Con­fis­co de ati­vos de­ve re­du­zir ven­da de pe­tró­leo

Valor Econômico - - INTERNACIONAL -

A ex­por­ta­ção de pe­tró­leo, que re­pre­sen­ta mais de 96% das ex­por­ta­ções to­tais da Ve­ne­zu­e­la, de­vem cair com a re­cen­te to­ma­da de ati­vos no Ca­ri­be da es­ta­tal pe­tro­lei­ra PDVSA pe­la Co­no­coPhil­lips.

Nos úl­ti­mos di­as, o gru­po ame­ri­ca­no as­su­miu ati­vos da PDVSA nas ilhas de Bo­nai­re, Cu­ra­çao, Aru­ba e San­to Eus­tá­quio, pa­ra com­pen­sar os US$ 2 bi­lhões de­vi­dos à em­pre­sa pe­la es­ta­ti­za­ção de su­as ope­ra­ções na Ve­ne­zu­e­la, mais de uma dé­ca­da atrás. Ao me­nos um sex­to — ou 150 mil bar­ris por dia — do que a Ve­ne­zu­e­la ex­por­ta de­pen­de des­sas uni­da­des, diz Car­los de Sou­za, da Ox­ford Eco­no­mics.

Ape­sar de ser­vi­rem co­mo re­fi­na­ria, on­de o pe­tró­leo pe­sa­do ve­ne­zu­e­la­no é mis­tu­ra­do a pe­tró­leo leve, a prin­ci­pal fun­ção das ins­ta­la­ções da PDVSA no Ca­ri­be é armazenamento do pro­du­to.

Ana­lis­tas do si­te Kpler, que mo­ni­to­ra na­vi­os pe­tro­lei­ros, cre­em que a dis­pu­ta com a Co­no­co res­trin­gi­rá a ca­pa­ci­da­de de ex­por­ta­ção do país, da­da à “per­da de op­ções de armazenamento” nas ilhas ca­ri­be­nhas, o que es­tá le­van­do pe­tro­lei­ros a vol­ta­rem à Ve­ne­zu­e­la.

Em 18 de abril, o na­vio pe­tro­lei­ro Bri­tish Cyg­net dei­xou Pri­morsk, na Rús­sia, com 762.750 bar­ris de pe­tró­leo. Ele de­ve­ria des­car­re­gar o pe­tró­leo leve em Cu­ra­çao em 6 de maio, mas se­guiu pa­ra a re­fi­na­ria de Amu­ay, na cos­ta ve­ne­zu­e­la­na. O mes­mo ocor­reu com o pe­tro­lei­ro Ad­van­ta­ge Atom, que em 22 de abril dei­xou um por­to rus­so com 766 mil bar­ris, ru­mo a Cu­ra­çao.

Em abril, a pro­du­ção de pe­tró­leo da Ve­ne­zu­e­la caiu 0,3% pa­ra 1,5 mi­lhão de bar­ris/dia, se­gun­do a Ox­ford Eco­no­mics. A con­sul­to­ria pre­vê que a pro­du­ção ve­ne­zu­e­la­na caia nes­te ano pa­ra en­tre 1,3 mi­lhão b/d e 1 mi­lhão b/d.

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