en­tí­fi­co de or­ga­ni­za­ção do tra­ba­lho. O ob­je­ti­vo des­se ti­po de sis­te­ma é au­men­tar a pro­du­ção in­dus­tri­al e ele­var o lu­cro. Es­te mé­to­do de pro­du­ção foi cri­a­do pelo en­ge­nhei­ro ame­ri­ca­no Fre­de­rick W. Tay­lor (1856 – 1915).

Tra­ta-se, por­tan­to, da ra­ci­o­na­li­za­ção da pro­du­ção atra­vés do cor­te de gas­tos des­ne­ces­sá­ri­os com a mão de obra e o fim do des­per­dí­cio. A or­ga­ni­za­ção do tra­ba­lho pas­sou a ser hi­e­rar­qui­za­da e o ex­pe­di­en­te cro­no­me­tra­do, de mo­do a evi­tar que o tem­po se­ja des­per­di­ça­do. Os tra­ba­lha­do­res não ti­nham qua­li­fi­ca­ção pro­fis­si­o­nal e eram fa­cil­men­te des­car­ta­dos. Eles não pos­suíam ne­nhu­ma re­ga­lia e eram vi­gi­a­dos pe­la di­re­ção ou ge­ren­tes das em­pre­sas, de mo­do a não po­de­rem con­ver­sar en­tre eles; só lhes res­ta­va obe­de­cer aos seus su­pe­ri­o­res. Os tra­ba­lha­do­res exe­cu­ta­vam mo­vi­men­tos re­pe­ti­ti­vos e ele­men­ta­res, pois não de­ter­mi­na­vam o rit­mo do tra­ba­lho, se­guin­do o rit­mo di­ta­do pe­la má­qui­na.

Di­ca de fil­me: Tem­pos Mo­der­nos, de Char­les Cha­plin. Nes­te fil­me há uma crí­ti­ca so­ci­al ao mo­de­lo de pro­du­ção in­dus­tri­al em sé­rie.

• Fordismo: sis­te­ma de pro­du­ção cri­a­do pelo em­pre­sá­rio nor­te-ame­ri­ca­no Henry Ford, em 1914. O fordismo po­de ser ca­ra­te­ri­za­do por um sis­te­ma de pro­du­ção que vi­sa­va re­du­zir ao má­xi­mo os cus­tos da pro­du­ção pa­ra tor­nar o pro­du­to mais ba­ra­to e, as­sim, con­se­guir au­men­tar as ven­das, pois um pro­du­to mais ba­ra­to atrai um mai­or nú­me­ro de con­su­mi­do­res. O fordismo de­sen­vol­veu a pro­du­ção em sé­rie e ca­da tra­ba­lha­dor fa­zia ape­nas uma par­te da tarefa. Ou se­ja, pa­ra a cons­tru­ção de um car­ro, por exem­plo, ca­da tra­ba­lha­dor cons­truía uma par­te e o pro­du­to fi­nal (car­ro) se­ria o re­sul­ta­do do tra­ba­lho de vá­ri­os ope­rá­ri­os, sen­do que ca­da um só sa­bia fa­zer a par­te que lhe fo­ra de­sig­na­da, mas não o to­do (cons­tru­ção do car­ro). A mão de obra era pou­co es­pe­ci­a­li­za­da.

Es­se sis­te­ma de pro­du­ção en­trou em de­clí­nio na dé­ca­da de 1980, com a cri­a­ção do toyotismo, con­si­de­ra­do mais efi­ci­en­te.

• Toyotismo: é um mo­de­lo de pro­du­ção que sur­giu no Ja­pão. Foi cri­a­do pelo ja­po­nês Tai­i­chi Oh­no e, ini­ci­al­men­te, foi im­plan­ta­do nas fá­bri­cas de au­to­mó­veis Toyo­ta na sequên­cia do fim da Se­gun­da Gu­er­ra Mun­di­al. Es­te mo­de­lo era ade­qua­do pa­ra a pro­du­ção ja­po­ne­sa da épo­ca, que ti­nha um mer­ca­do pe­que­no. O ob­je­ti­vo era pro­du­zir em pe­que­na quan­ti­da­de, mas com mui­ta qua­li­da­de e di­ver­si­fi­ca­ção, a fim de evi­tar o es­to­que.

Ocor­re­ram mo­di­fi­ca­ções nas re­la­ções de tra­ba­lho e pas­sou a ser exi­gi­da mai­or es­pe­ci­a­li­za­ção por par­te do tra­ba­lha­dor que tam­bém pas­sou a ser mais par­ti­ci­pa­ti­vo. A mão de obra es­pe­ci­a­li­za­da pas­sou a ser va­lo­ri­za­da e o

tra­ba­lha­dor de­ve­ria ser ca­paz de exe­cu­tar mais de uma fun­ção. É im­por­tan­te res­sal­tar que, ao exi­gir qua­li­da­de, a mão de obra pas­sa a ser in­dis­pen­sá­vel.

Se com­pa­ra­dos, os mo­de­los de pro­du­ção toyotismo e fordismo apre­sen­tam ca­rac­te­rís­ti­cas dis­tin­tas. No toyotismo ocor­re uma mai­or va­lo­ri­za­ção do tra­ba­lha­dor, mas há uma gran­de com­pe­ti­ção en­tre eles por me­lho­res ín­di­ces de pro­du­ção, o que le­va ao sa­cri­fí­cio in­di­vi­du­al e au­men­to da con­cor­rên­cia; am­plia a pro­du­ti­vi­da­de, mas tam­bém au­men­ta o de­sem­pre­go.

Fi­gu­ra 1 – Ford Mo­tor Com­pany – o ber­ço do Fordismo

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