Em­bra­er di­vul­ga queda no vo­lu­me de en­tre­gas de ja­tos no 1 tri­mes­tre

Valor Econômico - - | EMPRESAS INDÚSTRIA - Avi­a­ção João Jo­sé Oli­vei­ra

A Em­bra­er in­for­mou on­tem ao mer­ca­do o ba­lan­ço ope­ra­ci­o­nal do pri­mei­ro tri­mes­tre de 2018, quan­do fez a en­tre­ga de 25 ja­tos, sen­do 14 aviões co­mer­ci­ais e 11 aviões exe­cu­ti­vos — de­sem­pe­nho in­fe­ri­or ao re­gis­tra­do um ano an­tes, quan­do ha­via fei­to a en­tre­ga de 33 ja­tos (18 aviões co­mer­ci­ais e 15 ae­ro­na­ves exe­cu­ti­vas).

Pro­cu­ra­da pa­ra co­men­tar o me­nor nú­me­ro de en­tre­gas no pri­mei­ro tri­mes­tre do ano, a Em­bra­er res­pon­deu ao Va­lor, por no­ta, que “his­to­ri­ca­men­te sem­pre en­tre­gou 40% das ae­ro­na­ves no pri­mei­ro se­mes­tre e 60% no se­gun­do. Nes­te as­pec­to, 2017 foi um ano di­fe­ren­te, em que a em­pre­sa en­tre­gou mais ae­ro­na­ves do que nor­mal­men­te nos pri­mei­ros tri­mes­tres.”

No pri­mei­ro tri­mes­tre de 2016, a Em­bra­er ha­via en­tre­gue 44 ja­tos — 21 co­mer­ci­ais e 23 exe­cu­ti­vos —, ou se­ja, mais ae­ro­na­ves que nos três pri­mei­ros me­ses de 2017 e de 2018.

“De qual­quer for­ma, as en­tre­gas do pri­mei­ro tri­mes­tre des­te ano estão em li­nha com o gui­dan­ce da em­pre­sa ao mer­ca­do em 2018, o que sig­ni­fi­ca que não afe­ta­rá a me­ta de en­tre­gas anu­al”, in­for­mou a Em­bra­er.

A me­ta da em­pre­sa pa­ra es­te ano é en­tre­gar de 85 a 95 ja­tos co­mer­ci­ais e de 105 a 125 ae­ro­na­ves exe­cu­ti­vas.

Es­se gui­dan­ce apon­ta um ce­ná­rio con­ser­va­dor por par­te da em­pre­sa, que em 2017 con­se­guiu en­tre­gar 101 ja­tos co­mer­ci­ais e 109 aviões exe­cu­ti­vos.

Quan­do di­vul­gou ba­lan­ço fi­nan­cei­ro fe­cha­do de 2017, em mar­ço, o pre­si­den­te da Em­bra­er, Paulo Ce­sar de Sou­za e Sil­va, afir­mou em te­le­con­fe­rên­cia que a tran­si­ção de fa­mí­li­as de ja­tos co­mer­ci­ais po­de­ria le­var a uma de­sa­ce­le­ra­ção no rit­mo de en­tre­gas de no­vos aviões.

Es­te ano, a Em­bra­er ini­cia a pro­du­ção e en­tre­ga dos pri­mei­ro E2, os ja­tos co­mer­ci­ais que co­me­ça­ram a ser de­sen­vol­vi­dos pe­la em­pre­sa em 2013. Mas a com­pa­nhia ain­da con­ti­nua en­tre­gan­do os ja­tos da fa­mí­lia EJets, de pe­di­dos fei­tos anos atrás.

A Em­bra­er tem 421 pe­di­dos fir­mes de com­pra na car­tei­ra de en­co­men­das. Des­ses ja­tos, 280 são mo­de­los da no­va fa­mí­lia E2 e 141 são aviões E-Jets.

A em­pre­sa pre­vê que os no­vos E2 re­pre­sen­tem ao me­nos 10% das en­tre­gas nes­te ano.

Tam­bém an­tes da aber­tu­ra de mer­ca­do, a Em­bra­er in­for­mou, por meio de res­pos­ta a ofí­cio da Co­mis­são de Va­lo­res Mo­bi­liá­ri­os (CVM), que ain­da “não há qual­quer de­fi­ni­ção so­bre o ta­ma­nho de sua par­ti­ci­pa­ção no ca­pi­tal so­ci­al da em­pre­sa que pode ser for­ma­da com a Bo­eing”.

De acor­do com a Em­bra­er, as em­pre­sas ain­da ne­go­ci­am co­mo se­rá a com­bi­na­ção de ne­gó­ci­os por meio um gru­po de tra­ba­lho do qual o go­ver­no par­ti­ci­pa.

As ações da com­pa­nhia ter­mi­na­ram o dia co­ta­das a R$ 22,70, queda de 1,60%. O Ibo­ves­pa fe­chou com des­va­lo­ri­za­ção de 1,75%, a 82.861 pon­tos.

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