STJ de­ci­de a fa­vor da Pha­rol no ca­so Oi

Valor Econômico - - | EMPRESAS SERVIÇOS&TECNOLOGIA - Te­le­co­mu­ni­ca­ções Ro­dri­go Car­ro

O Su­pe­ri­or Tri­bu­nal de Jus­ti­ça (STJ) de­ci­diu on­tem por 5 vo­tos a 2 que a com­pe­tên­cia pa­ra de­li­be­rar so­bre te­mas re­la­ci­o­na­dos a di­rei­tos dos aci­o­nis­tas da Oi é de um tri­bu­nal ar­bi­tral, con­for­me pre­vê o es­ta­tu­to da ope­ra­do­ra, e não da Jus­ti­ça co­mum. Em mar­ço, a Pha­rol — mai­or aci­o­nis­ta da Oi na épo­ca — ob­te­ve uma li­mi­nar na Câ­ma­ra de Ar­bi­tra­gem do Mer­ca­do (CAM), da B3, que de­ter­mi­na­va que a com­pa­nhia de­via se abs­ter de im­ple­men­tar os au­men­tos de ca­pi­tal pre­vis­tos no pla­no de re­cu­pe­ra­ção ju­di­ci­al apro­va­do por cre­do­res no fim de 2017. Es­sa li­mi­nar aca­bou sus­pen­sa pe­lo STJ e o mé­ri­to da ques­tão foi jul­ga­do on­tem.

A Pha­rol (ex-Por­tu­gal Te­le­com) con­tes­ta par­te do pla­no da Oi, que di­luiu a par­ti­ci­pa­ção de aci­o­nis­tas na ope­ra­do­ra ao con­ver­ter dí­vi­da em ações e al­te­rou a go­ver­nan­ça da Oi.

Fon­te pró­xi­ma à Pha­rol diz que, na prá­ti­ca, a de­ci­são do STJ po­de resultar em al­te­ra­ções no pla­no de re­cu­pe­ra­ção, com a eli­mi­na­ção de as­sun­tos que não se­jam apro­va­dos em as­sem­bleia por aci­o­nis­tas. Mas uma se­gun­da fon­te, pró­xi­ma à Oi, re­la­ti­vi­za es­ses efei­tos, afir­man­do que quais­quer de­ci­sões ar­bi­trais te­rão de ser sub­me­ti­das ao juiz res­pon­sá­vel pe­lo pro­ces­so de re­cu­pe­ra­ção ju­di­ci­al da Oi. E, se pu­se­rem em ris­co a con­ti­nui­da­de da com­pa­nhia, se­rão re­jei­ta­das, acres­cen­ta a fon­te.

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