QUAIS OS 6 PAÍ­SES COM MAI­O­RES CO­MU­NI­DA­DES JAPONESAS FO­RA DO JA­PÃO?

Sushi Art - - MUNDO -

São cer­ca de 3,6 mi­lhões de pes­so­as de as­cen­dên­cia ja­po­ne­sa vi­ven­do fo­ra do Ja­pão, se­gun­do da­dos da Cen­tral In­tel­li­gen­ce Agency (CIA), com da­dos atu­a­li­za­dos em seu re­la­tó­rio de fe­ve­rei­ro de 2019.

As es­ti­ma­ti­vas são re­a­li­za­das por le­van­ta­men­tos dos paí­ses que re­ce­be­ram os imi­gran­tes ja­po­ne­ses des­de os pri­mei­ros flu­xos imi­gra­tó­ri­os ini­ci­a­dos no fi­nal do sé­cu­lo XIX, quan­do a re­vo­lu­ção Mei­ji abo­liu a clas­se dos sa­mu­rais e co­me­çou a mo­der­ni­za­ção do Ja­pão.

An­te­ri­or a es­te pe­río­do era uma na­ção ru­di­men­tar, en­quan­to a Eu­ro­pa pros­pe­ra­va a ple­no vapor. A me­ca­ni­za­ção dos campos ja­po­ne­ses trou­xe de­sem­pre­go. E, em bus­ca de con­di­ções me­lho­res pa­ra as su­as fa­mí­li­as, mas­sa de tra­ba­lha­do­res saí­ram à pro­cu­ra de em­pre­go pe­lo mun­do.

O Brasil como pre­ci­sa­va de mão-de-obra nas la­vou­ras de ca­fé in­cen­ti­vou a emi­gra­ção ja­po­ne­sa, subs­ti­tuin­do os ita­li­a­nos, que não se adap­ta­ram às con­di­ções de tra­ba­lho ofe­re­ci­dos pe­los fa­zen­dei­ros.

Os mai­o­res flu­xos de imi­gra­ção acon­te­ce­ram a par­tir de 1868, com pi­cos em 1912 e em 1946, no pós-Se­gun­da Gu­er­ra Mun­di­al. Mui­tos ti­ve­ram seus bens con­fis­ca­dos lo­go após a ocu­pa­ção do ter­ri­tó­rio ja­po­nês pe­los Es­ta­dos Uni­dos. En­fren­tan­do os de­sa­fi­os, as co­mu­ni­da­des japonesas so­bre­vi­ve­ram e pros­pe­ra­ram fo­ra do Ja­pão.

1-BRASIL

Atu­al­men­te o país abri­ga a maior co­mu­ni­da­de de des­cen­den­tes e ja­po­ne­ses fo­ra do Ja­pão. So­mam mais de 1,6 mi­lhão. Ja­pão e Brasil têm uma es­trei­ta re­la­ção de in­ter­câm­bio cul­tu­ral e econô­mi­co. A imi­gra­ção ja­po­ne­sa co­me­çou em 1908. No início, os imi­gran­tes fo­ram im­pos­tos aos tra­ba­lhos agrí­co­las ex­tre­ma­men­te mal re­mu­ne­ra­dos. Mas, a ca­da ge­ra­ção me­lho­ra­ram su­as con­di­ções de vi­da. E a cul­tu­ra ja­po­ne­sa se tor­nou mui­to po­pu­lar no Brasil. A ca­da ano, inú­me­ros even­tos ja­po­ne­ses são re­a­li­za­dos em to­das as re­giões bra­si­lei­ras.

O Bair­ro da Li­ber­da­de, lo­ca­li­za­do na cidade de São Pau­lo, é co­nhe­ci­do como o maior re­du­to da co­mu­ni­da­de ja­po­ne­sa. Abri­ga a maior colô­nia ja­po­ne­sa fo­ra do Ja­pão. Os bra­si­lei­ros re­pre­sen­tam o maior gru­po ét­ni­co “não-asiá­ti­co” den­tro do Ja­pão. Cer­ca de 220 mil até 2013. Es­se nú­me­ro vol­tou a cres­cer a par­tir de 2015, se­gun­do úl­ti­mos da­dos do Mi­nis­té­rio da Jus­ti­ça do Ja­pão. O mo­vi­men­to mi­gra­tó­rio de nis­seis e san­seis pa­ra o Ja­pão re­fle­te a vi­vên­cia cul­tu­ral dos ja­po­ne­ses e seus des­cen­den­tes no Brasil. Es­se mo­vi­men­to é o que cha­mam de “ver­so e re­ver­so da história da imi­gra­ção ja­po­ne­sa”, nas su­as con­tra­di­ções e na afir­ma­ção iden­ti­tá­ria dos nik­keis como bra­si­lei­ros, afir­ma o Ins­ti­tu­to Brasileiro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE), em seu re­la­tó­rio so­bre a imi­gra­ção bra­si­lei­ra.

2-ES­TA­DOS UNI­DOS

A po­pu­la­ção de ja­po­ne­ses e des­cen­den­tes so­mam apro­xi­ma­da­men­te 1,350 mi­lhão nos Es­ta­dos Uni­dos. Cer­ca de 1/3 da po­pu­la­ção do Ha­vaí é de ori­gem ja­po­ne­sa. A cul­tu­ra, cu­li­ná­ria, os fes­ti­vais e os cos­tu­mes ja­po­ne­ses estão pre­sen­tes na vi­da co­ti­di­a­na dos ha­vai­a­nos. Nos es­ta­dos da Ca­li­fór­nia, Washing­ton e Ore­gon tam­bém exis­tem gran­des co­mu­ni­da­des japonesas.

3-FI­LI­PI­NAS

So­mam cer­ca de 120 mil ja­po­ne­ses e des­cen­den­tes. Mui­tos ca­tó­li­cos ja­po­ne­ses fu­gi­ram pa­ra as Fi­li­pi­nas no sé­cu­lo XVII. Pa­ra evi­tar a per­se­gui­ção re­li­gi­o­sa.

4-REI­NO UNI­DO

Abri­ga cer­ca de 120 mil ci­da­dãos com as­cen­dên­cia ja­po­ne­sa, se­gun­do da­dos da CIA. Jo­vens ja­po­ne­ses eram en­vi­a­dos pa­ra es­tu­dar na Cam­brid­ge Uni­ver­sity e Ox­ford Uni­ver­sity, em 1867. Des­de en­tão, os ja­po­ne­ses emi­gra­ram pa­ra o Rei­no Uni­do pa­ra es­tu­dos ou a tra­ba­lho. Vá­ri­os fes­ti­vais cul­tu­rais são re­a­li­za­dos no Rei­no Uni­do. O “Lon­don Ja­pan Mat­su­ri” é um dos mais po­pu­la­res fes­ti­vais da re­gião.

5-PE­RU

O Pe­ru, pri­mei­ro país sul-americano a es­ta­be­le­cer la­ços com o Ja­pão, acei­tou a imi­gra­ção em 1899. Tem uma po­pu­la­ção de apro­xi­ma­da­men­te 95 mil ja­po­ne­ses. Na Se­gun­da Gu­er­ra Mun­di­al, ja­po­ne­ses e pe­ru­a­nos fo­ram en­vi­a­dos pa­ra campos de con­cen­tra­ção nos Es­ta­dos Uni­dos. Al­ber­to Fu­ji­mo­ri, con­tro­ver­so ex-pre­si­den­te do país (1990-2000), era fi­lho de imi­gran­tes ja­po­ne­ses no Pe­ru.

6-CA­NA­DÁ

A imi­gra­ção ja­po­ne­sa pa­ra o Ca­na­dá é mais lo­ca­li­za­da na Cos­ta Oes­te (prin­ci­pal­men­te em Van­cou­ver). São apro­xi­ma­da­men­te 80 mil. Um ex­pres­si­vo nú­me­ro de se­gun­da e ter­cei­ra ge­ra­ção ni­po-ca­na­den­se op­ta­ram por se ca­sar com “não-ja­po­ne­ses”. O Ca­na­dá é um país mul­ti­cul­tu­ral que acei­ta o ca­sa­men­to in­ter-ra­ci­al.

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