7. JE­AN-PAUL SARTRE: A AVEN­TU­RA DA LI­BER­DA­DE 7.1. Vi­da

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Je­an-Paul Sartre nas­ceu em Pa­ris, em 1905. Fi­lho de Je­an-Bap­tis­te Ma­rie Ey­mard Sartre, ofi­ci­al da Ma­ri­nha, e de An­ne-Ma­rie Sartre, ele fi­cou ór­fão de pai pou­co de­pois de cum­prir um ano de ida­de.

Ele co­me­çou a fre­quen­tar a Es­co­la Nor­mal Su­pe­ri­or em 1924. Em 1928, Sartre não pas­sou nas pro­vas de mes­tra­do. Pre­pa­ran­do-se pa­ra no­vos tes­tes, co­nhe­ceu aque­la que se­ria sua com­pa­nhei­ra, Si­mo­ne de Be­au­voir. En­tre 1929 e 1931, Sartre pres­tou o ser­vi­ço mi­li­tar, ser­vin­do nas fun­ções de me­te­o­ro­lo­gis­ta. De 1933 a 1934, ele foi bol­sis­ta em Ber­lim, on­de es­tu­dou a fe­no­me­no­lo­gia, de Ed­mund Hus­serl (1859 – 1938), e on­de co­nhe­ceu o pen­sa­men­to de Mar­tin Hei­deg­ger (1889 – 1974).

Pro­fes­sor do En­si­no Mé­dio no Ha­vre, Sartre exer­ceu a mes­ma fun­ção em La­on e em Pa­ris, até aban­do­nar de­fi­ni­ti­va­men­te o ma­gis­té­rio em 1944. Em 1938, ele pu­bli­cou o ro­man­ce fi­lo­só­fi­co A Náu­sea e a co­le­tâ­nea de con­tos O Mu­ro. Ten­do re­gres­sa­do ao exér­ci­to, em 1939, co­mo me­te­o­ro­lo­gis­ta, Sartre foi fei­to pri­si­o­nei­ro pe­los ale­mães, no ano se­guin­te. Li­ber­ta­do em 1941, ele se ali­ou à Re­sis­tên­cia fran­ce­sa. Em 1943, Sartre pu­bli­cou O Ser e o Na­da.

Ati­vis­ta po­lí­ti­co des­de a dé­ca­da de 1950, Sartre ade­riu ao mar­xis­mo-le­ni­nis­mo e con­de­nou o co­lo­ni­a­lis­mo fran­cês, ten­do apoi­a­do pu­bli­ca­men­te a cau­sa da in­de­pen­dên­cia da Ar­gé­lia. Pu­bli­cou a Crí­ti­ca da Ra­zão Di­a­lé­ti­ca, em 1960 e, em 1964, deu a co­nhe­cer a obra au­to­bi­o­grá­fi­ca, As Pa­la­vras.

Um dos au­to­res mais des­ta­ca­dos do exis­ten­ci­a­lis­mo, Sartre nun­ca acei­tou fun­ções e prê­mi­os ofi­ci­ais. Em 1964, ele re­jei­tou o Prê­mio No­bel da Li­te­ra­tu­ra. Fa­le­ceu em Pa­ris, no dia 15 de Abril de 1980.

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