Net­flix che­ga a 125 mi­lhões de usuá­ri­os pa­gan­tes

Valor Econômico - - | EMPRESAS SERVIÇOS&TECNOLOGIA - En­tre­te­ni­men­to

A Net­flix anun­ci­ou seu iní­cio de ano mais vi­go­ro­so des­de que a em­pre­sa abriu o ca­pi­tal, há 16 anos, gra­ças ao rá­pi­do cres­ci­men­to na Amé­ri­ca La­ti­na e na Eu­ro­pa. A em­pre­sa con­quis­tou 7,41 mi­lhões de no­vos as­si­nan­tes no pri­mei­ro tri­mes­tre, su­pe­ran­do fa­cil­men­te as pro­je­ções dos ana­lis­tas. A Net­flix tem, ago­ra, 125 mi­lhões de cli­en­tes pa­gan­tes.

A em­pre­sa, cu­jas ações exi­bem o melhor de­sem­pe­nho no S&P 500 nes­te ano, es­tá usan­do sua cres­cen­te ba­se de as­si­nan­tes e re­cur­sos fi­nan­cei­ros pa­ra cap­tu­rar ta­len­tos en­tre os mai­o­res pro­du­to­res de pro­gra­mas e cons­truir um es­tú­dio em Hollywo­od pa­ra a era da in­ter­net.

As ações da Net­flix, que já su­bi­ram 60% nes­te ano, fe­cha­ram on­tem a US$ 307,78 em No­va York.

Ou­tras gran­des em­pre­sas de tec­no­lo­gia, co­mo a Ama­zon, Ap­ple, Alpha­bet [do­na do Go­o­gle] e Fa­ce­bo­ok tam­bém su­bi­ram após o anún­cio dos re­sul­ta­dos.

Em­bo­ra ne­nhu­ma [des­sas ações] te­nha su­bi­do mais que 1%, os avan­ços as­si­na­la­ram um iní­cio po­si­ti­vo nas tem­po­ra­das de di­vul­ga­ção de re­sul­ta­dos pa­ra um se­tor que es­te­ve sob pres­são nos úl­ti­mos me­ses.

A Net­flix in­for­mou que o lu­cro do pri­mei­ro tri­mes­tre su­biu pa­ra US$ 0,64 por ação, fren­te aos US$ 0,40 no ano an­te­ri­or. As ven­das no tri­mes­tre cres­ce­ram 40%, pa­ra US$ 3,70 bi­lhões, em com­pa­ra­ção com as pro­je­ções de Wall Stre­et, que in­di­ca­vam US$ 3,69 bi­lhões. Pa­ra o tri­mes­tre cor­ren­te, a Net­flix pre­vê lu­cro de US$ 0,79 por ação e re­cei­ta de US$ 3,93 bi­lhões.

Con­du­zi­da por Re­ed Has­tings, a Net­flix dis­se aos in­ves­ti­do­res que vai eco­no­mi­zar di­nhei­ro ao in­ter­na­li­zar ope­ra­ções de de­sen­vol­vi­men­to e pro­du­ção e evi­tar re­mar­ca­ções de pre­ços. Mas os gas­tos continuam a cres­cer à me­di­da que a em­pre­sa ex­pan­de a pro­du­ção em áre­as co­mo fil­mes, sé­ri­es e pro­gra­ma­ção in­fan­til. O total de en­car­gos de stre­a­ming de con­teú­do cres­ceu pa­ra US$ 17,9 bi­lhões no tri­mes­tre, fren­te aos US$ 17,7 bi­lhões de três me­ses an­tes, sem le­var em con­ta o au­men­to do or­ça­men­to pa­ra o mar­ke­ting de pro­gra­mas.

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