“Futura” Dow vai man­ter seu port­fó­lio de ne­gó­ci­os no Bra­sil

Valor Econômico - - | EMPRESAS INDÚSTRIA - Quí­mi­ca Stel­la Fon­tes e Ivo Ri­bei­ro

A “futura” Dow, uma das três em­pre­sas que se­rão cons­ti­tuí­das após a ci­são da DowDu­Pont, reu­ni­rá os ne­gó­ci­os de ci­ên­cia dos ma­te­ri­ais e te­rá no Bra­sil o mes­mo port­fó­lio de an­tes da fu­são com a DuPont. Re­si­nas, si­li­co­nes, po­liu­re­ta­nos e sol­ven­tes in­dus­tri­ais, que cor­res­pon­di­am às prin­ci­pais li­nhas da ope­ra­ção bra­si­lei­ra da mu­ti­na­ci­o­nal ame­ri­ca­na, man­te­rão es­se sta­tus.

“A ope­ra­ção Bra­sil é mui­to pa­re­ci­da com a glo­bal”, diz o pre­si­den­te da com­pa­nhia pa­ra o país e a Amé­ri­ca La­ti­na, Fa­bi­an Gil. As fá­bri­cas lo­cais — são cin­co com­ple­xos in­dus­tri­ais, além de um la­bo­ra­tó­rio em Jun­di­aí (SP) e o es­cri­tó­rio na ca­pi­tal pau­lis­ta — per­ma­ne­ce­rão sob o guar­da­chu­va da no­va em­pre­sa, que de­ve ser cons­ti­tuí­da for­mal­men­te no pri­mei­ro tri­mes­tre de 2019.

A “futura” Dow nas­ce en­tre as líderes de seu seg­men­to no mun­do, com fo­co em três mer­ca­dos de cres­ci­men­to ace­le­ra­do: em­ba­la­gens, in­fra­es­tru­tu­ra e con­su­mo. E se­rá a mai­or das três com­pa­nhi­as aber­tas que se­rão cri­a­das na es­tei­ra da fu­são anun­ci­a­da no fim de 2015 e con­cluí­da qua­se dois anos de­pois.

Em 2017, te­ve ven­das glo­bais de US$ 43,77 bi­lhões (pró-for­ma), de um fa­tu­ra­men­to con­so­li­da­do de US$ 79,5 bi­lhões da DowDu­Pont. Já o re­sul­ta­do an­tes de ju­ros, im­pos­tos, de­pre­ci­a­ção e amor­ti­za­ção (Ebit­da) ope­ra­ci­o­nal foi de US$ 9,1 bi­lhões, fren­te a US$ 16,2 bi­lhões da em­pre­sa com­bi­na­da, con­for­me apre­sen­ta­ção da com­pa­nhia.

A fu­são en­tre Dow e DuPont, uma das mai­o­res da in­dús­tria quí­mi­ca, se deu em um mo­men­to de pro­fun­da trans­for­ma­ção des­se se­tor, com a ven­da de ati­vos, di­fe­ren­tes ope­ra­ções de M&A (fu­sões e aqui­si­ções) e uma cla­ra se­pa­ra­ção en­tre as em­pre­sas que pro­du­zem com­mo­di­ti­es e aque­las de­di­ca­das a es­pe­ci­a­li­da­des e ma­te­ri­ais de al­to de­sem­pe­nho.

A par­tir de ago­ra, diz Gil, o co­man­do exe­cu­ti­vo vai se de­di­car à for­ma­ta­ção de uma es­tra­té­gia de lon­go pra­zo pa­ra o ne­gó­cio. “Ca­dei­as in­te­gra­das re­gi­o­nais são um te­ma cha­ve ho­je”, afir­ma.

Além da futura Dow, a atu­al DowDu­pont da­rá ori­gem a uma no­va em­pre­sa do agro­ne­gó­cio e de se­men­tes, ba­ti­za­da Cor­te­va Agris­ci­en­ce, e a uma de­di­ca­da a pro­du­tos es­pe­ci­ais, que her­da­rá o no­me DuPont. Es­ses dois ne­gó­ci­os se­rão cin­di­dos até 1 de ju­nho de 2019.

No Bra­sil, a fu­são exi­giu um úni­co mo­vi­men­to pa­ra ob­ten­ção do aval do Con­se­lho Ad­mi­nis­tra­ti­vo de De­fe­sa Econô­mi­ca (Ca­de), a ven­da de par­te do ne­gó­cio de mi­lho. A ven­da des­ses ati­vos pa­ra os chi­ne­ses Ci­tic Agri Fund e Yu­an LongPing High-Te­ch Agri­cul­tu­re deu ori­gem a uma no­va em­pre­sa no país, a LP Se­men­tes.

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