DEM faz re­que­ri­men­to de ur­gên­cia pa­ra le­var du­pli­ca­ta ele­trô­ni­ca ao ple­ná­rio

Valor Econômico - - | EMPRESAS SERVIÇOS&TECNOLOGIA - Pro­je­to de lei Rapha­el Di Cun­to

O lí­der do De­mo­cra­tas (DEM) na Câ­ma­ra, de­pu­ta­do Ro­dri­go Gar­cia (SP), apre­sen­tou on­tem re­que­ri­men­to de ur­gên­cia pa­ra o pro­je­to que apri­mo­ra a uti­li­za­ção das du­pli­ca­tas ele­trô­ni­cas. O PL 9.327/17 é um dos pró­xi­mos itens da agen­da de vo­ta­ções pri­o­ri­tá­ri­as do pre­si­den­te da Câ­ma­ra, Ro­dri­go Maia (DEM-RJ), e do go­ver­no, após a aná­li­se do pro­je­to da pro­pos­ta que tor­na au­to­má­ti­ca a ade­são ao Ca­das­tro Po­si­ti­vo.

As du­pli­ca­tas são tí­tu­los de crédito que re­pre­sen­tam uma mer­ca­do­ria vendida ou ser­vi­ço pres­ta­do que se­rão pa­gos a pra­zo (mais de 30 di­as). Com o re­que­ri­men­to, o pro­je­to, que te­ria que ser dis­cu­ti­do e vo­ta­do em três co­mis­sões, po­de ser de­ba­ti­do di­re­to no ple­ná­rio da Câ­ma­ra se ti­ver o apoio de 257 de­pu­ta­dos.

Con­for­me o Va­lor in­for­mou na se­ma­na pas­sa­da, um acor­do en­tre o au­tor do pro­je­to, de­pu­ta­do Jú­lio Lo­pes (PP-RJ), o Mi­nis­té­rio da Fa­zen­da, Ban­co Cen­tral e re­pre­sen­tan­tes dos car­tó­ri­os de­ve fa­ci­li­tar o avan­ço da pro­pos­ta, em­bo­ra fi­que di­fe­ren­te da in­ten­ção ori­gi­nal dos le­gis­la­do­res.

O pro­je­to tor­na­va o pro­tes­to das du­pli­ca­tas em car­tó­rio fa­cul­ta­ti­vo. Is­so abri­ria es­pa­ço pa­ra que a co­bran­ça fos­se fei­ta por ou­tras ins­ti­tui­ções (co­mo as pró­pri­as ges­to­ras das du­pli­ca­tas) ou di­re­ta­men­te em ações ju­di­ci­ais. Se­ria uma for­ma de re­du­zir cus­tos, na vi­são do BC.

Os car­tó­ri­os de pro­tes­to de tí­tu­los, que recebem R$ 4 bi­lhões por ano pe­lo ser­vi­ço, se in­su­gi­ram e ti­ve­ram a aju­da dos tri­bu­nais de Jus­ti­ça, que recebem cer­ca de 40% des­se fa­tu­ra­men­to — o va­lor exa­to de­pen­de do Es­ta­do. Tam­bém ha­via pres­são contrária das en­ti­da­des de de­fe­sa do con­su­mi­dor por­que o pro­tes­to per­mi­te que o de­ve­dor qui­te a dí­vi­da sem os en­car­gos le­gais de uma ação ju­di­ci­al, bem mais ca­ra.

Pe­lo acor­do fei­to, en­tão, o cre­dor da du­pli­ca­ta te­rá que, ne­ces­sa­ri­a­men­te, pro­tes­tar em car­tó­rio o de­ve­dor se qui­ser ir a Jus­ti­ça. A ideia é tam­bém di­mi­nuir o nú­me­ro de pro­ces­sos em tri­bu­nais, já que 70% das dí­vi­das são pa­gas na fa­se de pro­tes­to.

Pa­ra o lí­der do DEM, o re­gis­tro ele­trô­ni­co de du­pli­ca­tas es­tá pre­vis­to em lei, mas a fal­ta de uma re­gu­la­men­ta­ção tem afas­ta­do os in­te­res­sa­dos des­te me­ca­nis­mo, além de ge­rar inú­me­ros mal-en­ten­di­dos pa­ra os quais a so­lu­ção aca­ba nos tri­bu­nais.

O prin­ci­pal pon­to do pro­je­to é cri­ar um sis­te­ma de re­gis­tro pa­ra to­das as du­pli­ca­tas, que fi­ca­ri­am re­gis­tra­das em ges­to­ras de crédito, te­ri­am fé pú­bli­ca e se­ri­am mais fa­cil­men­te co­mer­ci­a­li­za­das. O cre­dor po­de­ria ten­tar an­te­ci­par o va­lor em qual­quer ban­co, di­mi­nuin­do os ju­ros.

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