Co­man­do de 350 mil em­pre­sas fa­mi­li­a­res no mun­do vai mu­dar de mãos, diz PwC

Valor Econômico - - | EMPRESAS SERVIÇOS&TECNOLOGIA - Pes­qui­sa Cynthia Mal­ta

O co­man­do de mais de 350 mil em­pre­sas fa­mi­li­a­res e pri­va­das no mun­do de­ve­rá mu­dar de mãos nos pró­xi­mos anos de­vi­do à apo­sen­ta­do­ria de seus do­nos. Mas ape­nas uma mi­no­ria de­las tem a su­ces­são já or­ga­ni­za­da.

A cons­ta­ta­ção é da con­sul­to­ria PwC, que des­de 2002 re­a­li­za, a ca­da dois anos, uma pes­qui­sa so­bre em­pre­sas de con­tro­le fa­mi­li­ar. Nes­te ano, fo­ram ou­vi­das, en­tre ju­nho e se­tem­bro, 2.953 em­pre­sas em 53 paí­ses. No Bra­sil, 163 com­pa­nhi­as par­ti­ci­pa­ram.

Se­gun­do a pes­qui­sa, 57% das em­pre­sas fa­mi­li­a­res no mun­do pla­ne­jam trans­fe­rir o co­man­do à pró­xi­ma ge­ra­ção; 40% nos pró­xi­mos cin­co anos. “Mas ape­nas 15% de­las têm um pla­no de su­ces­são ro­bus­to, for­ma­li­za­do e já co­mu­ni­ca­do e 30% ain­da pre­ci­sam en­vol­ver a pró­xi­ma ge­ra­ção nes­se pla­ne­ja­men­to”, diz Pe­ter En­glis­ch, con­sul­tor da PwC.

A con­ti­nui­da­de do ne­gó­cio é pre­o­cu­pa­ção ge­ne­ra­li­za­da. A PwC cons­ta­tou que a pri­mei­ra ge­ra­ção cla­ra­men­te su­pe­ra as ge­ra­ções sub­se­quen­tes quan­do se ava­lia o cres­ci­men­to das em­pre­sas. As pri­mei­ras ge­ra­ções mos­tra­ram mai­or habilidade em atin­gir cres­ci­men­to a uma ta­xa de dois dí­gi­tos.

No Bra­sil, as em­pre­sas con­tro­la­das por fa­mí­li­as es­tão bem mais pre­o­cu­pa­das com o am­bi­en­te econô­mi­co, a ne­ces­si­da­de de ino­var, a re­gu­la­ção e a cor­rup­ção do que seus pa­res no res­to do mun­do.

Car­los Men­don­ça, só­cio da PwC, observa que no Bra­sil, 63% das em­pre­sas lis­tam a cor­rup­ção co­mo um de­sa­fio a ser en­fren­ta­do. A mé­dia glo­bal é de 23%.

Men­don­ça diz que a ado­ção de tec­no­lo­gi­as pa­ra ino­var, ain­da que o ob­je­ti­vo se­ja con­ti­nu­ar fa­zen­do “os ne­gó­ci­os de sem­pre”, já é uma re­a­li­da­de en­tre as em­pre­sas bra­si­lei­ras. Elas es­tão usan­do mais au­to­ma­ção (robôs e in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­ci­al) e ace­le­ran­do o rit­mo dos ne­gó­ci­os, da pro­du­ção.

Glo­bal­men­te, o ce­ná­rio pro­je­ta­do pa­ra os pró­xi­mos dois anos é de cres­ci­men­to — 84% das em­pre­sas pes­qui­sa­das es­pe­ram cres­cer, sen­do 68% de for­ma cons­tan­te e 16% pre­ve­em cres­cer rá­pi­da e agres­si­va­men­te. As re­giões de Ori­en­te Mé­dio e a Áfri­ca são as mais oti­mis­tas, seguidas de Ásia-Pa­cí­fi­co, Les­te Eu­ro­peu, Amé­ri­ca do Nor­te, Amé­ri­cas Cen­tral e do Sul e Eu­ro­pa Oci­den­tal.

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